Mostra de Andressa Moreira integra o Programa de Residências Artísticas e propõe uma reflexão sobre memória, identidade e valores transmitidos entre gerações
A Arena Cultural Dicró, equipamento co-gerido pelo Observatório de Favelas e pela Prefeitura do Rio, apresenta, a partir de 20 de março, a exposição “O Que Herdei de Meus Pais”, da artista visual e produtora cultural Andressa Moreira. A mostra ocupa a Galeria L, espaço expositivo localizado na Praça de Convivência da Arena, na Penha. A abertura acontece às 18h e a visitação segue até 15 de maio, com entrada gratuita.
Em “O Que Herdei de Meus Pais”, Andressa Moreira apresenta um conjunto de trabalhos que parte da memória como ponto de reflexão sobre pertencimento e continuidade. A proposta busca tornar visíveis ensinamentos e valores transmitidos entre gerações, a partir de experiências familiares e de convivência. Essas heranças simbólicas aparecem como elementos que orientam escolhas, afetos e modos de estar no mundo.
Sua pesquisa transita entre colagem digital, impressão têxtil e experimentações visuais. Em sua produção, temas como memória, identidade e ancestralidade aparecem como caminhos para investigar relações entre história pessoal, território e coletividade.
A Galeria L foi criada para ampliar o uso das instalações físicas da Arena Cultural Dicró e visibilizar produções de artes visuais. Desde 2019, quando o programa de residência foi iniciado, o espaço já recebeu mais de 20 projetos expográficos, entre exposições individuais e coletivas. A programação integra o Programa de Residências Artísticas 2025/2026.
Serviço | Exposição: O Que Herdei de Meus Pais
Local: Arena Cultural Dicró
Endereço: Rua Flora Lobo s/n, Parque Ary Barroso, Penha Circular – Rio de Janeiro – RJ
Artista: Andressa Moreira
Abertura: 20 de março, às 18h
Período de visitação: 20 de março a 15 de maio
Visitação: Terça a sexta, de 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados, a partir das 10h
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Sobre Andressa Moreira
Nascida no Rio de Janeiro e criada na Baixada Fluminense, Andressa Moreira é graduanda em Produção Cultural pelo IFRJ Nilópolis e em Artes Visuais pela Uninter. Atua em museus, centros culturais, espetáculos, festivais e projetos formativos. Trabalhou na produção da Focus Cia. de Dança, no espetáculo Entre a Pele e a Alma, e na comissão de frente da Unidos de Vila Isabel. Também desenvolve exposições, oficinas e ações educativas, com passagens por instituições como Oi Futuro, Museu do Amanhã e FUNARJ. A artista integra programas de formação cultural e o PET Conexões de Saberes, voltado à democratização do acesso à arte na Baixada Fluminense, e participa do núcleo ARLA (Artistas Latino-Americanes), que articula práticas artísticas relacionadas a território e diversidade.
Sobre o Observatório de Favelas
O Observatório de Favelas, criado em 2001, é uma organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré, com atuação nacional. A organização busca promover o direito à cidade e incidir sobre políticas públicas, valorizando as favelas e periferias como territórios de potência e direitos.

















