Mulheres na Ciência: curiosidade e conhecimento transformam a indústria química

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Larissa Cardoso e Viviane Gonçalves Leite reforçam o papel da ciência, da pesquisa e da operação na construção de processos mais eficientes e sustentáveis – No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, celebra as trajetórias que mostram, na prática, como curiosidade, conhecimento técnico e inovação são motores da transformação industrial. Na unidade de Duque de Caxias, Larissa Cardoso e Viviane Gonçalves Leite representam essa força feminina que atua diariamente conectando ciência, tecnologia e operação.

A trajetória de Larissa começou cedo. Aos 15 anos, como bolsista em uma uma indústria durante sua formação técnica no IFRJ, ela já vivenciava o universo da pesquisa, com passagem por instituições como a UFRJ. Incentivada a explorar diferentes áreas da ciência, realizou cursos em química forense, química nuclear e microscopia atômica, entre outros.

A experiência como estagiária, ainda nesse período, ampliou sua visão para os grandes processos industriais. Mais tarde, durante a graduação, dedicou cinco anos à pesquisa na UFRJ, atuando em estudos com foco no desenvolvimento de biopolímeros sustentáveis.

Para Larissa, a formação científica moldou seu olhar profissional. “A ciência nos ensina a enxergar oportunidades nas dificuldades. Ela nos desafia a nos reinventar diariamente.” O perfil analítico desenvolvido na pesquisa, aliado à experiência em apresentações técnicas e interface com diferentes áreas, da logística ao Laboratório de Controle de Qualidade, fortaleceu sua capacidade de análise crítica e articulação técnica.

Um dos episódios mais marcantes de sua trajetória surgiu a partir de um experimento que, inicialmente, parecia um erro. Ao alterar inadvertidamente a sequência de aplicação de componentes em uma pesquisa, acabou contribuindo para a descoberta de um novo tensoativo bio/sustentável, resultando em artigos científicos e patentes. “Na ciência, nada é erro. É descoberta. Precisamos apenas entender o que aconteceu.” A inovação pode contribuir para tornar processos de tratamento de água mais sustentáveis e limpos.

Na unidade de Duque de Caxias, Larissa destaca ainda o desafio técnico de adequar métodos analíticos para a produção de resinas que estão migrando de outras regionais, exigindo novos estudos e planos de análise específicos para garantir o atendimento às especificações.

Para ela, representar mulheres na ciência é ser porta-voz de uma geração que constrói legado. “Deixaremos nossa marca na história da empresa.”

Já Viviane Gonçalves Leite, também encontrou na curiosidade o ponto de partida para sua carreira. O interesse em compreender os fenômenos ao seu redor ganhou forma no curso técnico em Química, quando passou a enxergar como a teoria se transforma em processos reais.

Hoje, na operação petroquímica, a formação científica é base para decisões seguras e assertivas. “Compreender o comportamento das variáveis do processo permite avaliar riscos com mais precisão e agir com responsabilidade, especialmente em situações de instabilidade ou emergência.”

Antes de atuar na operação, Viviane passou pela área de controle de qualidade, experiência que consolidou sua visão sobre a importância do conhecimento técnico na confiabilidade dos processos. A formação como operadora petroquímica e a graduação em Química Industrial ampliaram sua visão multidisciplinar, característica essencial do ambiente operacional.

No dia a dia, a conexão entre ciência e tecnologia se traduz em otimização operacional, automação, controle de variáveis, eficiência energética e redução de impactos ambientais. “Cada ajuste de processo ou análise de desvio é ciência aplicada na prática.”

Para Viviane, o futuro da indústria química estará cada vez mais ligado ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e processos mais eficientes. “A química industrial terá papel estratégico na construção de uma indústria comprometida com um futuro mais sustentável.”

Ambas reforçam que ambientes diversos ampliam perspectivas e fortalecem decisões. A presença feminina contribui para diálogos mais ricos, maior persistência na busca por soluções e inovação contínua.

Ao deixarem uma mensagem para meninas e jovens mulheres interessadas na ciência, o conselho é claro: cultivem a curiosidade. “Questione, pesquise, descubra. Sua curiosidade pode te levar muito mais longe do que você imagina”, afirma Larissa. “Não deixem de acreditar no próprio potencial. A curiosidade é um combustível poderoso”, completa Viviane.

Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, as histórias de Larissa e Viviane mostram que a transformação da indústria química passa pelo conhecimento, pela inovação e pela diversidade, pilares que garantem evolução constante e impacto positivo para a sociedade.

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