
Foto: Nelson Perez/Fluminense FC
Depois de três derrotas e um empate nos quatro primeiros confrontos de 2016, o Fluminense finalmente saiu vitorioso de campo. O triunfo veio na noite de quarta-feira, com direito a uma goleada por 4 a 0 sobre o Bonsucesso. Por mais que o adversário fosse frágil e quase inofensivo, o tricolor precisava mais do que vencer. Era necessário se impor.
Diante da diferença técnica entre as duas equipes, a vitória não se mostrou capaz de convencer a torcida tricolor, mas foi suficiente para ajudar o técnico Eduardo Baptista a respirar um pouco. Pressionado no cargo, o comandante ainda ganhou uma prova do apoio do grupo ao seu trabalho: o abraço do capitão Fred após o quarto gol. O camisa 9 interrompeu sua comemoração e correu na direção do treinador.
Esta foi apenas a sexta vitória de Baptista no comando do Fluminense em 21 partidas, números que incomodam a torcida tricolor. A diretoria tricolor, no entanto, pensa diferente. Acha que é cedo para mudanças. Foram apenas três jogos oficiais no ano, e Eduardo ainda nem teve todos os reforços à disposição. A tendência é que o técnico tenha seu trabalho avaliado após o fim da primeira fase do estadual.
“A pressão existe. Você ganha hoje e já não pode perder o próximo jogo. Por isso ter a confiança do grupo é muito bom. Temos um relacionamento bem legal, aberto, de respeito. Estamos sempre juntos e tivemos um período muito bom nos Estados Unidos. A confiança recíproca é fundamental para as coisas darem certo, tanto do jogador com a comissão técnica, quanto da comissão com o jogador. Quem está fora do time acaba trabalhando até mais do que os outros. A competição pelas vagas é natural. Estamos montando um grupo muito forte para esse ano”, frisou Eduardo depois da goleada ao comentar o gesto de Fred.
Após a primeira vitória no ano, Baptista não deve fazer muitas mudanças para o jogo contra o Madureira, na próxima quinta-feira (11). A principal dúvida parece ser na defesa: Henrique volta de suspensão e Renato Chaves será reavaliado nesta quinta após reclamar de dores na coxa direita. No meio-campo, Diego Souza deve ganhar a vaga de Douglas ou Pierre – com Cícero voltando a jogar mais recuado como volante.
“A gente mexe no time quando não tem resposta. Agora é mexer o menos possível. Devemos ter o Diego Souza em condições de jogo, a volta do Henrique… Vamos avaliar para mexer pouco. Tento ser justo, mas é claro que a minha justiça pode não ser a mesma do outro. Eu coloco quem estiver melhor”, disse o treinador tricolor.
















