Operação busca quadrilha que explora prostituição de menores no Rio

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O ex-policial civil Alzemar da Conceição dos Anjos logo após ser preso Foto: Reprodução

A Corregedoria Interna (Coinpol) da Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação que mira uma quadrilha que explora a prostituição de menores de 18 anos em São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio. O bando mantém ainda casas de prostituição nos dois municípios. O ex-policial civil Alzemar da Conceição dos Anjos, apontado como chefe da organização criminosa, e Jacqueline Nascimento de Almeida Santos já foram presos.

A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público (MP) Estadual e a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. O agentes estão cumprindo seis mandados de prisão preventiva expedidos pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo.

Alzemar da Conceição está à frente de duas casas de prostituição, segundo as investigações. Uma delas fica em Maricá e outra em São Gonçalo. O objetivo do ex-agente é, de acordo com a polícia, “obter, direta e indiretamente, vantagem financeira”.

Alzemar cuidava de todo o funcionamento da quadrilha. Ele era responsável, de acordo com a polícia, por contratar as garotas de programa. Era ele também que determinava que função iria exercer cada integrante do bando, cuidando, inclusive, dos pagamentos dos salários, dos programas, de comissões e da compra de bens de consumo.

Alerta sobre presença da polícia

Por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça os investigadores descobriram que os denunciados sabiam e permitiam que jovens menores de 18 anos se prostituíssem nos estabelecimentos. De acordo com a denúncia do MP, em algumas ocasiões Alzemar foi flagrado alertando seus subordinados sobre a presença de policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) perto de suas casas de prostituição.

O ex-policial, então, orientava seus cúmplices a retirar as menores dos locais. Ainda de acordo com a denúncia, a organização criminosa utilizava armas de fogo como forma de intimidação contra todos que fossem considerados ameaça à sua existência.

Entre os denunciados, José Goulart Feijó Maia, o Dinho, era considerado o braço direito de Alzemar. Ele era o “faz tudo” da organização, responsável pelo transporte das garotas de programa para as casas de prostituição, remanejamento delas entre as boates e negociação de bens de consumo para os estabelecimento.

Já as denunciadas Rose Moura da Silva, Viviane de Oliveira Alcântara e Jacqueline Nascimento de Almeida Santos eram gerentes das casas de prostituição. Filho de Alzemar, Cristiano Vieira dos Anjos também atuou na administração de um dos estabelecimentos.

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