{"id":95196,"date":"2018-12-13T19:58:36","date_gmt":"2018-12-13T21:58:36","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=95196"},"modified":"2018-12-13T19:58:36","modified_gmt":"2018-12-13T21:58:36","slug":"dois-brasileiros-entre-os-50-melhores-professores-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/dois-brasileiros-entre-os-50-melhores-professores-do-mundo\/","title":{"rendered":"Dois brasileiros entre os 50  melhores professores do mundo"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_95197\" aria-describedby=\"caption-attachment-95197\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-95197 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181213-H82-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181213-H82-300x188.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/181213-H82.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-95197\" class=\"wp-caption-text\">D\u00e9bora Garofalo e Jayse Ferreira concorrem ao &#8216;Global Teacher Prize&#8217; 2019, o &#8216;Nobel da Educa\u00e7\u00e3o&#8217;, que tem pr\u00eamio de US$ 1 milh\u00e3o; vencedor sai em mar\u00e7o, nos Emirados \u00c1rabes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os\u00a0dois brasileiros que est\u00e3o entre os 50 melhores educadores do mundo\u00a0t\u00eam uma coisa em comum: acreditam que ensinar n\u00e3o \u00e9 algo que fica restrito \u00e0 sala de aula.<br \/>\nJayse Ferreira, que d\u00e1 aulas de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica no interior de Pernambuco, e D\u00e9bora Garofalo, professora de L\u00edngua Portuguesa e regente que ensina tecnologia e rob\u00f3tica numa \u00e1rea carente de S\u00e3o Paulo, encontraram formas de empoderar seus alunos, venceram as barreiras da \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d e hoje colhem os frutos.<br \/>\nAl\u00e9m de ter mudado a vida de centenas de jovens, concorrem ao \u201cPr\u00eamio Nobel da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, que paga US$ 1 milh\u00e3o ao vencedor, anunciado em mar\u00e7o, nos Emirados \u00c1rabes.<br \/>\nO \u201cGlobal Teacher Prize\u201d, criado em 2015 pela Varkey Foundation, j\u00e1 teve dois brasileiros no top 10, mas nas duas vezes o pr\u00eamio escapou. Para a edi\u00e7\u00e3o 2019, foram mais de 10 mil inscritos, de 179 pa\u00edses \u2013 por isso, ter dois brasileiros na lista de top 50 j\u00e1 \u00e9 um enorme motivo de orgulho.<br \/>\nO\u00a0G1\u00a0conversou com D\u00e9bora e Jayse para saber quais foram suas iniciativas, suas trajet\u00f3rias e qual o recado que eles t\u00eam para os educadores brasileiros \u2013 que ocupam o lugar mais baixo no ranking mundial de professores.<br \/>\nSegundo pesquisa da mesma funda\u00e7\u00e3o,\u00a0menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor \u00e9 respeitado em sala de aula, deixando o Brasil na nada honrosa posi\u00e7\u00e3o de ser o pa\u00eds que menos valoriza os professores, em todos os aspectos.<br \/>\nOs recados de ambos s\u00e3o claros e fortes: enquanto a paulista, al\u00e9m de ensinar prototipagem, rob\u00f3tica e programa\u00e7\u00e3o, quer empoderar as mulheres, o pernambucano quer, atrav\u00e9s da arte, combater o preconceito, melhorar a auto-estima e potencializar o aprendizado de seus alunos. E que fique claro: nenhum dos dois aceita a imagem do \u2018sofressor\u2019. Para ambos, a aula tem que encantar e, para isso, precisa da participa\u00e7\u00e3o dos alunos em todas as etapas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os\u00a0dois brasileiros que est\u00e3o entre os 50 melhores educadores do mundo\u00a0t\u00eam uma coisa em comum: acreditam que ensinar n\u00e3o \u00e9 algo que fica restrito \u00e0 sala de aula. Jayse Ferreira, que d\u00e1 aulas de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica no interior de Pernambuco, e D\u00e9bora Garofalo, professora de L\u00edngua Portuguesa e regente que ensina tecnologia e rob\u00f3tica numa \u00e1rea carente de S\u00e3o Paulo, encontraram formas de empoderar seus alunos, venceram as barreiras da \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d e hoje colhem os frutos. Al\u00e9m de ter mudado a vida de centenas de jovens, concorrem ao \u201cPr\u00eamio Nobel da Educa\u00e7\u00e3o\u201d, que paga US$ 1 milh\u00e3o ao vencedor, anunciado em mar\u00e7o, nos Emirados \u00c1rabes. O \u201cGlobal Teacher Prize\u201d, criado em 2015 pela Varkey Foundation, j\u00e1 teve dois brasileiros no top 10, mas nas duas vezes o pr\u00eamio escapou. Para a edi\u00e7\u00e3o 2019, foram mais de 10 mil inscritos, de 179 pa\u00edses \u2013 por isso, ter dois brasileiros na lista de top 50 j\u00e1 \u00e9 um enorme motivo de orgulho. O\u00a0G1\u00a0conversou com D\u00e9bora e Jayse para saber quais foram suas iniciativas, suas trajet\u00f3rias e qual o recado que eles t\u00eam para os educadores brasileiros \u2013 que ocupam o lugar mais baixo no ranking mundial de professores. Segundo pesquisa da mesma funda\u00e7\u00e3o,\u00a0menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor \u00e9 respeitado em sala de aula, deixando o Brasil na nada honrosa posi\u00e7\u00e3o de ser o pa\u00eds que menos valoriza os professores, em todos os aspectos. Os recados de ambos s\u00e3o claros e fortes: enquanto a paulista, al\u00e9m de ensinar prototipagem, rob\u00f3tica e programa\u00e7\u00e3o, quer empoderar as mulheres, o pernambucano quer, atrav\u00e9s da arte, combater o preconceito, melhorar a auto-estima e potencializar o aprendizado de seus alunos. E que fique claro: nenhum dos dois aceita a imagem do \u2018sofressor\u2019. 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