Casos notificados de microcefalia sobem para 2.401, em 20 estados

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Cláudio Maierovitch explicou que o verão é o período em que o Aedes aegypti atinge seu pico de proliferação Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Cláudio Maierovitch explicou que o verão é o período em que o Aedes aegypti atinge seu pico de proliferação
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Até o último sábado (12), foram notificados 2.401 casos de microcefalia em 549 municípios de 20 estados. Desses, 134 foram confirmados como tendo relação com o vírus Zika, 102 foram descartados (não têm relação com a doença) e 2.165 estão em investigação. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde.
O balanço mostra ainda que 29 óbitos por microcefalia foram notificados, desde o início do ano: um no Ceará, confirmado como tendo relação com o vírus Zika; dois casos no Rio de Janeiro, descartada a relação com o zika; e 26 estão em investigação.
Em relação ao boletim anterior, divulgado pela pasta na semana passada, seis estados entraram para a lista de unidades com casos suspeitos de microcefalia provocada pelo vírus Zika: Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Equipes técnicas de investigação de campo do ministério trabalham, neste momento, em Pernambuco – onde se concentram a maioria dos casos – no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Sergipe e no Ceará.
O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, avaliou que a implantação do novo protocolo emergencial para os casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika pode levar um certo tempo e que isso faz com que a maior parte dos casos permaneça com a classificação de suspeito.
Na segunda-feira (14), a pasta divulgou o Protocolo de Atenção à Saúde e Respostas à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. Segundo Maierovitch, é preciso que estados e municípios divulguem essas normas e capacitem suas equipes de saúde. “Nossa orientação é que, caindo naquele critério classificado como suspeito, o caso deve ser notificado”, disse.

Recomendações
O secretário lembrou ainda que, em razão das festas de fim do ano, muitas pessoas viajam e deixam as residências fechadas. “É preciso fazer uma verificação minuciosa em toda a habitação, tanto na parte interna como no quintal, nas coberturas e em qualquer lugar que possa servir como criadouro do mosquito”, disse Maierovitch.
A orientação do ministério é que as pessoas que vão viajar para áreas onde há circulação do vírus Zika – sobretudo gestantes – se protejam do mosquito por meio do uso de repelente e de roupas como calças e camisetas de manga comprida.

Governo planeja distribuir repelente para grávidas até fevereiro

O governo brasileiro ainda não tem uma previsão para dar início à distribuição de repelentes para grávidas, em uma tentativa de conter os casos de microcefalia associados ao vírus Zika. A expectativa do Ministério da Saúde, entretanto, é que a iniciativa comece até fevereiro.
“Ainda não temos estimativa, mas todo esforço vai ser feito para que nós comecemos a distribuir [os repelentes] antes do período em que costuma haver a ascensão da curva de infestação do Aedes aegypti”, disse o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do ministério, Cláudio Maierovitch.
Durante coletiva de imprensa, Maierovitch explicou que este é o período em que o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, atinge seu pico de proliferação. Além do vírus Zika, o mosquito também transmite dengue e febre chikungunya.
Maierovitch disse ainda que fabricantes de repelentes e representantes do ministério devem se reunir hoje para tratar de temas como a possibilidade de atender a demanda no país e o prazo para que isso aconteça.

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