“Tem gente que conseguiu contato por telefone com quem está na estrutura. Essas informações estão nos ajudando”, disse.
Os bombeiros estimam que possa haver entre 10 e 15 vítimas nos escombros.
Informações não oficiais dão conta de que o porteiro do prédio conseguiu escapar.
Pessoas que passavam pelo local e que sofreram ferimentos foram encaminhadas para algumas clínicas próximas ao prédio. O prédio, identificado como Condomínio Andréa, desabou por volta das 10h30. O edifício ficava na esquina das Ruas Tibúrcio Cavalcante e Tomás Acioli.
O Corpo de Bombeiros está com várias equipes na área do desabamento, inclusive com ambulâncias.
A prefeitura da capital cearense informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que uma equipe da Defesa Civil do município está também no local.
Dona de um estabelecimento comercial que funciona a cerca de 100 metros do local onde o prédio desabou, Andrea Barbosa de Sousa disse à Agência Brasil que o edifício era residencial e estava ocupado.
“Só escutei um barulho muito grande. Foi tipo uma explosão. Eu saí correndo quando vi a nuvem de poeira chegando até aqui, na loja. Saí na calçada e não vi quase nada, só algumas pessoas correndo em meio à nuvem de poeira”, afirmou a comerciante ao retornar para fechar a loja que havia abandonado e deixado aberta. “Os bombeiros estão interditando a rua, pedindo para os vizinhos saírem de casa e atendendo a algumas pessoas”, acrescentou Andréa.
Recepcionista de uma petshop que funciona na mesma calçada do Edifício Andréa, Sávio Matheus Ferreira de Castro Pinto afirmou que a queda do prédio foi precedida por um barulho que aumentou gradativa e rapidamente até culminar com um som semelhante ao de uma explosão.
“Achamos que se tratava de uma batida de carro. Só que o barulho foi aumentando e aí veio a nuvem de poeira. Fechamos as portas e ficamos dentro da loja porque demoramos a entender o que tinha acontecido. Não dava para ver nada, só alguns destroços espalhados pela rua. Quando saímos na calçada já tinha muita gente chorando. Um desespero”, relatou o recepcionista à Agência Brasil. De acordo com ele, “muita gente” morava no condomínio. “O próprio dono da Pet Shop conhecia um morador”, acrescentou Pinto, relatando que o edifício “parecia muito velho, a ponto de parecer estar abandonado”.