Rio assina convênio para reduzir mortes no trânsito

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O objetivo do Termo, assinado entre Pezão e Baldy, é reduzir os índices de acidentes e mortes no trânsito do Rio

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, assinaram ontem, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o Termo de Cooperação para Segurança Viária – Road Safety. O documento referenda diretrizes do Ministério das Cidades e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) visando à redução das mortes no trânsito.
De acordo com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a iniciativa vai complementar o trabalho feito no estado para reduzir os acidentes e mortes no trânsito. “Nós, no âmbito do governo federal, estamos buscando retomar a meta de redução de 50% das mortes nos próximos anos. O lançamento do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, o Pnatrans, esse ano, é mais um passo neste sentido”, afirmou.
O governador Luiz Fernando Pezão agradeceu a parceria com o Ministério das Cidades em outras áreas, como na habitação e na mobilidade urbana. Pezão destacou casos de políticas públicas de sucesso no Rio de Janeiro, com a Lei Seca, considerado referência nacional: “Nas emergências dos hospitais, nos finais de semana, o movimento caiu mais de 40%”, disse.
Para o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maurício Alves, no Rio de Janeiro, essa cumplicidade de ações “tem avançado a passos largos, sendo um grande modelo de gestão eficiente e que busca o objetivo maior, que é reduzir de forma absoluta o número de mortes e acidentes no trânsito.”
Mortes no trânsito
Os acidentes de trânsito no Brasil matam cerca de 45 mil pessoas por ano e deixam mais de 300 mil com lesões graves. Em rodovias, custam à sociedade cerca de R$ 40 bilhões por ano e nas áreas urbanas, cerca de R$ 10 bilhões.

Pezão: envolvidos no crime de
Marielle serão identificados

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão disse que tem certeza de que os autores das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes serão identificados e presos. “Eu tenho certeza que vão descobrir os autores das mortes. Quem mandou, quem fez. Eu tenho certeza disso. As investigações estão sob sigilo”, avaliou. As declarações de Pezão foram feitas durante encontro com o Ministério das Cidades. Na manhã de segunda-feira (13) o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que o governo federal colocou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal à disposição do Rio de Janeiro para colaborar nas investigações da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que completa cinco meses amanhã (14). Pezão disse que a declaração do Jungmann surpreendeu.
“Se nós estamos num regime de intervenção federal e eu conversava isso hoje de manhã com o general Richard Nunes [secretário de Segurança do Rio] e tenho conversado permanentemente com o general Braga Netto [interventor na segurança do Rio]. A gente já tem esse auxílio da Polícia Federal e de todos esses órgãos federais aqui no Estado. Então, eu acho que pode ser feita uma integração. Não vejo problema da Polícia Federal entrar [no caso]. Pra mim já estava até dentro”, avaliou.
Pezão disse ainda que dificilmente um órgão da Polícia Federal vai poder fazer uma ação diferente nessa área. “Tem muita coisa avançada nas investigações. Tem muita investigação feita. Eu acredito que essa integração só vai ajudar a desvendar esse crime mais rápido. Para mim já estava sendo feita. Os próprios interventores se utilizaram de todo o trabalho que tinha de investigação. As informações não podem ser divulgadas. Agora, a cada vez que se divulga isso, você está dando arma para o inimigo”, observou.

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