Rede pública de Nova Iguaçu tem 16% a mais de alunos este ano

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A secretária de Educação, Aparecida Marcondes, inaugura a E. M. Três Marias no mês de março
A secretária de Educação, Aparecida Marcondes, inaugura a E. M. Três Marias no mês de março

A rede de ensino municipal de Nova Iguaçu inicia o ano letivo de 2016 com uma clientela 16,06% maior que no ano anterior. O número de alunos passou de 61.285 para 71.130. Desse universo, pelo menos 5.791 crianças e adolescentes (8,14%) nunca estiveram numa sala de aula, 726 vieram de outras cidades e 1.617 (2,63%) migraram de escolas particulares para o ensino público por força da crise econômica que assola o país.
Para dar conta deste aumento da demanda, a Prefeitura está investindo R$ 19,5 milhões na construção de quatro novos complexos educacionais que ocupam um espaço total de 29,4 mil metros quadrados para receber alunos da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental nos bairros de Corumbá, Parque Boa Ventura, Parque Estoril e Três Marias.
“Mesmo com as dificuldades que a Prefeitura vem enfrentando, com a redução dos repasses estaduais e federais, ninguém ficará fora da sala de aula por falta de vagas”, garante a secretária de Educação, Maria Aparecida Marcondes Rosestolato.
Criado nos moldes de Escola Padrão, o projeto dos quatro complexos educacionais estabeleceu um novo conceito de ensino público, com estrutura física ampla, funcional, voltada também para a inclusão de crianças especiais. Cada unidade oferece espaços especialmente planejados para leitura, vídeo, informática, lazer e esporte, com conforto e segurança para alunos e professores.
Localizada na Rua Severino Pereira Silva e com capacidade para receber até mil alunos, incluindo a Educação Infantil, a Escola Municipal Três Marias, a maior de todas, ocupa uma área de 15.212 metros quadrados. O complexo tem 14 salas de aula, biblioteca, sala de vídeo, midiateca para material videográfico de interesse educacional, sala para crianças especiais, parquinho infantil, sala de orientação pedagógica e sala de professores.

A unidade de Três Marias será a maior de todas e ocupará uma área de 15.212 metros quadrados
A unidade de Três Marias será a maior de todas e ocupará uma área de 15.212 metros quadrados

Dispõe ainda de arquivo, almoxarifado, cozinha, refeitório, sanitários, quadra poliesportiva coberta e campo de futebol com vestiário masculino e feminino, além de áreas de lazer para a comunidade local, com quiosques e academia ao ar livre, infantil e para Terceira Idade.
Na avaliação de Aparecida Marcondes, a Escola Padrão proporciona um ambiente de trabalho prazeroso, contribuindo melhor para o rendimento dos alunos e também dos professores, da mesma forma que o espaço físico é igualmente importante na organização da unidade escolar.
“A nossa meta é oferecer toda uma infraestrutura que dê dignidade e conforto aos alunos, professores e pessoal de apoio. Vamos preparar também o nosso pessoal, nossos gestores, para que saibam o que de fato significa o patrimônio público. Não podemos mais estar investindo alto em mobiliário, computadores e outros equipamentos de ponta, como o prefeito Nelson Bornier tem feito, para serem sucateados em pouco tempo. A comunidade também precisa saber quanto custa uma escola, até porque tudo isso sai dos impostos que ela mesma paga. E esse resgate do valor do patrimônio público vai ser feito pela subsecretaria de gestão pedagógica”, anunciou Aparecida Marcondes.

Ensino Integral em xeque

A secretária Aparecida Marcondes só não sabe ainda se a rede municipal vai poder manter o Ensino Integral, este ano. Ela disse que até agora o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ainda não se manifestou sobre a liberação da verba do Mais Educação.
O programa sustenta a ampliação da jornada escolar, em tempo integral, nas escolas públicas, para no mínimo 7 horas diárias, por meio de atividades optativas, com acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.
“Hoje temos uma situação atípica no governo municipal, porque dependemos de uma palavra do ministro. Até o ano passado, 80% da rede de ensino do município funcionava em tempo integral. Mas se não tivermos a liberação do Governo Federal vai ficar muito difícil para o prefeito Nelson Bornier assumir os gastos com o horário integral, que custa hoje em torno de R$ 70 mil a R$ 200 mil, dependendo do tamanho da escola. O município sozinho não consegue bancar essas despesas”, observou a secretária.

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