{"id":82695,"date":"2018-06-27T21:56:11","date_gmt":"2018-06-28T00:56:11","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=82695"},"modified":"2018-06-27T21:56:11","modified_gmt":"2018-06-28T00:56:11","slug":"delator-diz-que-doleiros-levavam-ate-r-500-mil-dentro-das-meias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/delator-diz-que-doleiros-levavam-ate-r-500-mil-dentro-das-meias\/","title":{"rendered":"Delator diz que doleiros levavam  at\u00e9 R$ 500 mil dentro das meias"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-82696 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/180627-H22-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/180627-H22-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/180627-H22.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O dinheiro da propina circulava aos milh\u00f5es e era levado por doleiros at\u00e9 em meias el\u00e1sticas de salas, consideradas caixas-fortes, para clientes no Rio de Janeiro. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 do doleiro Cl\u00e1udio Barbosa, conhecido como Tony, que dep\u00f4s na ter\u00e7a-feira (26) ao juiz Marcelo Bretas, da 7\u00aa Vara Federal Criminal, em inqu\u00e9rito decorrente da Opera\u00e7\u00e3o Efici\u00eancia, um desdobramento da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<br \/>\nTony disse que \u201cos portadores carregam dinheiro na perna. Eles n\u00e3o carregam em mochila. Eles t\u00eam essas meias Lupo, p\u00f5em para cima, e ali cabe R$ 250 mil em cada perna, em notas de R$ 100 e R$ 50. Ent\u00e3o ele sai andando normalmente, n\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o est\u00e1 com uma mochila nem com uma mala. Um seguran\u00e7a ia ao lado e outro atr\u00e1s. Isso s\u00e3o procedimentos normais\u201d.<br \/>\nEle e o tamb\u00e9m doleiro Vin\u00edcius Claret, mais conhecido pelo apelido Juca Bala, foram ouvidos pela primeira vez por Bretas. Ambos s\u00e3o brasileiros mas residiam h\u00e1 anos no Uruguai, trabalhando diretamente com Dario Messer, conhecido como o reis dos doleiros, com atua\u00e7\u00e3o no Brasil, Uruguai e Paraguai, a quem os demais doleiros, incluindo os irm\u00e3os Renato e Marcelo Chebar, recorriam para transfer\u00eancias mais altas. Os dois s\u00e3o r\u00e9us colaboradores e ter\u00e3o suas senten\u00e7as proferidas nos pr\u00f3ximos dias pelo titular da 7\u00aa Vara.<br \/>\nJuca Bala respondeu a questionamento de Bretas, sobre se ele tinha d\u00favida de que os valores que transacionava tinham origem ilegal. O doleiro respondeu claramente que n\u00e3o. \u201cA maioria de movimentos que t\u00ednhamos era dinheiro de campanhas\u201d. Ele disse ainda que grande parte dos recursos que girava vinham da Odebrecht. \u201cEles come\u00e7aram pequenos, mas depois aumentaram muito com o governo do PT, em uma escala muito grande\u201d.<br \/>\nBanco facilitam<br \/>\nAntes dos doleiros, falou o operador financeiro Enrico Machado, s\u00f3cio de Dario Messer no banco EVG, criado para facilitar os neg\u00f3cios de compra e venda de moedas, servindo principalmente aos doleiros que precisavam remeter ou receber recursos de um pa\u00eds para outro. Machado confirmou ao juiz que Messer, atualmente foragido, tem empresas no Panam\u00e1, Paraguai, Uruguai e Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dinheiro da propina circulava aos milh\u00f5es e era levado por doleiros at\u00e9 em meias el\u00e1sticas de salas, consideradas caixas-fortes, para clientes no Rio de Janeiro. 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