{"id":93338,"date":"2018-11-08T21:32:10","date_gmt":"2018-11-08T23:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=93338"},"modified":"2018-11-08T21:32:10","modified_gmt":"2018-11-08T23:32:10","slug":"deputados-do-rio-vao-para-a-cadeia-acusados-de-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/deputados-do-rio-vao-para-a-cadeia-acusados-de-corrupcao\/","title":{"rendered":"Deputados do Rio v\u00e3o para a cadeia acusados de corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_93339\" aria-describedby=\"caption-attachment-93339\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-93339 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H21-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H21-300x188.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H21.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93339\" class=\"wp-caption-text\">Alguns dos alvos da Opera\u00e7\u00e3o Furna da On\u00e7a, da esquerda para a direita, come\u00e7ando na fileira de cima: Affonso Monnerat, Andr\u00e9 Correa, Chiquinho da Mangueira, Coronel Jairo, Edson Albertassi, Jorge Picciani; Leonardo Jacob, Luiz Martins, Marcelo Sim\u00e3o, Marcos Abrah\u00e3o, Marcus Vin\u00edcius Neskau, Paulo Melo e Vin\u00edcius Farah<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em a\u00e7\u00e3o conjunta realizada ontem (8), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no estado e a Pol\u00edcia Federal ampliaram as investiga\u00e7\u00f5es sobre a atua\u00e7\u00e3o de parlamentares fluminenses e prenderam mais sete deputados, al\u00e9m de funcion\u00e1rios lotados do Pal\u00e1cio Guanabara e no Departamento de Tr\u00e2nsito (Detran) do estado, que tem o atual presidente Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinicius Faraj foragidos.<br \/>\nA Opera\u00e7\u00e3o Furna da On\u00e7a \u00e9 um desdobramento da Opera\u00e7\u00e3o Cadeia Velha, que\u00a0levou \u00e0 pris\u00e3o duas das principais lideran\u00e7as pol\u00edticas do estado: os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani e Paulo Melo, que tiveram novamente pedidos de pris\u00e3o expedidos. Outro que foi preso na Opera\u00e7\u00e3o Cadeia Velha e recebeu nova ordem de pris\u00e3o foi o deputado Edson Albertassi.<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o foi desencadeada para investigar a participa\u00e7\u00e3o de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrup\u00e7\u00e3o, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos p\u00fablicos e m\u00e3o de obra terceirizada, principalmente no Detran\/RJ.<\/p>\n<p>Objetivo<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o de hoje teve como objetivo o cumprimento de 22 mandados de pris\u00e3o (19 tempor\u00e1rias e tr\u00eas preventivas, referentes aos r\u00e9us da Cadeia Velha) e 47 de busca e apreens\u00e3o, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) depois de decis\u00e3o un\u00e2nime de cinco desembargadores federais que comp\u00f5em a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs deputados s\u00e3o investigados por uso da Alerj a servi\u00e7o de interesses da organiza\u00e7\u00e3o criminosa do ex-governador S\u00e9rgio Cabral (MDB), que, em troca, pagava propina mensal (\u201cmensalinho\u201d) durante seu segundo mandato (2011-2014), que chegou a movimentar R$ 54,5 milh\u00f5es.<br \/>\nSegundo as investiga\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a propina resultava do sobrepre\u00e7o de contratos estaduais e federais. Al\u00e9m de Cabral, tinham fun\u00e7\u00e3o de comando na organiza\u00e7\u00e3o investigada, os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, o primeiro em pris\u00e3o domiciliar e o segundo atualmente recluso em Bangu em decorr\u00eancia da Opera\u00e7\u00e3o Cadeia Velha e que foram alvo de novos pedidos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Alerj se tornou verdadeira propinol\u00e2ndia<\/p>\n<figure id=\"attachment_93340\" aria-describedby=\"caption-attachment-93340\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-93340 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H22-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H22-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/181108-H22.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-93340\" class=\"wp-caption-text\">Coletiva de imprensa sobre a Opera\u00e7\u00e3o Furna da On\u00e7a na sede da Pol\u00edcia Federal no Rio de Janeiro<br \/>(Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O procurador-regional da Rep\u00fablica Carlos Aguiar foi enf\u00e1tico ao ressaltar que o esquema funcionava desde a administra\u00e7\u00e3o do ex-governador S\u00e9rgio Cabral, que cumpre pris\u00e3o no Complexo Penitenci\u00e1rio de Bangu. Segundo ele, \u201ca Alerj se tornou uma verdadeira propinol\u00e2ndia\u201d.<br \/>\n\u201cEsse modelo de fisiologismo, de loteamento de cargos, vem da \u00e9poca do ex-governador, vigora at\u00e9 hoje e se replicou nessas elei\u00e7\u00f5es. \u00c9 ineg\u00e1vel que alguns dos que foram reeleitos para a nova legislatura se valeram desse esquema\u201d, afirmou.<br \/>\nSegundo Aguiar, \u201co que se percebe \u00e9 que existe dentro do Rio de Janeiro um grupo que se apossou da Alerj, e as investiga\u00e7\u00f5es demonstraram que esses personagens lotearam o estado do Rio para viabilizar a execu\u00e7\u00e3o dos seus interesses pol\u00edticos.<br \/>\nUm dos alvos da opera\u00e7\u00e3o foi o secret\u00e1rio estadual de governo, Affonso Monnerat, apontado como o elo entre a Alerj e o Pal\u00e1cio Guanabara. O esquema, voltado para a compra de votos na Alerj, chegou a movimentar R$ 54,5 milh\u00f5es entre 2011 e 2014, que eram destinados ao pagamento de \u2018mensalinhos\u2019 a deputados que votassem de acordo com os interesses do governo.<\/p>\n<p>Lista de presos<\/p>\n<p>Entre os dez deputados envolvidos nas investiga\u00e7\u00f5es e que tiveram suas pris\u00f5es decretadas est\u00e1 Andr\u00e9 Correa (DEM), reeleito para mais um mandato, ex-secret\u00e1rio do Meio Ambiente e que atualmente pleiteia a presid\u00eancia da Assembleia Legislativa do estado.<br \/>\nConsta ainda da decis\u00e3o, os nomes dos deputados Marcos Abrah\u00e3o (Avante), Marcelo Sim\u00e3o (PP), Luiz Martins (PDT) e Marcos Vin\u00edcius Neskau (PTB), todos reeleitos e presos nesta quinta-feira, al\u00e9m de Chiquinho da Mangueira (PSC), tamb\u00e9m reeleito e que teria recebido R$ 3 milh\u00f5es, parte dos quais teria sido usado para patrocinar o desfile da escola de samba Mangueira, em 2014, da qual \u00e9 presidente. Outro preso foi o deputado Coronel Jairo, que n\u00e3o foi reeleito.<br \/>\nSegundo nota divulgada pelo MPF, o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) concordou com a argumenta\u00e7\u00e3o de que as pris\u00f5es e as buscas e apreens\u00f5es se fizeram necess\u00e1rias \u201cpara interromper condutas como a oculta\u00e7\u00e3o da origem il\u00edcita dos valores pagos aos deputados estaduais\u201d. Ainda segundo o texto, \u201coutra justificativa dos mandados judiciais foi o alto poder e a capilaridade dos esquemas criminosos sob investiga\u00e7\u00e3o, que envolvem a c\u00fapula da Alerj com ramifica\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os estaduais\u201d.<br \/>\n\u201cAs investiga\u00e7\u00f5es contam uma hist\u00f3ria: a de como o ex-governador neutralizou, com propina e outras vantagens il\u00edcitas, o controle que os deputados estaduais deveriam exercer sobre o Executivo, e, com isso, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa se espalhou por v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e entidades do estado, provocando o sucateamento dos servi\u00e7os prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o texto.<br \/>\nAs investiga\u00e7\u00f5es, que incluem relatos de colaboradores corroborados por provas independentes colhidas pelo MPF e pela PF, apontaram que o \u201cmensalinho\u201d e os \u201cpr\u00eamios\u201d eram pagos a deputados como contrapartida por votos em favor de projetos de lei de interesse da organiza\u00e7\u00e3o e por atua\u00e7\u00f5es contra o avan\u00e7o de comiss\u00f5es parlamentares de inqu\u00e9rito (CPIs), entre outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Deputados repartiam postos do Detran<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o alvos da opera\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio de Governo, Affonso Monnerat; o presidente do Detran\/RJ, Leonardo Silva Jacob; e seu antecessor Vin\u00edcius Farah, rec\u00e9m-eleito deputado federal pelo MDB. Eles s\u00e3o investigados pela distribui\u00e7\u00e3o de outro tipo de vantagem il\u00edcita: cargos p\u00fablicos e vagas de trabalho em empresas fornecedoras de m\u00e3o de obra terceirizada, principalmente para o Detran.<br \/>\nSegundo o MPF, os deputados repartiam os postos do Detran de acordo com suas \u00e1reas de influ\u00eancia pol\u00edtica, para indicarem os nomeados. Essas indica\u00e7\u00f5es viabilizavam a inger\u00eancia desses pol\u00edticos sobre o Detran local, possibilitando desenvolverem seus pr\u00f3prios esquemas criminosos. Monnerat foi alvo de pris\u00e3o por ter aparecido em conversas telef\u00f4nicas e em planilhas encontradas na Opera\u00e7\u00e3o Cadeia Velha como intermediador de indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de m\u00e3o de obra terceirizada.<br \/>\nAs intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas revelaram que, por meio das indica\u00e7\u00f5es, tanto os deputados como seus assessores intermediavam, por exemplo, o reagendamento de provas de pessoas sem pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima para obterem a habilita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da libera\u00e7\u00e3o, em vistorias, de ve\u00edculos em mau estado ou com pend\u00eancias. Tamb\u00e9m foi descoberto o uso, nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, dessa m\u00e3o de obra para promo\u00e7\u00e3o pessoal dos pol\u00edticos que concorriam \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o ou seus familiares candidatos.<br \/>\nA opera\u00e7\u00e3o conjunta foi denominada Furna da On\u00e7a por se tratar do nome de uma sala com localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica na Alerj usada por deputados para r\u00e1pidas reuni\u00f5es durante as sess\u00f5es. Na Assembleia, h\u00e1 uma vers\u00e3o de que o nome Furna (toca) da On\u00e7a remete ao uso da sala para as discuss\u00f5es parlamentares mais influentes, nos instantes finais antes das vota\u00e7\u00f5es em plen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em a\u00e7\u00e3o conjunta realizada ontem (8), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal no estado e a Pol\u00edcia Federal ampliaram as investiga\u00e7\u00f5es sobre a atua\u00e7\u00e3o de parlamentares fluminenses e prenderam mais sete deputados, al\u00e9m de funcion\u00e1rios lotados do Pal\u00e1cio Guanabara e no Departamento de Tr\u00e2nsito (Detran) do estado, que tem o atual presidente Leonardo Silva Jacob e seu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":93339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[30,14,31],"tags":[],"class_list":["post-93338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-politica","category-principais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93341,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93338\/revisions\/93341"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}