Polícia faz operação contra dirigentes de clubes e de torcidas no Rio

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Venda ilegal de ingressos para jogos no Maracanã e em outros estádios é investigada pela políciaME/Portal da Copa/Daniel Brasil

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem nesta segunda (11) 14 mandados de prisão preventiva envolvendo dirigentes de clubes de futebol e de torcidas organizadas no Rio de Janeiro. Eles são acusados de irregularidades como a venda ilegal de ingressos (cambismo).

De acordo com o Ministério Público (MP), dirigentes de clubes de futebol são acusados de repassar ingressos para as torcidas, que os repassam a cambistas. Parte desses ingressos seria repassada, inclusive, para torcidas organizadas proibidas pela Justiça de frequentar jogos de futebol.

A operação, feita em conjunto pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor MP e pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática da Polícia Civil, é um desdobramento da Operação Limpidus.

Na primeira fase da operação, no dia 1º de dezembro, foram cumpridos mandados de prisão temporária, de condução coercitiva (quando a testemunha é levada para a delegacia para prestar depoimento) e de busca e apreensão.

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) esteve na residência de Filipe Dias, gerente de operações de arenas e jogos do Fluminense, no Leblon, na Zona Sul da capital. Ele não estava no local, mas atendeu uma ligação dos policiais e comprometeu-se a se apresentar na delegacia ainda nesta segunda. Os agentes também foram à casa do policial Edmilson José da Silva, o Tubarão, chefe de segurança do Vasco. Ele é considerado foragido. Outro alvo dos agentes é Rodrigo Granja dos Santos, o Batata.

“Existem regras estabelecidas pelo Ministério Público e pelo Estatuto do Torcedor. A partir do momento em que um clube de futebol, que tem como objetivo impedir atos de violência,simplemente não liga para isso e continua fornecendo ingressos para torcidas banidas, ele está sim fomentando a briga no futebol, os atos de violência. Assim, a gente nunca vai conseguir ter paz — afirmou Daniela. — As pessoas que estão ali para torcer não são facções criminosas. Mas as que dirigem essas torcidas e não cumprem com as regras são sim, na minha opinião, considerados como se fossem uma facção criminosa. É um esquema muito grande.

A investigação começou há sete meses e contou com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Um dos clubes repassava ingressos até mesmo para torcidas proibidas de frequentar estádios por causa de envolvimento com episódios de violência.

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