Oficina de teatro negro movimenta o Mês da Consciência em Nova Iguaçu

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Nova Iguaçu recebe neste Mês da Consciência Negra uma imersão gratuita do laboratório cênico Atuando Teatro Negros. Conduzido pela diretora artística, pesquisadora e professora Gizelly de Paula, a oficina propõe um encontro entre formação, prática teatral e criação, tendo como referência os saberes, as dramaturgias e os legados dos Teatros Negros no Brasil. As inscrições vão até o dia 11 de novembro e podem ser feitas via formulário que pode ser acessado pelo link https://forms.gle/8twp88nbkiytYTZg8

A oficina é voltada para estudantes e artistas, a partir dos 16 anos, e será realizada no dia 15 de novembro, das 9h às 17h, no auditório da FENIG, na rua Governador Portela, 812, segundo andar, no Centro de Nova Iguaçu.

A realização acontece em um período especialmente significativo para a reflexão sobre a presença negra nas artes. O evento também celebra a criação do Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias Nascimento, cuja trajetória marcou a história do teatro brasileiro ao ampliar as possibilidades de presença, representação e criação de artistas negros na cena.O Mês da Consciência Negra, amplia esse espaço de reflexão sobre memória, história, cultura e contribuição da população negra na sociedade brasileira, e traz novos espaços de diálogo, entre eles, a prática cênica. 

A oficina é uma imersão que propõe um encontro entre história, teoria e prática cênica, tendo como uma de suas referências a pioneira antologia Drama para Negros e Prólogo para Brancos, organizada por Abdias Nascimento.

Os participantes serão convidados a experimentar diferentes possibilidades de leitura, atuação e criação de personagens, colocando seus próprios corpos e experiências em relação com as dramaturgias e os saberes presentes nessas obras.

“O laboratório cênico evoca a Sankofa, que faz parte dos Adinkras, tecnologia ancestral africana, que, através de símbolos, carrega filosofias. Sankofa significa voltar e pegar e dentro da concepção do laboratório cênico, busca olhar para trás, voltar ao passado, buscar o que ficou, para que esse presente se transmute e possamos ter outros futuros possíveis e mais frutíferos. Estamos falando de processos de silenciamento, de apagamento para mostrar que o teatro negro é parte fundamental da história do teatro brasileiro”, destaca Gizelly de Paula, que é diretora artística, pesquisadora, professora e atriz. A trajetória de Gizelly é marcada pelo estudo dos Teatros Negros, com ênfase no legado do Teatro Experimental do Negro e em suas potências pedagógicas e estéticas. Ela é bacharela em Artes Cênicas (PUC-Rio), licenciada em Teatro (UNIRIO), pós-graduada em Direção para TV (CAL) e mestranda em Arte e Cultura Contemporânea (UERJ); bolsista CAPES. A artista foi intercambista na Université Paris Diderot (Paris 7) e dirigiu montagens como Sortilégio (Abdias Nascimento), Imperador Jones (Eugene O’Neill) com tradução de Lu Fortunato e Quebrando Paradigmas (Lucas Popeta).

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