Rueda almeja crescimento do Fla no Brasileiro

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Treinador fala aos jornalistas e diz que conversa facilita a recuperação da confiança dos jogadores
Gilvan de Souza / Divulgação

Na volta ao trabalho no Ninho do Urubu após a derrota por 3 a 1 para o Grêmio em Porto Alegre, o técnico rubro-negro Reinaldo Rueda concedeu entrevista coletiva na Sala de Imprensa Victorino Chermont. Ele comentou sobre o revés do último fim de semana, pedindo ao grupo que vire a página para o confronto dessa quarta-feira (8), contra o Cruzeiro.
A melhor maneira de recuperar a confiança antes de entrar em campo novamente é na base da conversa, segundo o treinador. “Apenas com diálogo com os jogadores, aproveitando as poucas horas e tendo conversas individuais. Analisando a situação, ouvindo o que dizem os jogadores e assumindo a responsabilidade. Houve um abalo mental, então temos que nos liberar desse jogo e pegar o que fizemos de melhor para nos prepararmos visando a próxima partida”, disse.
Durante a conversa com os jornalistas, Rueda descartou a participação de Juan no confronto. O zagueiro segue em fase de recuperação junto aos profissionais do CEP FLA, dando continuidade ao processo de transição para o trabalho com bola no gramado. “Juan não joga amanhã. Ele está bem, em transição. Já saiu do departamento médico. No entanto, ainda não está 100%. É melhor prevenir uma recaída, então o prepararemos para o jogo seguinte”, comentou o treinador.
O comandante rubro-negro projetou a reta final do Campeonato Brasileiro, com importantes partidas por vir até a conclusão da competição. Nessa rodada, o time contará com o apoio da Nação diante do Cruzeiro para reencontrar o caminho das vitórias. Contra o time mineiro, um resultado positivo será fundamental às pretensões rubro-negras, mas não será uma tarefa fácil, como ressalta Rueda.
“É a tendência do Brasileirão. As últimas rodadas são sempre mais intensas. As equipes têm uma exigência altíssima de bom rendimento visando a melhor posição na tabela. Para o Flamengo, está muito difícil. São times fortes, que estão buscando se consolidar. Temos que assimilar isso e saber que só em campo poderemos mudar a situação”, frisou.

Confira os principais trechos
da entrevista do treinador

>> Tática diante do Grêmio – Jogamos com cinco volantes. Éverton, Arão, Ribeiro, Araújo e Cuéllar. Não foram três, mas cinco. A primeira situação de gol foi com o Arão atacando o espaço livre. Foi uma situação especial, porque Arão é bom finalizando, mas tem sua face defensiva. Depende do jogo. Na fase defensiva, são quatro volantes. um 4-5-1. Na fase ofensiva, temos um 4-1-4-1. Essa flexibilidade depende do momento do jogo, do rival. Creio que não seja tão relacionado às características dos jogadores, mas sim às funções que eles cumprem.
>> Ausências na equipe – Vocês sabem que não é fácil. Nesse jogo contra o Grêmio, tivemos 5 jogadores titulares fora. Me diga que equipe do Brasileirão teve isso? Juan, Réver, Diego, Berrío e Paolo. E tivemos 70 minutos jogando bem. Não é fácil ganhar sem um goleador. O maior artilheiro do Flamengo (no Brasileiro) é Diego, com 8 gols. Paolo tem 6.

Elogios a Paquetá e Lincoln

Para o técnico rubro-negro, Lincoln é centrado e dono de boa técnica
Gilvan de Souza / Divulgação

Contra o Grêmio ele jogou só nos últimos minutos, mas nessa posição temos jogadores com mais ritmo. Uma grande qualidade do Paquetá é que ele se adapta para jogar em diversas posições na frente. Não são suas posições naturais, mas ele tem muito caráter, joga pela equipe e é muito generoso em seus esforços. É um jogador com muito talento, coração e raça para jogar em qualquer posição que precisarmos.
Solicitei Lincoln antes da Copa do Mundo (Sub-17) com a Seleção Brasileira. Torcemos muito pelo seu sucesso. Agora, graças a Deus, está de volta conosco. É um garoto com muito futuro, com boa técnica e muito cerebral, centrado. Fez poucas sessões de treinamento conosco, mas as fez muito bem. Esperávamos trazê-lo até antes do problema de Paolo.
>> Equilíbrio – É uma grande experiência para mim. O Brasileirão é muito competitivo, cada posição é muito disputada. A cada rodada estamos focados em conquistar essa vaga, como falamos há duas semanas antes. É um futebol muito internacional no Brasil. É muito competitivo, disputado. Todo jogo é intenso e difícil.

 

por Jota Carvalho

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