Passeata em Nova Iguaçu pede fim à morte de policiais

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Na Via Light, manifestantes cobraram medidas de combate à violência contra os policiais militares Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Na Via Light, manifestantes cobraram medidas de combate à violência contra os policiais militares
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Parentes de amigos de policiais militares assassinados fizeram um protesto, na manhã de ontem, em Nova Iguaçu. De forma pacífica, centenas de manifestantes caminharam pela Via Light cobrando o fim da violência contra policiais. Sessenta e três cruzes foram fincadas na Praça dos Direitos Humanos representando os policiais mortos apenas em 2015.
A passeata foi organizada por parentes e amigos do soldado da PM Neandro Santos de Oliveira, assassinado por traficantes do Complexo do Chapadão, no dia 12 de outubro. Ele tentou fugir de uma falsa blitz e, segundo testemunhas, houve tiroteio. O PM foi rendido, torturado e queimado. O corpo de Neandro foi encontrado carbonizado dentro de um carro na Via Light, na altura de Nova Iguaçu.
“Vocês não tem noção da dor que estou sentindo diante dessa situação macabra. Eles destruíram duas famílias, a minha e da minha nora”, desabafou a mãe de Neandro, Ilma Oliveira.

Viúva do PM Neandro, Cristina Custódio (ao centro) foi consolada durante o protesto Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Viúva do PM Neandro, Cristina Custódio (ao centro) foi consolada durante o protesto
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Cristina Custódio, viúva do policial, estava indignada com o assassinato cruel e cobrou justiça. “Eles destruíram minha família. Estou grávida de quatro meses e meu marido estava muito feliz. Se for menino, se chamará Neandro, e essa criança vai saber que o pai dela foi um heroi”, disse ela.
Neandro foi apenas mais um entre os mais de 60 policiais militares já assassinados em 2015. De janeiro a 24 de outubro deste ano, 182 PMs foram baleados, destes 147 estavam em serviço. No total, 63 não resistiram e morreram.
“Meu esposo foi morto em serviço, até hoje não obtive resposta. Temos que lutar por melhores condições de serviço e de preparo para nossos policiais”, declarou Mariane Gripp, esposa de um policial do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). “Esperamos apenas que quem fez pague. Esperamos que os Direitos Humanos sejam para cidadãos de bem também”, declarou ela.

Famílias se unem na dor e clamam justiça

Policiais fincaram cruzes no chão, em homenagem aos companheiros assassinados Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Policiais fincaram cruzes no chão, em homenagem aos companheiros assassinados
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Segundo um dos organizadores da manifestação, o intuito era cobrar respostas do governo sobre o caso de Neandro e pedir o fim das mortes de policiais. “O que nós queremos é que os PMs tenham mais segurança e mais dignidade no trabalho. Chega de morrer policial”, pediu Wagner Teixeira.
Na tarde do dia 1º de outubro, o PM Alysson Leonardo Egídio Alves foi morto após uma suposta tentativa de assalto em Coelho da Rocha, São João de Meriti. Parentes do policial, que era lotado na UPP do Morro da Formiga, estiveram na passeata. “Essa luta não é só minha ou da família do Neandro. Até o fim da minha vida vou lutar por justifica”, contou Lucia da Silva Egidio, mãe de Alysson. Ainda segundo ela, o ato a favor de todos os policiais. “O que estamos buscando aqui é poder para a polícia. Vamos lutar para que outras pessoas não precisem passar pelo o que estamos passando”, complementou.
Parentes e amigos dos policiais assassinados afirmam que o Estado tem sido omisso. “Não estou satisfeita com esse governo porque o Beltrame ainda não deu as caras. Um governo que coloca os policiais nas ruas sem preparo. Os nossos PMs hoje são peça de reposição para morrer na mão de bandido”, desabafou a mãe de Neandro, Ilma Oliveira.

 

 

 

 

 

Por: Gabriele Souza (gabriele.souza@jornalhoje.inf.br)

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