A prefeitura de Nova Iguaçu tornou obrigatório o ensino de proteção e bem-estar animal nas escolas municipais. O programa “Educar para Cuidar”, que antes era piloto, agora passa a fazer parte oficial do calendário escolar.
Voltado para alunos do ensino fundamental, o projeto leva veterinários às escolas, promove atividades educativas e ensina temas como guarda responsável, saúde animal e prevenção de maus-tratos.
A decisão vem após casos de violência chocarem o estado, incluindo o do cão Orelha, que gerou grande repercussão.
Como fonte para falar sobre o assunto o professor e ativista da causa animal André Codea.
Ele defende que falar de educação é falar de construção de mundo, e que não é possível imaginar um mundo verdadeiramente humano sem respeito aos animais. Quem convive com eles—nas ruas ou dentro de casa—sabe que cada olhar assustado, cada rabo abanando, cada miado tímido é um convite silencioso à empatia. E é exatamente aí que a causa animal se encontra com a educação: no desenvolvimento da sensibilidade, da responsabilidade e da capacidade de cuidar do outro.
Atua nos “três mundos”: na educação pública municipal, nos meus gatos em casa, e nos inúmeros gatos e cães de rua que alimento diariamente. Também convivo com grupos de proteção animal, ONGs e outros protetores. No caso dos animais de rua, não é um quadro bonito: doentes, com fome, com sede, na chuva e no sol, largados à própria sorte. Muitas vezes, sem lugar nos abrigos. É, com certeza, um quadro que precisa da ação das Secretarias de Proteção Animal, mas também da Educação.
A causa animal não é um tema paralelo: é um caminho para educar para a empatia. E qualquer um pode começar hoje. Adote, apadrinhe, denuncie maus-tratos, ofereça água e comida a um animal de rua—e, se puder, envolva as crianças ao seu redor nessas pequenas revoluções diárias. Você verá como as coisas irão mudar para melhor, em todos os sentidos da vida.

















