{"id":90491,"date":"2018-09-19T11:45:50","date_gmt":"2018-09-19T14:45:50","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=90491"},"modified":"2018-09-19T11:45:50","modified_gmt":"2018-09-19T14:45:50","slug":"ruanda-ja-exumou-mais-de-185-mil-corpos-de-vitimas-de-genocidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/ruanda-ja-exumou-mais-de-185-mil-corpos-de-vitimas-de-genocidio\/","title":{"rendered":"Ruanda j\u00e1 exumou mais de 18,5 mil corpos de v\u00edtimas de genoc\u00eddio"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>O n\u00famero de corpos recuperados de valas comuns durante o genoc\u00eddio de 1994 em Ruanda j\u00e1 ultrapassou os 18 mil nos \u00faltimos cinco meses, confirmou hoje (19) a Federa\u00e7\u00e3o de Associa\u00e7\u00f5es de Sobreviventes Ibuka. At\u00e9 agora, foram encontrados 18.529 corpos, informou Theogene Kabagambire, respons\u00e1vel da Ibuka.<\/p>\n<p>O programa de busca em valas comuns e de exuma\u00e7\u00f5es come\u00e7ou em 11 de abril, depois que um acusado de participar do genoc\u00eddio revelou a localiza\u00e7\u00e3o das fossas. Durante esse per\u00edodo, foram descobertas 41 valas comuns na zona da capital, Kigali, distribu\u00eddas nos distritos de Rusororo e Gasabo.<\/p>\n<p>&#8220;Na cidade de Kabeza, do setor de Rusororo, foram demolidas tr\u00eas casas depois das pistas recebidas. Encontramos 20 valas comuns sobre as quais as casas tinham sido constru\u00eddas. Debaixo de uma, havia oito fossas, enquanto as outras estavam sobre sete e cinco, respectivamente&#8221;, revelou Kabagambire.<\/p>\n<p>Segundo as informa\u00e7\u00f5es recebidas, a Ibuka esperava encontrar entre 15 mil e 25 mil v\u00edtimas. &#8220;Todas as pessoas que nos deram informa\u00e7\u00f5es sobre a exist\u00eancia das valas comuns tinham raz\u00e3o, menos uma&#8221;, apontou o dirigente da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o for poss\u00edvel arrumar um local para a realiza\u00e7\u00e3o de um funeral decente aos mortos, a Ibuka planeja fazer na data que lembra o 25\u00b0 anivers\u00e1rio do genoc\u00eddio, no ano que vem.<\/p>\n<p>A descoberta desses milhares de corpos, segundo a organiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um &#8220;rev\u00e9s&#8221; para as iniciativas que buscavam unir os ruandeses, j\u00e1 que, apesar das fossas encontradas em zonas residenciais, as pessoas n\u00e3o revelaram essa informa\u00e7\u00e3o por 24 anos.<\/p>\n<p>Kigali e os bairros perif\u00e9ricos foram alguns dos palcos mais sangrentos do genoc\u00eddio, pois destacaram-se como uma das \u00faltimas fortifica\u00e7\u00f5es das mil\u00edcias hutus antes que as for\u00e7as da Frente Patri\u00f3tica Ruandesa (RPA, em ingl\u00eas) entrassem para libertar essas zonas.<\/p>\n<p>O massacre de 1994 sup\u00f4s o exterm\u00ednio de 20% a 40% da popula\u00e7\u00e3o de Ruanda, ent\u00e3o o pa\u00eds mais densamente habitado da \u00c1frica, com sete milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Cerca de 70% das v\u00edtimas mortais foram tutsis, assassinados por extremistas hutus ap\u00f3s a morte do presidente ruand\u00eas Juvenal Habyarimana, quando o avi\u00e3o no qual viajava foi derrubado em 6 de abril de 1994 pr\u00f3ximo ao Aeroporto de Kigali.<\/p>\n<p>O assassinato de Habyarimana (da etnia hutu, majorit\u00e1ria em Ruanda), morto junto ao presidente de Burundi, Cyprien Ntaryamira, que o acompanhava, deu in\u00edcio ao massacre por hutus radicais e ainda hoje dia continua sendo um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de corpos recuperados de valas comuns durante o genoc\u00eddio de 1994 em Ruanda j\u00e1 ultrapassou os 18 mil nos \u00faltimos cinco meses, confirmou hoje (19) a Federa\u00e7\u00e3o de Associa\u00e7\u00f5es de Sobreviventes Ibuka. 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