{"id":99511,"date":"2019-06-06T12:17:03","date_gmt":"2019-06-06T15:17:03","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/?p=99511"},"modified":"2019-06-06T12:17:03","modified_gmt":"2019-06-06T15:17:03","slug":"pesquisa-mostra-leve-recuperacao-no-setor-industrial-entre-2016-e-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/pesquisa-mostra-leve-recuperacao-no-setor-industrial-entre-2016-e-2017\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra leve recupera\u00e7\u00e3o no setor industrial entre 2016 e 2017"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-99512 alignleft\" src=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-11-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-11-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-11-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-11-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalhoje.inf.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/h1-11.jpg 1140w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira alcan\u00e7ou em 2017 o valor bruto de R$ 2,7 trilh\u00f5es. O faturamento bruto atingiu R$ 3,9 trilh\u00f5es. Desse valor, 82,5% s\u00e3o relativos \u00e0 receita bruta da venda de produtos e servi\u00e7os industriais. Os n\u00fameros fazem parte da Pesquisa Industrial Anual Empresa 2017 (PIA Empresa), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (6).<\/p>\n<p>\u201cA gente vem de um contexto de baixo crescimento no pa\u00eds. Os principais resultados da pesquisa mostram leve recupera\u00e7\u00e3o no setor industrial entre 2016 e 2017. Em termos de faturamento das empresas, comparando 2016 com 2017, aumentou em 1,8%. Na verdade, houve um contexto geral de crescimento na economia em 2017. N\u00e3o foi um crescimento t\u00e3o grande, mas como em 2015 e 2016 foram anos muito ruins, a\u00ed a base de compara\u00e7\u00e3o \u00e9 muito baixa\u201d, revelou a gerente da pesquisa, Synthia Santana, em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>A PIA Empresa, que \u00e9 elaborada pelo IBGE desde 1996, mostra as caracter\u00edsticas estruturais do segmento empresarial da atividade industrial no Brasil, incluindo as extrativas e as de transforma\u00e7\u00e3o. Para o IBGE, esse tipo de informa\u00e7\u00e3o permite a avalia\u00e7\u00e3o e o planejamento econ\u00f4mico das empresas do setor privado e ainda contribui para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas em todos os n\u00edveis de governo.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, em caso de reativa\u00e7\u00e3o da economia brasileira a ind\u00fastria tem potencial de apresentar uma recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida. Ela ponderou que o desempenho da economia nos anos de 2015 e 2016 foi muito ruim, a capacidade instalada da ind\u00fastria estava bastante ociosa, ent\u00e3o, \u00e9 mais f\u00e1cil apresentar sinais de recupera\u00e7\u00e3o, dado os investimentos que j\u00e1 tinham ocorrido.<\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria \u00e9 o carro-chefe da economia. Ela tem um peso muito grande e, por isso, o crescimento geral do pa\u00eds carrega tamb\u00e9m o resultado da ind\u00fastria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Emprego<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa, em compara\u00e7\u00e3o a 2008, a ind\u00fastria brasileira perdeu em torno de 145,8 mil empregos em 2017. Grande parte desse total ocorreu na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, com queda de 2,4% do pessoal ocupado no per\u00edodo. J\u00e1 nas ind\u00fastrias extrativas houve alta de 22,1%.<\/p>\n<p>\u201cA gente perdeu um n\u00famero consider\u00e1vel de vagas de emprego, mas isso pode indicar decis\u00f5es estrat\u00e9gicas das empresas diante de cen\u00e1rios t\u00e3o ruins e de n\u00e3o contratar\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Synthia Santana, o n\u00famero de 145,8 mil empregos na compara\u00e7\u00e3o entre 2008 e 2017 \u00e9 significativo, mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m analisar o que ocorreu nesse per\u00edodo de dez anos. \u201c\u00c9 bastante vol\u00e1til quando se olha toda a s\u00e9rie. Enquanto na compara\u00e7\u00e3o de 2008 com 2017 a gente perdeu 145 mil vagas, entre 2015 e 2016 esse n\u00famero foi maior. Ent\u00e3o, na verdade, depende da base de compara\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo feita\u201d.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2014 a perda ficou em 652.133 vagas. No per\u00edodo 2016-2015 foram perdidos 407.445 postos. Na recupera\u00e7\u00e3o de vagas mostrada na pesquisa de 2017, a ind\u00fastria extrativa foi a que teve melhor resultado. Synthia informou que duas atividades puxaram os n\u00fameros da ind\u00fastria extrativa. \u201cA primeira \u00e9 o setor de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, que aumentou muito a ocupa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Em segundo lugar, v\u00eam as atividades de extra\u00e7\u00e3o de minerais met\u00e1licos, mas sobretudo a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, que aumentou em quase cinco vezes o volume de pessoas ocupadas nesse per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, em toda a ind\u00fastria a que mais emprega \u00e9 a aliment\u00edcia, que \u00e9 tamb\u00e9m a de maior valor de transforma\u00e7\u00e3o industrial. A PIA Empresa 2017 mostra que a atividade industrial como um todo gerou R$ 1,2 trilh\u00e3o de valor da transforma\u00e7\u00e3o industrial, resultado da diferen\u00e7a entre o valor bruto de produ\u00e7\u00e3o industrial (R$ 2,7 trilh\u00f5es) e os custos das opera\u00e7\u00f5es industriais (R$ 1,5 trilh\u00e3o). Nesse caso, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o contribuiu com 91,3% desse montante. Na ind\u00fastria extrativa, a que concentra m\u00e3o de obra \u00e9 a de minerais met\u00e1licos.<\/p>\n<p>Sal\u00e1rio<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00e9dio nas ind\u00fastrias extrativas ficou na faixa de 4,7 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto na de transforma\u00e7\u00e3o bateu em 3,2 sal\u00e1rios. As informa\u00e7\u00f5es sobre o n\u00edvel de sal\u00e1rios na compara\u00e7\u00e3o 2008-2017, conforme a pesquisadora, est\u00e3o bem coladas nos dados de pessoal ocupado. \u201cEntre 2016 e 2017, enquanto a receita de vendas do faturamento cresceu 1,8%, a varia\u00e7\u00e3o real de sal\u00e1rio foi nula. Se manteve est\u00e1vel nesse per\u00edodo. Isso pode ter sido por decis\u00f5es estrat\u00e9gicas associadas a determinadas atividades na recomposi\u00e7\u00e3o salarial dos seus funcion\u00e1rios\u201d, acrescentou Synthia.<\/p>\n<p>Na pesquisa foram avaliadas as informa\u00e7\u00f5es de 318,3 mil empresas ativas em 2017, que ocuparam 7,7 milh\u00f5es de pessoas, com pagamento de R$ 300,4 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios. O trabalho \u00e9 feito em duas partes. Uma se refere a empresas com uma ou mais pessoas ocupadas, na qual o foco do estudo \u00e9 faturamento, emprego e concentra\u00e7\u00e3o industrial. Na outra s\u00e3o analisadas as unidades locais produtivas industriais das empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas.<\/p>\n<p>A gerente informou porque \u00e9 preciso fazer a distin\u00e7\u00e3o de tamanhos das empresas: \u201cQuando a gente investiga as unidades locais, consegue ir a uma unidade menor da empresa que est\u00e1 espalhada no territ\u00f3rio, por exemplo, quando se analisa uma unidade que cuja sede est\u00e1 no Rio de Janeiro, mas tem filiais ou estabelecimentos em outras cidades, quando est\u00e1 usando informa\u00e7\u00f5es da empresa, pode-se deixar de contabilizar parte das informa\u00e7\u00f5es onde est\u00e3o sendo produzidas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Para pesquisadora, o total de empresas analisadas \u00e9 um n\u00famero significativo do universo do setor industrial no Brasil. \u201cReproduz a demografia das empresas, cuja maior parte da receita \u00e9 desenvolvida em atividades industriais\u201d, completou<\/p>\n<p>Regi\u00f5es<\/p>\n<p>Nos movimentos regionais, entre 2008 e 2017 os resultados mostram que das 27 unidades da Federa\u00e7\u00e3o, em 16 delas as atividades de produ\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia aparecem em primeiro lugar no\u00a0ranking. A pesquisadora destacou o incremento da ind\u00fastria de papel e celulose no Centro-Oeste, que n\u00e3o era a mais importante em 2008, e em 2017 est\u00e1 \u00e0 frente. \u201cNo Centro-Oeste h\u00e1 o deslocamento de plantas agroindustriais para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e tamb\u00e9m a consolida\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de papel e celulose. O destaque a\u00ed \u00e9 o estado de Mato Grosso do Sul\u201d.<\/p>\n<p>No Nordeste tamb\u00e9m houve crescimento da ind\u00fastria de papel e celulose, em especial no Maranh\u00e3o e em Pernambuco, derivados de petr\u00f3leo e fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores. A ind\u00fastria \u00e9 muito baseada em voca\u00e7\u00f5es regionais. Essas atividades est\u00e3o enraizadas e essas movimenta\u00e7\u00f5es est\u00e3o ancoradas em investimentos\u201d, disse, acrescentando que os governos estaduais realizaram programas de incentivos para a instala\u00e7\u00e3o de projetos industriais.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o Sul, Santa Catarina teve destaque com a ind\u00fastria t\u00eaxtil. O Sudeste, apesar de ter perdido a representatividade ao longo dos \u00faltimos dez anos, foi respons\u00e1vel por 58,0% do valor de transforma\u00e7\u00e3o industrial em 20&#8217;17, mantendo-se na lideran\u00e7a do\u00a0ranking\u00a0da produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial brasileira alcan\u00e7ou em 2017 o valor bruto de R$ 2,7 trilh\u00f5es. O faturamento bruto atingiu R$ 3,9 trilh\u00f5es. Desse valor, 82,5% s\u00e3o relativos \u00e0 receita bruta da venda de produtos e servi\u00e7os industriais. 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