
Fotos: Bernardo Gleizer/NIFC
Melhor colocado entre os clubes de menor investimento no Campeonato Carioca do ano passado, atrás apenas dos quatro grandes do Rio, o Nova Iguaçu não começou da forma esperada a competição deste ano. Jogando diante de 900 torcedores que foram ao Estádio Jânio Moraes, o Laranjão, o Orgulho da Baixada empatou em 1 a 1 com a Cabofriense, pelo Grupo B, na estreia da Taça Guanabara.
Na próxima rodada as duas equipes terão seus primeiros confrontos contra os grandes do Rio. O Nova Iguaçu vai à São Januário encarar o Vasco, no domingo, às 17h. No mesmo dia, às 20h15, a Cabofriense visita o Flamengo na Ilha do Urubu.
O jogo
Nova Iguaçu e Cabofriense se enfrentaram na tarde de ontem, no Estádio Laranjão, mas tiveram um adversário a mais: o forte calor. Com temperatura de 35º durante o jogo e sensação térmica ainda maior, as duas equipes fizeram uma partida equilibrada, mas sem brilho nos primeiros instantes.

Fotos: Bernardo Gleizer/NIFC
Aos 20 minutos o árbitro Grazianni Maciel Rocha interrompeu o jogo para hidratação dos atletas. Quando a bola voltou a rolar o Nova Iguaçu fez valer o mando de campo e abriu o placar, aos 22 minutos, com Adriano, vice-artilheiro do Carioca do ano passado. O camisa 9 aproveitou falta cruzada na área por Paulo Henrique e desviou para o fundo das redes, colocando o Orgulho da Baixada na frente.
Mas a vantagem durou apenas oito minutos. Aos 30, Maranhão fez boa jogada pela esquerda e rolou atrás para Kaká Mendes. O meia tentou finalizar de letra, mas furou a bola que sobrou para João Carlos acertar chute indefensável e deixar tudo igual no Laranjão.
O Nova Iguaçu teve a chance de retomar a vantagem ainda no primeiro tempo. Aos 40 minutos, Wescley desviou lançamento e a bola sobrou para Adriano na cara do gol, mas o goleiro George levou a melhor na disputa e segurou a igualdade.
Segundo tempo
Com a nova regra que autoriza até cinco substituições para cada time durante a partida o técnico do Nova Iguaçu, Edson Souza decidiu fazer duas mudanças no intervalo e voltou para a etapa final com Robinho e Vinícius Paquetá nas vagas de Jonathan e Dieguinho.
E logo no início do segundo tempo o time da casa teve a chance de retomar a vantagem no placar. Aos oito minutos, Adriano recebeu um belo passe em profundidade e foi agarrado por Leandro Euzébio. Falta perigosa. Murilo Henrique cobrou direto, o goleiro George deu um toque sutil e a bola explodiu na trave.
Logo depois quem teve a chance de fazer o segundo gol foi a Cabofriense. Em cruzamento da direita, Lucas se atrapalhou e desviou contra o próprio gol. Quando a bola já estava entrando, Jefferson conseguiu dar um tapa nela e salvou o que seria o gol da virada.
Aos 15 minutos o Nova Iguaçu teve uma baixa importante. Adriano caiu sentado no ataque e precisou de atendimento. Ele acabou substituído por Bruno Smith. Mas o Orgulho da Baixada não se abateu e seguiu no ataque. Aos 18 minutos, uma chance incrível foi perdida. Wescley saiu na cara do gol e finalizou para grande defesa de George. No rebote, Paquetá chutou e a zaga cortou em cima da linha. Na terceira chance, a zaga conseguiu afastar por completo.
Vendo o Nova Iguaçu tomar conta do jogo, o técnico da cabofriense, Antônio Carlos Roy fez suas duas primeiras alterações, sacando Davi Ceará e Maranhão para a entrada de Marcelo Gama e Lauro César. Logo após a parada técnica Edson Souza respondeu com duas alterações. Ele mexeu na lateral, trocando Daniel Damião por Wallace, e no ataque, colocando Luam no lugar de Wescley.
Apesar das alterações o ritmo de jogo caiu por conta do forte calor. Satisfeita com o resultado a Cabofriense passou a marcar atrás da linha da bola à espera de um contra-ataque. No fim prevaleceu a igualdade no placar e um ponto para cada equipe na estreia do Carioca.
Escalações
Nova Iguaçu
Jefferson, Daniel Damião (Wallace), Raphael Azevedo, Murilo Henrique, Lucas, Paulo Henrique, Caio César, Jonathan (Robinho), Wescley (Luam), Dieguinho (Vinícius Paquetá) e Adriano (Bruno Smith). Técnico: Edson Souza.
Cabofriense
George, Leomir, Victor Silva, Leandro Euzébio, Airton, Levi, Kaká Mendes (Henrique), Bruno Tubarão, Davi Ceará (Marcelo Gama), Maranhão (Lauro César) e João Carlos (Matheus Guerreiro). Técnico: Antônio Carlos Roy.
Arbitragem
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises e Eduardo de Souza Couto.
por Raphael Bittencourt – raphael.bittencourt@jornalhoje.inf.br
















