{"id":9335,"date":"2015-08-24T22:09:13","date_gmt":"2015-08-25T01:09:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=9335"},"modified":"2015-08-24T22:09:13","modified_gmt":"2015-08-25T01:09:13","slug":"conselho-empresarial-quer-uniao-da-america-latina-para-atrair-investimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/conselho-empresarial-quer-uniao-da-america-latina-para-atrair-investimentos\/","title":{"rendered":"Conselho empresarial quer uni\u00e3o da Am\u00e9rica Latina para atrair investimentos"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p>Integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, investimentos em infraestrutura e empreendedorismo inovador s\u00e3o caminhos para uma maior integra\u00e7\u00e3o comercial e econ\u00f4mica na Am\u00e9rica Latina, com o fortalecimento da regi\u00e3o no cen\u00e1rio global. Os temas foram acordados na assembleia do Conselho Empresarial da Am\u00e9rica Latina (Ceal), em Porto Rico, com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 100 lideran\u00e7as empresariais e chefes de Estado.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o de consenso da assembleia do Ceal sugere uma Am\u00e9rica Latina mais unida. &#8220;Isso dentro de uma expectativa onde podemos atrair mais investimentos, fazer mais com\u00e9rcio e ter uma posi\u00e7\u00e3o de destaque entre os grandes blocos\u201d, disse o presidente internacional do Ceal, o engenheiro brasileiro Ingo Ploger, que participou do encontro na \u00faltima semana. O PIB da Am\u00e9rica Latina corresponde a cerca de US$ 9 trilh\u00f5es. &#8220;\u00c9 metade do PIB dos Estados Unidos e da Uni\u00e3o Europeia e equivale a dois ter\u00e7os do PIB da China&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Inglo Ploger destacou que na regi\u00e3o existem cadeias produtivas globais estrat\u00e9gicas e bem posicionadas, entre as quais, as prote\u00ednas vegetais e animais e alguns recursos naturais. Al\u00e9m disso, os pa\u00edses latino-americanos adicionam cada vez mais servi\u00e7os na sua pauta de exporta\u00e7\u00e3o. Nessa \u00e1rea, tem crescido muito a ind\u00fastria do turismo, observou.<\/p>\n<p>Para uma maior inser\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina no contexto global, al\u00e9m das cadeias produtivas globais, inova\u00e7\u00f5es e empreendedorismo, cujas solu\u00e7\u00f5es atingem v\u00e1rios pa\u00edses ao mesmo tempo, o presidente do Ceal destacou a integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. \u201cOs pa\u00edses est\u00e3o buscando efic\u00e1cia energ\u00e9tica, do qual o Brasil \u00e9 um grande provedor na \u00e1rea da biomassa e de fontes renov\u00e1veis, como a solar.\u201d<\/p>\n<p>O vice-presidente do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri), embaixador Jos\u00e9 Botafogo Gon\u00e7alves, disse n\u00e3o ter d\u00favida de que os caminhos propostos podem fortalecer a Am\u00e9rica Latina. &#8220;Embora seja uma regi\u00e3o muito vasta, os pa\u00edses t\u00eam aspectos em comum importantes, al\u00e9m da heran\u00e7a ib\u00e9rica. Boa parte dos pa\u00edses latinos faz parte do grupo de economias emergentes, onde h\u00e1 uma incorpora\u00e7\u00e3o crescente de consumidores na nova classe m\u00e9dia&#8221;, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo o embaixador, isso exige press\u00e3o sobre a infraestrutura log\u00edstica, envolvendo transporte urbano, ferrovias, rodovias, portos, al\u00e9m de um consumo crescente de energia, para movimentar toda a atividade econ\u00f4mica. \u201cS\u00e3o projetos comuns que, tanto no campo da infraestrutura quanto no alimentar e energ\u00e9tico, oferecem grandes oportunidades para todos que queiram investir na Am\u00e9rica Latina\u201d. Observou, entretanto, que isso n\u00e3o ser\u00e1 aproveitado se as empresas n\u00e3o fizerem um grande esfor\u00e7o em produtividade. \u201cIsso s\u00f3 se consegue com tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Uma coisa est\u00e1 ligada a outra.\u201d<\/p>\n<p>O presidente internacional do conselho confirmou que os investimentos em infraestrutura s\u00e3o um tema forte na regi\u00e3o. Dados do Ceal revelam que o investimento estrangeiro direto (IED) dividido pelo PIB da Am\u00e9rica Latina \u00e9 mais alto que nos Estados unidos, Uni\u00e3o Europeia ou China. A rela\u00e7\u00e3o de IED na regi\u00e3o latino-americana \u00e9 hoje de 1,7% do PIB, contra 1,1% na Uni\u00e3o Europeia, 0,8% na China e 0,7% nos Estados Unidos. Segundo Inglo Ploger, uma das respostas para explicar por que os estrangeiros est\u00e3o, proporcionalmente ao PIB, investindo mais na Am\u00e9rica Latina, \u00e9 o fato de a infraestrutura nos Estados Unidos e na Europa est\u00e1 muito bem estabelecida. \u201cH\u00e1 pouco a investir\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China, o governo n\u00e3o permite que o investimento estrangeiro direto invista nesse setor. \u201cE a Am\u00e9rica Latina permite\u201d.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Botafogo afirmou que o IED pode ser aproveitado para o desenvolvimento da infraestrutura da regi\u00e3o. Ele defende que se eliminem as barreiras burocr\u00e1ticas entre os pa\u00edses, por exemplo, na parte regulat\u00f3ria, que dificultam os neg\u00f3cios e complicam a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, servi\u00e7os e pessoas entre as na\u00e7\u00f5es. Ingo Ploger analisou que a recente decis\u00e3o do governo brasileiro de flexibilizar exig\u00eancias para participa\u00e7\u00e3o de estrangeiros nos leil\u00f5es de concess\u00e3o de rodovias \u201c\u00e9 um \u00f3timo sinal para a integra\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses e vai trazer investimentos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, investimentos em infraestrutura e empreendedorismo inovador s\u00e3o caminhos para uma maior integra\u00e7\u00e3o comercial e econ\u00f4mica na Am\u00e9rica Latina, com o fortalecimento da regi\u00e3o no cen\u00e1rio global. 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