Conforto e aptidão off Road na Amarok Dark Label

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Foto:  Almeida/Carta Z Notícias
Foto: Almeida/Carta Z Notícias

Versões “especiais” fazem cada vez mais parte da rotina do mercado automotivo. Seja para aumentar a visibilidade de determinado carro, testar novas configurações possíveis para o line up ou buscar mais vendas a partir de itens exclusivos e diferenciados das demais variantes. A Volkswagen Amarok, por exemplo, ganhou uma edição especial junto com o lançamento de sua linha 2015, no primeiro semestre deste ano. Limitada a 1 mil unidades e batizada de Dark Label, ela consegue cumprir bem duas exigências comumente feita neste segmento: a de garantir a robustez de um veículo de carga e destinado ao uso profissional, mas com luxos e itens de conforto capazes de entregar conforto similar ao de um carro de passeio. Sob o capô, traz o motor 2.0 diesel envolvido nas fraudes dos testes de emissões de poluentes. Para alterar os resultados, um software que identifica quando o veículo é avaliado foi utilizado e, ao ser detectada a situação, seu comportamento é alterado. A Amarok é o único modelo da Volkswagen a utilizar essa motorização no Brasil. O Ibama, inclusive, pretende averiguar se por aqui o propulsor está de acordo com as exigências vigentes ou se também contou com adulterações.
A configuração Dark Label ocupa posição de destaque na linha Amarok. Não é a mais cara – esse posto fica com a Highline –, mas aparece logo abaixo dela, acima da intermediária Trendline, na qual, inclusive, é baseada. Sempre com cabine dupla, a picape com o motor tem transmissão automática de oito velocidades e tração integral. O polêmico trem de força é capaz de gerar 180 cv e torque de 42,8 kgfm em baixas 1.750 rpm. As vendas da versão estão programadas para ocorrerem até dezembro e e ela acrescenta alguns equipamentos à variante de origem. Caso dos airbags laterais – que são exclusivos desta configuração –, bancos com apoio lombar, vidros escurecidos, santantônio, sensor de estacionamento traseiro, para-choque traseiro em preto fosco e faixas laterais de identificação, além de outros detalhes.
A lista de itens de série é extensa. Há duas tomadas de 12V, volante com regulagem de altura e distância, faróis com luz de condução diurna e regulagem elétrica de altura, luzes de neblina, ar-condicionado, retrovisores externos com regulagem elétrica e aquecimento e piloto automático. Todos os vidros são elétricos e o modelo sai de fábrica com rádio com CD, SD, USB e Bluetooth. Mas há ainda uma central multimídia opcional com navegador GPS. Sistema de Assistência à Frenagem, controle eletrônico de tração e de estabilidade, bloqueio eletrônico do diferencial assistente de partida e controle automático de descida ajudam a garantir a segurança e também estão inclusos no pacote inicial da Dark Label.
O interior da Amarok Dark Label é outro diferencial. A marca alemã forrou parcialmente os bancos com couro Alcantara e inseriu tapetes de veludo no assoalho. A manopla da alavanca de câmbio e o freio de mão são revestidos em couro e as saídas centrais de ventilação têm acabamento especial em tom prateado. O volante também traz detalhes em preto brilhante e revestimento de couro, com costura aparente clara. Nele há comandos para os sistemas de som, de telefonia e também para acessar as funções do computador de bordo. O preço da edição Dark Label também está posicionado entre a versão intermediária Trendline e a de topo Highline. A primeira, quando equipada com transmissão automática, sai da loja a partir de R$ 140.990, enquanto a mais cara começa em R$ 158,990. Já a Dark Label parte de R$ 147.990, mas pode chegar a R$ 156.310.

 

por Márcio Maio
Auto Press

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