{"id":94461,"date":"2018-12-03T21:05:56","date_gmt":"2018-12-03T23:05:56","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=94461"},"modified":"2018-12-03T21:05:56","modified_gmt":"2018-12-03T23:05:56","slug":"tarifas-portuarias-sao-entraves-para-exportacoes-segundo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/tarifas-portuarias-sao-entraves-para-exportacoes-segundo-estudo\/","title":{"rendered":"Tarifas portu\u00e1rias s\u00e3o entraves para exporta\u00e7\u00f5es, segundo estudo"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_94462\" aria-describedby=\"caption-attachment-94462\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-94462 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181203-H62-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181203-H62-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181203-H62.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-94462\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisa mostra problemas cr\u00edticos nas tarifas portu\u00e1rias apontados por 589 empresas<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mais da metade das empresas exportadoras brasileiras consideram que as tarifas cobradas em portos e aeroportos s\u00e3o um problema consideravelmente prejudicial \u00e0 venda de bens e servi\u00e7os para o exterior. O resultado est\u00e1 na pesquisa Desafios \u00e0 Competitividade das Exporta\u00e7\u00f5es Brasileiras, divulgada hoje (3) pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e feita com 589 empresas exportadoras. Nas entrevistas, o segundo item mais cr\u00edtico apontado pelas companhias \u00e9 a dificuldade de oferecer pre\u00e7os competitivos na disputa com outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>A pesquisa foi desenvolvida em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) entre outubro de 2017 e mar\u00e7o deste ano. A maioria das empresas ouvidas atua no com\u00e9rcio exterior h\u00e1 mais de dez anos. Os Estados Unidos continuam sendo considerados os parceiros mais atrativos para a realiza\u00e7\u00e3o de acordos comerciais, seguido pela Uni\u00e3o Europeia e pelo M\u00e9xico. J\u00e1 no que diz respeito aos maiores destinat\u00e1rios das exporta\u00e7\u00f5es, a Argentina aparece logo ap\u00f3s o mercado americano no interesse dos empres\u00e1rios brasileiros em estreitar os la\u00e7os comerciais.<\/p>\n<p>De acordo com Carlos Eduardo Abijaod, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, problemas internos e estruturais ficaram mais claros no estudo deste ano, j\u00e1 que o c\u00e2mbio est\u00e1 mais favor\u00e1vel \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es. &#8220;De um lado, o governo precisa enfrentar problemas estruturais do Brasil, por meio de reformas. De outro, as empresas precisam investir em produtividade e inova\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Problemas cr\u00edticos<\/p>\n<p>As tarifas dos terminais portu\u00e1rios e aeroportu\u00e1rios s\u00e3o apontadas por 51,8% das empresas como problema &#8220;cr\u00edtico&#8221; ou que &#8220;impacta muito&#8221; no dia a dia da exporta\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Dentre os entraves mercadol\u00f3gicos, o encarecimento do custo da produ\u00e7\u00e3o, que impede a oferta de pre\u00e7os mais competitivos, \u00e9 apontado por 43,4% das entrevistadas.<\/p>\n<p>A pesquisa revela que em terceiro lugar no n\u00edvel de criticidade (41,9%) aparecem as taxas cobradas por \u00f3rg\u00e3os anuentes, fiscalizadores e intervenientes, como a Receita Federal, o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>Em quarto e quinto lugar v\u00eam, respectivamente, o custo do transporte dom\u00e9stico entre a empresa e o lugar de sa\u00edda do pa\u00eds (41%), e a baixa capacidade governamental para a supera\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos internos (39.4%). Em seguida vem uma s\u00e9rie de barreiras da chamada &#8220;seguran\u00e7a jur\u00eddica&#8221;, como o excesso de burocracia, normas conflituosas e demora na fiscaliza\u00e7\u00e3o e despacho das mercadorias.<\/p>\n<p>A alta quantidade de tributos que incidem sobre a exporta\u00e7\u00e3o aparece na 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de entraves, sendo que os principais s\u00e3o o Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS), a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n<p>&#8220;Entre os aspectos ligados \u00e0 burocracia alfandeg\u00e1ria e aduaneira, uma quantidade relevante de empresas (entre 27,3% e 35,6%) considera cr\u00edticos o excesso de documentos, a demanda por documentos originais com diversas assinaturas, a falta de padroniza\u00e7\u00e3o dos procedimentos de desembara\u00e7o e o elevado tempo do processo de despacho e fiscaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, enumera a pesquisa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do recorte por categorias, o estudo mostra que os principais impactos negativos nas exporta\u00e7\u00f5es variam de acordo com cada regi\u00e3o do pa\u00eds. No Centro-Oeste, por exemplo, 73,9% das empresas apontaram como mais problem\u00e1tico o custo do transporte interno, ao passo que o tr\u00e2nsito internacional \u00e9 apontado como maior entrave para 47,8% das empresas nordestinas.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos fatores por tr\u00e1s desse diagn\u00f3stico \u00e9 o problema log\u00edstico de escoamento da produ\u00e7\u00e3o agroindustrial. O Centro-Oeste \u00e9 a regi\u00e3o mais desconectada e que possui menos oferta de servi\u00e7os de transporte. Os empres\u00e1rios do Centro-Oeste tamb\u00e9m avaliaram que a divulga\u00e7\u00e3o ineficiente dos regimes aduaneiros especiais \u00e9 um problema cr\u00edtico&#8221;, analisa a CNI.<\/p>\n<p>Quanto aos obst\u00e1culos enfrentados nos pa\u00edses destinat\u00e1rios dos produtos, enquanto a m\u00e9dia nacional aponta as tarifas de importa\u00e7\u00e3o como principal entrave, empres\u00e1rios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste dizem sofrer mais com medidas sanit\u00e1rias ou fitossanti\u00e1rias. Diferentemente do foco m\u00e9dio do Brasil nas exporta\u00e7\u00f5es para os Estados Unidos, empresas localizadas nas regi\u00f5es Centro-Oeste e Norte gostariam de ampliar as rela\u00e7\u00f5es comerciais mais com a China (20,4%) do que com a pot\u00eancia norte-americana (18,1%).<\/p>\n<p>Apesar das diferen\u00e7as regionais, o resultado da pesquisa reflete a influ\u00eancia dos grandes mercados exportadores. Empresas do Sul e Sudeste do pa\u00eds abrigam 90,8% das empresas do ramo, sendo quase 60% com endere\u00e7o nos tr\u00eas estados mais desenvolvidos: S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ao apresentar a pesquisa, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, lembrou que, apesar de ser uma das dez maiores economias do mundo, o Brasil \u00e9 apenas o 26\u00ba exportador mundial de bens, o que representa menos de 2% das exporta\u00e7\u00f5es globais. &#8220;Fatores como infraestrutura prec\u00e1ria, burocracia e complexidade normativa tornam o processo de exporta\u00e7\u00e3o no Brasil moroso e caro, reduzindo a atratividade dos nossos produtos&#8221;, escreveu, na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade das empresas exportadoras brasileiras consideram que as tarifas cobradas em portos e aeroportos s\u00e3o um problema consideravelmente prejudicial \u00e0 venda de bens e servi\u00e7os para o exterior. 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