Homem que espancou a ex confessa crime em delegacia e depois é liberado

Yan Gouvea estava sendo procurado por policiais da Deam de Duque de Caxias e foi encontrado após a própria mãe apontar o seu paradeiro

   
      O homem suspeito de espancar a ex-mulher com socos, pontapés e até um martelo confessou, na tarde desta segunda-feira, as agressões contra ela. Na madrugada de sábado, Yan Gouveia, de 25 anos, invadiu a casa da balconista Marcela Marinho, 18, e a acordou com os golpes, dados principalmente contra seu rosto. O caso aconteceu no bairro Pilar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Desde domingo, Yan estava sendo procurado por policiais da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Caxias, que investiga o caso. A própria mãe do rapaz disse onde ele estava. Os agentes, então, o levaram até a especializada.
No depoimento, o homem alegou que agrediu a ex porque não aceitava o fim da separação. Os dois foram casados por três anos e há dois meses ela decidiu terminar o relacionamento.

“Ele disse que ficou com ciúmes porque a ex estava em uma festa e soube que ela estava se relacionando com outras pessoas”, destaca a titular da Deam de Caxias, a delegada Fernanda Fernandes.
Yan deixou a delegacia pela porta de frente depois do depoimento. De acordo com a delegada, como não há prisão em flagrante, ele não pode ser preso.
“Mas nós já pedimos a prisão preventiva dele e estamos aguardando a decisão da Justiça”, Fernandes conta.

NARIZ QUEBRADO E QUATRO PONTOS
Marcela e Yan têm uma filha de dois meses, que presenciou toda a sessão de espancamento.  em depoimento ontem, ela disse que o ex começou a se mostrar muito ciumento a partir do sexto mês de namoro.
Por causa das agressões, Marcela teve o nariz quebrado e precisou levar quatro pontos na sobrancelha. A criança chegou a ser levada pelo pai, mas foi “resgatada” pela avó no dia seguinte. Marcela espera o nariz desinchar para saber se vai precisar operá-lo.
“Estou traumatizada, porque nem dentro da minha casa estou conseguindo ficar direito. Quando entro em casa, lembro de tudo. Olho para as paredes cheias de sangue, dentro do quarto, e começo a chorar. É difícil”, relatou ontem.

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