Subaru quer crescer no Brasil

Fotos:  Eduardo Rocha/Carta Z Notícias

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Em um universo como o automotivo, onde a busca pelo ganho na escala e na redução de custos é capaz de produzir abominações, a Subaru sempre foi uma marca “sui generis”. A fabricante japonesa sempre olhou para seus modelos como obras de engenharia, o que acabou cativando um público fiel mundo afora. Seus carros costumam trazer motores boxer, tração integral e perfeita distribuição de peso entre as rodas, em busca de uma dinâmica de precisão, que encontra seu ponto máximo de esportividade nos modelos WRX e WRX STI de nova geração, que acabam de desembarcar o Brasil, trazidos pelo Grupo CAOA, representante da Subaru no país.
As duas versões foram criadas usando como base o sedã médio Impreza e trazendo das pistas e do campeonato mundial de rali, o WRC, diversos recursos para torná-los capazes de enfrentar asfalto e terra com grande destreza. No visual, os modelos ganham detalhes que logo denunciam a vocação para a velocidade. Os para-lamas são ressaltados em relação ao Impreza “normal” e spoiler, saias e extrator traseiro reforçam a esportividade. Nessa nova geração, os modelos ficaram mais leves e mais rígidos. Mas a maior diferença é mesmo a separação mais nítida entre as duas versões. A WRX é mais polivalente e “civilizada”, enquanto o modelo STI busca a pureza esportiva.

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O WRX chega com motor 2.0 turbo de 270 cv, gerenciado por um câmbio automático CVT com paddle shifts no volante de seis velocidades preestabelecidas – quando o modelo é configurado no mais agressivo dos três modos de condução, o Sport Sharp, o câmbio passa a ter oito marchas. Com esse trem de força, o WRX faz de zero a 100 km/h em 6,3 segundos e alcança 240 km/h. Embora seja esportivo, a suspensão ainda reserva algum conforto para os ocupantes. No habitáculo, há tudo que se pode esperar em um sedã médio completo, que custe R$ 147.900. Isso inclui teto solar elétrico, faróis de xenônio, rodas 18” de liga leve, revestimento dos bancos em couro, ar-condicionado dual zone e detalhes de acabamento em carbono.
Além desses mesmos itens de conforto, a versão STI também inclui recursos mais esportivos, como freios Brembo, rodas BBS, diferencial central ajustável e com bloqueio. O motor passa a ser o 2.5 litros turbo de 310 cv e o câmbio é sempre manual de seis marchas. O conjunto leva o STI a 255 km/h de velocidade final e

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cumpre o zero a 100 km/h em 5,2 segundos. O preço nesta versão chega a R$ 194.700. Não é barato, mas o valor é relativamente atraente para o segmento. O único concorrente à altura do WRX seria o finado Mitsubishi Evolution X, que tinha recursos semelhantes e custava R$ 220 mil. Para confrontar o WRX, há modelos apenas entre marcas premium, que são muito mais caras. E nenhum deles tem a capacidade off-road do japonês.
Exatamente por essas peculiaridades de seus produtos, a Subaru nunca havia se preocupado muito em crescer. Até a última virada de década. Nos últimos cinco anos, as vendas globais aumentaram 60% – pularam de 600 mil em 2011/2012 para beirar 1 milhão no ano fiscal 2014/2015. No Brasil, o volume não é tão expressivo, mas o ritmo de crescimento é até mais intenso. De 2013 até agora, a média mensal de vendas passou de 60 para 126 unidades em 2015. A previsão é que as duas versões esportivas ajudem a aumentar ainda mais esta performance, com 30 unidades mensais do WRX e 10 do STI.

 

por Eduardo Rocha
Auto Press