{"id":90559,"date":"2018-09-19T22:17:41","date_gmt":"2018-09-20T01:17:41","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=90559"},"modified":"2018-09-19T22:17:41","modified_gmt":"2018-09-20T01:17:41","slug":"quase-35-das-cidades-tiveram-doencas-por-falta-de-saneamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/quase-35-das-cidades-tiveram-doencas-por-falta-de-saneamento\/","title":{"rendered":"Quase 35% das cidades tiveram  doen\u00e7as por falta de saneamento"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_90560\" aria-describedby=\"caption-attachment-90560\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-90560 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/180919-H35-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/180919-H35-300x198.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/180919-H35.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90560\" class=\"wp-caption-text\">O mosquito da dengue derrotou muitos governadores e prefeitos, fazendo estragos em mais de 1.500 cidades brasileiras, no ano passado, principalmente onde falta saneamento b\u00e1sico<br \/>(Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2017, 34,7% dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros relataram casos de endemia ou de epidemia de doen\u00e7as relacionadas a condi\u00e7\u00f5es deficientes de saneamento b\u00e1sico. A dengue foi a doen\u00e7a mais citada, com registro em 1.501 cidades, ou 26,9% do total, seguida da diarreia, com 23,1%. Em terceiro lugar, aparecem as verminoses e a chikungunya, com registro em 17,2% munic\u00edpios cada, e depois zika, citada por 14,6% das prefeituras.<br \/>\nOs dados est\u00e3o na Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) 2017, divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Os dados foram levantados de abril a setembro do ano passado e se referem aos 12 meses anteriores \u00e0 data que o munic\u00edpio respondeu ao question\u00e1rio. A Munic investiga aspectos gerais da gest\u00e3o p\u00fablica municipal e quem responde a pesquisa \u00e9 a prefeitura.<br \/>\nA propor\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios que declararam ter sofrido endemias ou epidemias de dengue, zika e chikungunya foi maior nas regi\u00f5es Nordeste e Norte. No Norte do pa\u00eds, 38,9% dos munic\u00edpios tiveram casos de dengue, 19,8% de zika e 20,2% de chikungunya. No Nordeste, os \u00edndices s\u00e3o<br \/>\nde 43,2% com epidemia ou endemia de dengue, 29,6% de zika e 37,3% de chikungunya. A Regi\u00e3o Sul tem os menores \u00edndices, com 6% das cidades registrando dengue, 1,7% zika e 1,8% chikungunya.<br \/>\nJ\u00e1 a febre amarela teve mais ocorr\u00eancia no Sudeste, em 5,1% dos munic\u00edpios da regi\u00e3o. Em todo o pa\u00eds, a febre amarela ocorreu em 2,9% dos munic\u00edpios em 2017. As endemias s\u00e3o caracterizadas como doen\u00e7as que aparecem constantemente em determinado local, enquanto as epidemias acometem um grande n\u00famero de pessoas de uma regi\u00e3o em curto espa\u00e7o de tempo. Dengue, zika e chikungunya s\u00e3o transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em \u00e1gua parada. J\u00e1 as verminoses e a diarreia t\u00eam causas diversas, mas tamb\u00e9m est\u00e3o associadas \u00e0 ingest\u00e3o ou contato com \u00e1gua e alimentos contaminados.<br \/>\nA gerente da Munic, V\u00e2nia Pacheco, alega que essas doen\u00e7as podem ter outras causas, n\u00e3o necessariamente associadas \u00e0 falta de saneamento b\u00e1sico. \u201cDengue e diarreia foram as duas doen\u00e7as mais mencionadas pelos munic\u00edpios. Isso \u00e9 falta de saneamento? N\u00e3o necessariamente. Talvez seja falta de aprimorar um pouco mais os cuidados municipais, mas falta de saneamento n\u00e3o d\u00e1 para dizer que \u00e9. Pode ser falta dos servi\u00e7os que englobam o saneamento de uma maneira geral. Mas a gente tem que prestar aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a gest\u00e3o p\u00fablica municipal que tem que fazer o servi\u00e7o, existe uma parte do cidad\u00e3o tamb\u00e9m nessa hist\u00f3ria toda\u201d, afirma, citando aten\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o para n\u00e3o jogar lixo na rua ou deixar \u00e1gua acumulada.<\/p>\n<p>Mais de 60% dos munic\u00edpios sem saneamento<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_90561\" aria-describedby=\"caption-attachment-90561\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-90561 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/180919-H36-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-90561\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisa do IBGE mostra que 38,2% dos munic\u00edpios brasileiros t\u00eam pol\u00edtica de saneamento b\u00e1sico<br \/>(Marcello Casal Jr \/ Arquivo Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os 5.570 munic\u00edpios brasileiros, 2.126 t\u00eam pol\u00edtica de saneamento b\u00e1sico, mesmo que n\u00e3o seja regulamentada por instrumento legal, o que equivale a 38,2% do total. Apesar do baixo percentual, o \u00edndice avan\u00e7ou 10 pontos percentuais desde 2011, quando 28,2% tinham uma pol\u00edtica estruturada para a \u00e1rea, que engloba os servi\u00e7os de abastecimento de \u00e1gua, esgotamento sanit\u00e1rio, manejo de \u00e1guas pluviais e manejo de res\u00edduos s\u00f3lidos.<br \/>\nOs dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), no suplemento Aspectos gerais da gest\u00e3o da pol\u00edtica de saneamento b\u00e1sico, dentro da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) 2017.<br \/>\nO levantamento foi feito de abril a setembro por meio de question\u00e1rios \u00e0s prefeituras. A pesquisa n\u00e3o avalia a qualidade e a efetiva presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Conforme a pesquisa,<br \/>\n24,1% dos munic\u00edpios estavam elaborando pol\u00edtica de saneamento b\u00e1sico no ano passado. Quanto ao plano municipal de saneamento, que traz o detalhamento das a\u00e7\u00f5es, diagn\u00f3stico, objetivos e metas de universaliza\u00e7\u00e3o, o percentual passou de 10,9% em 2011 para 41,5% em 2017.<br \/>\nA gerente da pesquisa, V\u00e2nia Pacheco, diz que o plano \u00e9 o instrumento mais adequado para monitorar e avaliar a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. \u201cCom mais possibilidade de acompanhamento, de monitoramento, de regulamenta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, de regula\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Tudo isso permite que o munic\u00edpio possa se avaliar mais para frente.\u201d<br \/>\nAp\u00f3s 31 de dezembro de 2019, o plano municipal de saneamento b\u00e1sico ser\u00e1 condi\u00e7\u00e3o para o acesso a recursos da Uni\u00e3o ou geridos por \u00f3rg\u00e3o ou entidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal. A pesquisadora lembra que o Decreto 7.217\/2010, que regulamentou a Pol\u00edtica Nacional de Saneamento B\u00e1sico, previa a data-limite de 31 de dezembro de 2013. Depois, foi prorrogada para 2015, 2017 at\u00e9 chegar a 2019, estabelecida no Decreto 9.254, 29 de dezembro de 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, 34,7% dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros relataram casos de endemia ou de epidemia de doen\u00e7as relacionadas a condi\u00e7\u00f5es deficientes de saneamento b\u00e1sico. A dengue foi a doen\u00e7a mais citada, com registro em 1.501 cidades, ou 26,9% do total, seguida da diarreia, com 23,1%. 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