Festival de Dança de Cabo Frio celebra 20 anos com recorde de participantes

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De 2 a 7 de setembro, edição comemorativa reúne 1.300 participantes, grandes nomes da dança, masterclasses, Projeto Escola e R$ 20 mil em premiações

Entre os dias 2 e 7 de setembro, Cabo Frio volta a se transformar em um grande palco para a dança. O Festival Internacional de Dança de Cabo Frio chega à sua histórica 20ª edição celebrando duas décadas de trajetória e registrando um novo recorde: serão cerca de 1.300 participantes, entre bailarinos, coreógrafos e integrantes de companhias de dança, e 800 coreografias ao longo da programação.

Com patrocínio do Conselho Municipal de Turismo de Cabo Frio e apoio da Prefeitura Municipal de Cabo Frio, a edição de 2026 será marcada também por um retorno simbólico. O festival volta ao Ginásio Poliesportivo Municipal Alfredo Barreto, espaço que recebeu suas primeiras edições e onde parte importante dessa história começou.

Após permanecer fechado por um longo período para obras, o ginásio foi completamente reformado e modernizado. Com capacidade para 2.500 pessoas sentadas, o equipamento volta a receber o Festival Internacional de Dança justamente no ano em que o evento comemora duas décadas.

Para a idealizadora e diretora do festival, a bailarina e empresária Márcia Sampaio, o reencontro com o espaço torna a edição ainda mais emocionante.

É muito especial comemorar os 20 anos voltando ao lugar onde tudo começou. Muitas das nossas primeiras histórias foram vividas naquele ginásio. Agora a gente retorna e encontra um espaço totalmente reformado, moderno, preparado para receber os bailarinos e o público com muito mais conforto. É uma emoção muito grande voltar justamente neste momento”, afirma Márcia.

Duas décadas dedicadas à dança

Criado em 2005 por Márcia Sampaio, fundadora do tradicional Ballet Márcia Sampaio, o Festival Internacional de Dança de Cabo Frio nasceu do desejo de ampliar as oportunidades para os bailarinos da região, aproximando-os de profissionais reconhecidos e promovendo o intercâmbio com artistas de diferentes lugares.

Ao longo de sua trajetória, o evento já reuniu aproximadamente 19 mil bailarinos, oriundos de diversos estados brasileiros e também de outros países, como Chile, Peru, Argentina e Venezuela.

Grandes nomes da dança já passaram pelo festival, entre eles Ana Botafogo, Cecília Kerche, Carlinhos de Jesus, Jaime Aroxa e Marcelo Chocolate, além de profissionais e integrantes de companhias como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cia. Basileu França, de Goiânia, e Cia. Brasileira de Ballet.

Recorde: 1.300 participantes e 800 coreografias

A edição comemorativa chega com recorde de participação. Cerca de 1.300 bailarinos, coreógrafos e integrantes de companhias de dança estarão envolvidos nas 800 coreografias inscritas para a programação de 2026.

A Mostra Competitiva acontece de 3 a 7 de setembro e contempla diferentes linguagens e estilos, como ballet clássico, clássicos de repertório, ballet neoclássico, dança contemporânea, danças populares, danças urbanas, estilo livre e jazz, distribuídos por diferentes categorias e faixas etárias.

As apresentações serão avaliadas por bancas formadas por profissionais de reconhecida trajetória. Entre os jurados confirmados estão Ana Botafogo, Cecília Kerche, Cristina Sanchez, Guiomar Boaventura, Henrique Talmah, Jorge Texeira, Karina Mendes, Flávia Burlini, Rafael Gomes, Caio Nunes, Rodrigo Werneck, Rodrigo Soninho, Alexandre Xaverinho e Saulo Finelon.

As bancas são organizadas de acordo com as modalidades e categorias apresentadas, possibilitando que os participantes sejam avaliados por profissionais com experiência nas diferentes linguagens da dança.

Muito além da competição

Ao longo de sua história, o Festival Internacional de Dança de Cabo Frio também se consolidou como um espaço de formação, intercâmbio e oportunidades para bailarinos.

A convivência com profissionais de destaque permite que os participantes sejam vistos e avaliados para além da disputa por uma colocação. O encontro entre bailarinos, professores, coreógrafos, jurados e companhias cria possibilidades de novos contatos, experiências de formação e oportunidades para o desenvolvimento artístico e profissional.

O festival nunca foi só uma competição. Claro que subir ao palco e receber uma premiação é importante, mas existe toda uma troca acontecendo. O bailarino está diante de profissionais que têm uma trajetória enorme, participa das aulas, conhece outros trabalhos, faz contatos e pode encontrar novas oportunidades. Esse intercâmbio é um dos objetivos mais importantes do festival”, destaca Márcia Sampaio.

Para marcar as duas décadas de história, a programação de 2026 contará ainda com apresentações especiais ao longo do festival, celebrando a trajetória construída desde a primeira edição.

Grandes nomes da dança dentro e fora do palco

O contato com os profissionais convidados continua também nas salas de aula. Durante o festival, serão realizadas masterclasses, sessões de coaching e atividades de aperfeiçoamento técnico em diferentes modalidades.

Entre os destaques da programação estão Cecília Kerche, com coaching, técnicas de ponta e masterclass de ballet clássico, e Ana Botafogo, que ministra masterclass de ballet clássico avançado.

Também haverá atividades com Rafael Gomes, Jorge Texeira, Guiomar Boaventura, Flávia Burlini, Alexandre Xaverinho, Rodrigo Soninho, Rodrigo Werneck e Caio Nunes, envolvendo dança contemporânea, ballet clássico, jazz, danças urbanas, técnicas de ponta e outras propostas de aperfeiçoamento.

As atividades atendem diferentes níveis e faixas etárias, ampliando a experiência dos bailarinos que chegam a Cabo Frio para participar da competição.

Essa possibilidade de estar perto desses profissionais é muito rica. O bailarino que está sendo avaliado no palco também pode entrar numa sala de aula e aprender diretamente com alguém que é referência na sua área. É uma experiência que ele leva para a vida e para a formação profissional”, ressalta Márcia.

R$ 20 mil em premiações

A edição de 2026 distribuirá R$ 20 mil em prêmios em dinheiro, além de troféus e medalhas.

O Melhor Bailarino e a Melhor Bailarina receberão R$ 2.500 cada. A categoria Revelação terá prêmio de R$ 1 mil; o Melhor Duo, Pas-de-Deux ou Grand Pas-de-Deux, R$ 1,8 mil; e os melhores grupos receberão R$ 1,5 mil na categoria Infantil, R$ 1,7 mil na Juvenil, R$ 2 mil na Sênior e R$ 3 mil na Avançada.

O festival também reserva R$ 2 mil para o Melhor Grupo de Cabo Frio e R$ 3 mil para o Melhor Coreógrafo.

Mais do que reconhecer os vencedores, a premiação busca incentivar a excelência artística e valorizar o trabalho desenvolvido por bailarinos, professores, coreógrafos e companhias.

Projeto Escola abre as comemorações

A programação começa no dia 2 de setembro, com o tradicional Projeto Escola, uma das iniciativas mais importantes da trajetória do festival.

O projeto reúne alunos e iniciativas de dança ligados à rede de ensino, à APAE, aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e a projetos sociais das escolas de dança do município, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para a formação de novas plateias.

Os participantes têm a oportunidade de subir ao mesmo palco do festival e apresentar suas coreografias diante de uma banca de profissionais, que avalia, premia e incentiva os talentos locais.

Um dos exemplos do potencial da iniciativa é o bailarino cabofriense Glayson Mendes, revelado pelo Projeto Escola e que atualmente integra o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O Projeto Escola é uma das partes mais emocionantes do festival. Para muitas crianças e jovens, aquele é o primeiro contato com um evento de dança dessa dimensão. E elas não estão apenas na plateia: estão no palco, sendo vistas, incentivadas e aplaudidas. O Glayson começou ali e hoje tem uma carreira linda. Quando a gente vê uma história como essa, entende por que vale a pena continuar”, afirma Márcia.

Festival impulsiona turismo na baixa temporada

A movimentação provocada pelo Festival Internacional de Dança ultrapassa os limites do ginásio. Durante os dias de programação, Cabo Frio recebe bailarinos, professores, coreógrafos, equipes, familiares e acompanhantes, com reflexos diretos na rede hoteleira, restaurantes, comércio, transporte e demais serviços.

O impacto ganha ainda mais relevância por acontecer em setembro, tradicionalmente um mês de baixa temporada.

Dados do Observatório de Turismo de Cabo Frio mostram que a taxa de ocupação hoteleira durante o período do festival chegou a 90,3% em 2023, 78,9% em 2024 e alcançou 93,3% em 2025.

Neste ano, além dos 1.300 participantes diretamente envolvidos, a expectativa é de uma plateia de aproximadamente 1.200 pessoas por dia.

Entrada solidária beneficia instituições de Cabo Frio

O público também poderá transformar sua ida ao festival em um gesto de solidariedade. A entrada será mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Os alimentos arrecadados serão destinados ao GAI – Grupo de Apoio aos Idosos de Cabo Frio e ao CAJEF – Centro de Atenção ao Jovem Espaço Feliz, instituições que desenvolvem trabalhos sociais no município.

“É muito importante para nós que o festival também possa contribuir diretamente com a cidade. O público vem assistir à dança, prestigiar os bailarinos e ainda ajuda duas instituições de Cabo Frio. É uma forma de transformar toda essa movimentação em solidariedade também”, destaca Márcia.

Ao completar 20 anos, o Festival Internacional de Dança de Cabo Frio celebra uma trajetória construída por milhares de pessoas que passaram por seus palcos, salas de aula e bastidores.

São 20 anos de muito trabalho e de muitas histórias. Tem gente que chegou aqui criança e hoje volta como profissional. Tem bailarinos que encontraram oportunidades, pessoas que fizeram amizades para a vida e crianças que descobriram a dança através do festival. Quando eu penso nesses 20 anos, penso principalmente nessas pessoas. São elas que construíram essa história junto com a gente”, finaliza Márcia Sampaio.

SERVIÇO

XX Festival Internacional de Dança de Cabo Frio

Data: 2 a 7 de setembro de 2026
Local: Ginásio Poliesportivo Municipal Alfredo Barreto – Cabo Frio/RJ
2 de setembro: Projeto Escola – abertura a partir das 14h
3 a 7 de setembro: Mostra Competitiva
Entrada solidária: 1 kg de alimento não perecível
Instituições beneficiadas: GAI – Grupo de Apoio aos Idosos de Cabo Frio e CAJEF – Centro de Atenção ao Jovem Espaço Feliz
Patrocínio: Conselho Municipal de Turismo de Cabo Frio

Foto: Francisco di Mattos – Texto: Alexandra de Oliveira

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