
A equipe do Programa Estadual de Transplantes (PET) da secretaria de Saúde do Rio de Janeiro esteve no Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse/HGNI) para fortalecer a parceria na captação de órgãos. O encontro aconteceu na segunda-feira (12).
O HGNI já realiza um trabalho, através da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), para garantir que os setores de internação e emergência notifiquem os óbitos e que em todos os casos seja feita a verificação de possíveis doadores. No entanto, no hospital não havia profissionais exclusivos para a função.
“Os profissionais do Hospital da Posse recebem capacitação para identificar e notificar um possível doador, mas o fluxo de atendimento na unidade é muito grande. Agora vamos disponibilizar um médico e dois enfermeiros para que notifiquem cem por cento desses pacientes. Além de identificar, eles vão ser responsáveis por comunicar ao PET e terão que manter esse paciente nas condições necessárias para realização da captação”, explica Lino Sieiro, diretor médico do HGNI.
Segundo o diretor geral da unidade, Joé Sestello, existem dificuldades na captação de órgãos no Brasil: “A carência de doadores de órgãos é um grande obstáculo para os transplantes no Brasil, estamos fazendo a nossa parte para mudar isso”, ressalta Joé.
Criado em abril de 2010, o PET já salvou 6,4 mil vidas e acumula outros recordes, como o crescimento de 143,12% nas doações de órgãos registradas no estado (919) entre 2010 e 2014 em comparação com as captações realizadas no período de 2005 a 2009, quando foram realizadas 378 doações.
Para o secretário municipal de Saúde, Dr. Emerson Trindade: “Há um trabalho no pós-morte, é preciso priorizar isso. A fila de pessoas que estão em busca de uma doação é enorme”, afirma o secretário
















