Firjan: Baixada reduz letalidade, mas registra mais de mil vítimas em 2025

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Estudo da federação sobre segurança pública também mostra uma mudança no perfil da criminalidade de todo o estado, com avanço dos estelionatos e das extorsões, enquanto crimes patrimoniais tradicionais apresentam queda – A letalidade violenta apresentou redução ao longo da última década tanto no estado do Rio de Janeiro quanto na Baixada Fluminense. Ainda assim, a região registrou 1.064 vítimas em 2025. As informações fazem parte do Panorama da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro 2015–2025, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com base em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). 

O estudo mostra que, apesar da queda observada ao longo da série histórica, o estado contabilizou 56.838 vítimas de letalidade violenta entre 2015 e 2025. O levantamento também identificou crescimento dos registros de estelionato e extorsão em todas as regiões fluminenses, enquanto crimes patrimoniais tradicionais, como roubo de rua, roubo de carga e roubo e furto de veículos, apresentaram redução. 

Na Baixada Fluminense, a análise reúne os dados dos Panoramas Regionais de Caxias e Região e Nova Iguaçu e Região, apresentados no estudo original, oferecendo uma visão integrada dos indicadores da região. 

Estamos entregando uma análise da última década e propondo um olhar específico para o que está acontecendo em cada região. Uma visão apenas dos dados consolidados do estado pode fazer com que as medidas de segurança pública não combatam os crimes que, de fato, estão penalizando a população e prejudicando o desenvolvimento de cada localidade“, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. 

Entre os crimes analisados, o estelionato foi o que apresentou o maior crescimento na Baixada Fluminense. Entre 2015 e 2025, os registros passaram de 5.321 para 23.710 casos, crescimento superior a 346% no período. O avanço foi observado em todos os municípios da região, com destaque para Guapimirim, onde as ocorrências aumentaram 1.071%, passando de 38 para 445 casos; Belford Roxo, que registrou alta de 660%, de 291 para 2.211 ocorrências; e Mangaratiba, com crescimento de 575%, passando de 52 para 351 registros.  

A extorsão também apresentou crescimento na Baixada Fluminense. Entre 2015 e 2025, os registros passaram de 404 para 653 casos, aumento de cerca de 62%. Ao mesmo tempo, crimes patrimoniais tradicionais, como roubo de rua, roubo de carga e roubo e furto de veículos, apresentaram queda no período. 

Com base nos indicadores, a Firjan destaca a necessidade de políticas de segurança pública regionalizadas, capazes de responder às diferentes dinâmicas criminais observadas em cada território. 

Uma medida pode ser a criação de um fórum permanente, com a participação do setor produtivo e da sociedade civil. Esse é um caminho para que se possa planejar e monitorar políticas públicas com uma abordagem regional“, afirma o gerente-geral de Estudos e Estratégias da Firjan, Isaque Ouverney. 

Ele também destaca a importância da modernização da capacidade de investigação para crimes de fraude por meios digitais, do enfrentamento ao crime organizado e à sua economia, além da ampliação da disponibilidade de dados públicos de segurança. 

O “Panorama de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro 2015-2025”, com informações detalhadas por regiões e tipos de crimes, pode ser acessado através deste link: https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/panorama-seguranca-publica-2015-2025 

Acesse também os estudos “Rio de Futuro – Vocações e Potencialidades Econômicas do Rio de Janeiro” e “Custo Rio – O Desafio da Competitividade Fluminense”: 

https://observatorio.firjan.com.br/prospectiva-e-tendencias/potencialidades

https://observatorio.firjan.com.br/inteligencia-competitiva/custo-rio?_gl=1*ueoc4z*_gcl_aw*R0NMLjE3NzU3NjQ4OTUuQ2p3S0NBanduTjNPQmhBOEVpd0FmcFRZZXZDNk8yWXhBRFVqOWRHZjZqbG5KckhVNXpFaURQRDBNYkRRYVRtNGdWNmNyeXNWTTcwbkl4b0MxaVFRQXZEX0J3RQ..*_gcl_au*MjUzMzMxMTcuMTc3Mzc2NzI0MA.

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