Sargento do Exército é assassinado a tiros em Nova Iguaçu

Gilson Alberto de Souza Amaral estava em um bar no bairro de Austin quando foi surpreendido por homens em duas motos Foto Reprodução

Gilson Alberto de Souza Amaral, segundo-sargento do Exército, foi morto na madrugada de sábado (25) com três tiros no bairro Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele estava em um bar conhecido como Galeto do Vitor quando duas motos se aproximaram do estabelecimento. Um homem que estava na garupa de um dos veículos desceu e atirou diversas vezes na direção do militar.

O crime ocorreu por volta das 3h40, na Estrada Luiz Mário da Costa Lima. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a perícia esteve no local. Ninguém foi preso. Os agentes descartaram a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que nenhum pertence de Gilson foi levado pelos bandidos envolvidos no crime. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A Polícia Civil confirmou que o segundo-sargento do Exército já havia sido preso por porte de arma de fogo de uso restrito e permitido.

Em 9 de agosto de 2005, a vítima e outros soldados receberam do comando do Exército a Medalha Militar Passador de Bronze ‘por terem completado 10 anos por bons serviços prestados’. A homenagem, criada em novembro de 1901, é destinada a oficiais e praças do Exército, da Marinha e da Força Aérea que estejam em serviço ativo. Para recebê-la, o militar não deve ter sido punido disciplinarmente. A premiação foi publicada no Boletim do Exército por meio da portaria de número 198, concedida pelo secretário-geral interino da corporação à época, Gerson Menandro Garcia de Freitas. A vítima era lotada no Batalhão Escola de Comunicações, em Deodoro.

Militar estava afastado

Em nota, o Comando Militar do Leste disse que Gilson estava afastado do trabalho há mais de um ano. “As circunstâncias da morte serão investigadas em inquérito policial. O sargento estava afastado de todas as suas funções desde março de 2017, para realização de tratamentos de saúde”.

Só neste mês, quatro militares do Exército foram assassinados no estado. Na semana passada, em operação no Complexo do Alemão e na Penha, três militares do Exército morreram com tiros de fuzil em confronto com criminosos. As vítimas foram o cabo Fabiano de Oliveira e os soldados João Viktor da Silva e Marcus Vinicius Viana Ribeiro.

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