Policiais são alvo de tiros em comunidade de Mesquita

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Dezenas de policiais civis participaram da operação pelas ruas da Comunidade do Sebinho Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Dezenas de policiais civis participaram da operação pelas ruas da Comunidade do Sebinho
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Policiais civis da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizaram uma operação na comunidade do Sebinho, em Mesquita, em resposta a tiros disparados contra uma equipe da especializada. Cerca de 30 agentes participaram desta ação, que ainda contou com o apoio de uma retroescavadeira para retirar manilhas utilizadas como barricadas na entrada da comunidade, na Rua Riachuelo, em Rocha sobrinho.
A ação aconteceu na manhã de ontem quando agentes realizavam uma diligência na região, momento em que avistaram suspeitos numa motocicleta. Os policiais foram atrás da moto e, ao entrarem pela Rua Riachuelo, foram

Retroescavadeira destruiu barricadas na Rua Riachuelo Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Retroescavadeira destruiu barricadas na Rua Riachuelo
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

recebidos a tiros e ficaram encurralados em um dos acesos da comunidade. A guarnição pediu reforço, que chegou rapidamente em mais sete viaturas. A partir de então começou uma operação em busca dos autores dos disparos contra a viatura, mas até o final da tarde de ontem, nenhum suspeito foi localizado.
Pelo menos quatro grandes manilhas haviam sido destruídas com a utilização de uma retroescavadeira disponibilizada pela Prefeitura de Belford Roxo. Nas manilhas era possível ver pichações como: “CV – bala nos 20º”, em referência ao 20º BPM (Mesquita), responsável pelo policiamento na localidade. Elas eram utilizadas como guaritas e barricadas, impedindo o acesso de policiais na localidade.
De acordo com o delegado adjunto, André Barbosa, a operação é uma resposta à agressão sofrida pela equipe da delegacia especializada. A comunidade do Sebinho é dominada por traficantes do Comando Vermelho, que provavelmente ficaram surpresos com a rápida resposta dada pela Polícia civil. “Isso é para a bandidagem ver que não se mexe com ninguém da nossa equipe”, disse um inspetor durante a incursão.

 

Por: Erick Bello
erick.bello@jornalhoje.inf.br

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