{"id":89190,"date":"2018-08-31T22:05:24","date_gmt":"2018-09-01T01:05:24","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=89190"},"modified":"2018-08-31T22:05:24","modified_gmt":"2018-09-01T01:05:24","slug":"contas-publicas-ficam-negativas-em-r-3401-bilhoes-em-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/contas-publicas-ficam-negativas-em-r-3401-bilhoes-em-julho\/","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas ficam negativas em R$ 3,401 bilh\u00f5es em julho"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em julho, de acordo com dados divulgados ontem (31) pelo Banco Central (BC). O d\u00e9ficit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 3,401 bilh\u00f5es, resultado menor do que de igual per\u00edodo de 2017, quando chegou a R$ 16,138 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em julho, o resultado negativo veio do Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional), que apresentou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ R$ 2,677 bilh\u00f5es, uma melhora em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00e9ficit de R$ 13,977 bilh\u00f5es em julho de 2017.<\/p>\n<p>De acordo com o chefe adjunto do Departamento de Estat\u00edstica do BC, Renato Baldini, isso se deve ao aumento da arrecada\u00e7\u00e3o do governo federal, incluindo royalties do petr\u00f3leo. Em julho, o resultado do governo federal foi positivo em R$ 12,010 bilh\u00f5es, enquanto a Previd\u00eancia apresentou d\u00e9ficit de R$ 14,547 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os governos estaduais e municipais tamb\u00e9m tiveram saldo negativo. Os governos estaduais de R$ 937 milh\u00f5es, e os municipais, de R$ 912 milh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 1,124 bilh\u00e3o no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>Nos sete primeiros meses do ano, houve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 17,825 bilh\u00f5es, contra resultado tamb\u00e9m negativo de R$ 51,321 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017.<\/p>\n<p>No acumulado em 12 meses encerrados em julho, as contas p\u00fablicas ficaram com saldo negativo de R$ 77,086 bilh\u00f5es, o que corresponde a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 161,3 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Os gastos com juros ficaram em R$ 25,762 bilh\u00f5es em junho, contra R$ 28,482 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2017. De janeiro a julho, essas despesas chegaram a R$ 228,737 bilh\u00f5es, contra R$ 235,1 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017. Em 12 meses encerrados em junho, os gastos com juros somaram R$ 394,5 bilh\u00f5es, o que corresponde a 5,94% do PIB.<\/p>\n<p>De acordo com Lemos, as interven\u00e7\u00f5es do BC, em leil\u00f5es de swaps cambial &#8211; equivalente \u00e0 venda de d\u00f3lares no mercado futuro \u2013 favoreceram a apropria\u00e7\u00e3o de juros no m\u00eas passado. \u201cSe n\u00e3o consider\u00e1ssemos os swaps, o volume de juros seria R$ 34,3 bilh\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, atingiu R$ 29,162 bilh\u00f5es no m\u00eas passado ante R$ 44,620 bilh\u00f5es de junho de 2017.<\/p>\n<p>De janeiro a julho, o resultado negativo ficou em R$ 246,562 bilh\u00f5es, ante R$ 286,387 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo do ano passado. Em 12 meses, o d\u00e9ficit nominal ficou em R$ 471,584 bilh\u00f5es, o que corresponde a 7% do PIB.<\/p>\n<p>D\u00edvida p\u00fablica aumenta 0,6 pontos<\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,503 trilh\u00f5es em junho, o que corresponde 52% do PIB, com aumento de 0,6 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho (51,4% do PIB). Desses, o impacto da aprecia\u00e7\u00e3o cambial de 2,6% no m\u00eas respondeu pela eleva\u00e7\u00e3o de 0,5 ponto percentual, R$ 30,757 bilh\u00f5es no estoque da d\u00edvida.<\/p>\n<p>No ano, a d\u00edvida l\u00edquida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB cresceu 0,5 ponto percentual. Segundo o BC, esse aumento ocorreu, em especial, pela incorpora\u00e7\u00e3o dos juros nominais, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio, a alta do d\u00f3lar, acumulada em 13,5% e o efeito do crescimento do PIB nominal. A d\u00edvida p\u00fablica cai quando h\u00e1 alta do d\u00f3lar, porque as reservas internacionais, o principal ativo do pa\u00eds, s\u00e3o feitas de moeda estrangeira.<\/p>\n<p>Em junho, a d\u00edvida bruta &#8211; que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais &#8211; chegou a R$ 5,186 trilh\u00f5es ou 77% do PIB, com redu\u00e7\u00e3o de 0,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a junho.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em julho, de acordo com dados divulgados ontem (31) pelo Banco Central (BC). 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