{"id":96233,"date":"2019-01-04T22:03:29","date_gmt":"2019-01-05T00:03:29","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=96233"},"modified":"2019-01-04T22:03:29","modified_gmt":"2019-01-05T00:03:29","slug":"time-feminino-e-exigencia-para-equipes-da-serie-a-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/time-feminino-e-exigencia-para-equipes-da-serie-a-2019\/","title":{"rendered":"Time feminino \u00e9 exig\u00eancia para equipes da S\u00e9rie A 2019"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_96234\" aria-describedby=\"caption-attachment-96234\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-96234 size-medium\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/190104-H81-e1546646572813-300x219.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/190104-H81-e1546646572813-300x219.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/190104-H81-e1546646572813.jpg 491w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-96234\" class=\"wp-caption-text\">Ex-jogadora Rosana dos Santos teve participa\u00e7\u00e3o importante na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o exatos 40 anos desde que a pr\u00e1tica do futebol feminino, ainda em 1979, foi liberada por lei no Brasil &#8211; desde 1941, o Decreto-Lei 3199, do governo de Get\u00falio Vargas, proibia a &#8220;pr\u00e1tica de esportes incompat\u00edveis com a natureza feminina&#8221;. Sete anos depois do fim do impedimento, a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina entrava em campo pela primeira vez, em 1986 &#8211; num confronto amistoso com os Estados Unidos. E ap\u00f3s d\u00e9cadas de promessas de incentivo, a lei, enfim, se coloca a favor das mulheres no futebol.<br \/>\nA partir deste ano, todos os 20 participantes da S\u00e9rie A do Brasileiro precisar\u00e3o se enquadrar no Licenciamento de Clubes da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol e, por obriga\u00e7\u00e3o, manter um time de futebol feminino &#8211; adulto e de base.<br \/>\nA menos de quatro meses do in\u00edcio da competi\u00e7\u00e3o, o GloboEsporte.com entrou em contato com todos os clubes que estar\u00e3o sujeitos \u00e0s regras. E, assim, foi tra\u00e7ado o panorama do processo de estrutura\u00e7\u00e3o da modalidade e detalhada a situa\u00e7\u00e3o das equipes.<\/p>\n<p>Treze clubes ainda sem regras<br \/>\nDas 20 equipes que disputar\u00e3o a S\u00e9rie A de 2019,\u00a013 clubes precisam &#8211; e ainda precisar\u00e3o &#8211; se mexer para atender \u00e0s regras. Um total de 65%. Isso porque apenas sete j\u00e1 mantinham a modalidade estruturada antes. Cada um sob diferentes condi\u00e7\u00f5es, desde a montagem de forma independente a parcerias que exigem do clube apenas a libera\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio para jogos. Mesmo j\u00e1 adequados ao regulamento, tr\u00eas deles &#8211; Gr\u00eamio, Internacional e Vasco &#8211; preveem avan\u00e7os para a modalidade: profissionalizar o elenco por completo.<br \/>\nNa elite do Brasileiro, vale ressaltar, o clube que mant\u00e9m uma equipe feminina em atividade e de forma cont\u00ednua h\u00e1 mais tempo \u00e9 o Santos. O time \u00e9 o atual vice-campe\u00e3o da Libertadores e funciona h\u00e1 quatro temporadas (2015 a 2018). No comando est\u00e1 a t\u00e9cnica Emily Lima, primeira mulher \u00e0 frente da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira Feminina &#8211; cargo que exerceu de novembro de 2016 a setembro de 2017.<br \/>\nPara a ex-jogadora Rosana, pe\u00e7a-chave nas Sereias da Vila em 2018, refer\u00eancia na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e que anunciou sua aposentadoria no in\u00edcio deste ano, a obrigatoriedade \u00e9 determinante para o crescimento da modalidade no pa\u00eds.<br \/>\n&#8211; Vai gerar mais vagas para as meninas que querem jogar futebol. Consequentemente, com um n\u00famero maior de atletas jogando, maior o crescimento da modalidade e da descoberta de novos talentos. Ter as camisas tradicionais do futebol masculino tamb\u00e9m \u00e9 interessante porque agrega valor. Os torcedores j\u00e1 conhecem e se identificam com a hist\u00f3ria do clube e o feminino poder\u00e1 contribuir ainda mais com isso &#8211; diz Rosana.<br \/>\nA\u00a0medida, no entanto, ainda n\u00e3o remete \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o da modalidade\u00a0no pa\u00eds &#8211; com jogadoras que tenham carteira assinada e recebam sal\u00e1rios. Isso porque, por exemplo, somente quatro das 15 equipes que j\u00e1 deram os primeiros passos para a estrutura\u00e7\u00e3o da modalidade confirmaram que v\u00e3o efetivamente pagar sal\u00e1rios \u00e0s jogadoras a partir de 2019 &#8211; com valores que, de forma oficial, variam de R$ 1.500 a R$ 4 mil. Al\u00e9m de Corinthians e Santos, que j\u00e1 pagam, o Gr\u00eamio e o Internacional, que t\u00eam parte do elenco profissionalizado, pretendem unificar este quesito em 2019.<br \/>\nAthletico-PR e Flamengo, por sua vez, apesar de terem atletas remuneradas, vivem situa\u00e7\u00e3o diferente dessas quatro. Isso porque, nestes casos, o investimento parte dos projetos com os quais firmaram parceria &#8211; Foz Cataratas e a Marinha brasileira, respectivamente, que tamb\u00e9m fornecem estrutura para treinos. Dos clubes rubro-negros, portanto, as atletas recebem o uniforme e o est\u00e1dio &#8211; em alguns casos &#8211; para mandar jogos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o exatos 40 anos desde que a pr\u00e1tica do futebol feminino, ainda em 1979, foi liberada por lei no Brasil &#8211; desde 1941, o Decreto-Lei 3199, do governo de Get\u00falio Vargas, proibia a &#8220;pr\u00e1tica de esportes incompat\u00edveis com a natureza feminina&#8221;. 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