
Apenas em janeiro de 2017, a SuperVia registrou 409 casos de vandalismo contra os trens. As ações incluem furtos de cabos, roubos de tomadas, danos contra portas, arremesso de pedras conta os para-brisas, destruição da sinalização das estações e até quebra de câmeras de segurança. A SuperVia repudia essas ações, que danificam o patrimônio público e prejudicam o investimento de R$ 3,3 bilhões que a concessionária vem realizando desde 2011, juntamente com o Governo do Estado, em todo o sistema ferroviário a fim de melhorar o serviço prestado ao passageiro.
Nos últimos dias 24 e 25 de janeiro, tomadas tipo USB foram furtadas dos trens dos ramais Japeri e Gramacho. Para fazer o reparo, o trem precisa ser recolhido para a oficina e pode ficar fora de circulação por até 24 horas para que ela seja substituída. Lembramos que o trem foi o primeiro modal de transporte de massa do Rio a contar com o serviço, implementado em 2014. As tomadas são disponibilizados para que os passageiros recarreguem aparelhos celulares e tablets durante as viagens, aumentando assim o conforto de quem usa o trem do Rio.
Atualmente, 44 composições disponibilizam oito tomadas com três entradas USB cada, totalizando 24 pontos de recarga em cada trem.
Já os danos contra portas, com objetos colocados irregularmente para impedir seu fechamento durante as viagens, somam mais de 300 ocorrências. Esse tipo de ação é considerada crime por expor a vida e a saúde de terceiros. A concessionária também registrou 17 casos de arremessos de pedras contra os para-brisas, 12 pichações, 12 danos contra as janelas dos trens, 1 televisão interna quebrada e dois furtos de equipamentos de segurança das composições. Também fazem parte da estatística de vandalismo os materiais de comunicação visual para orientar os passageiros. Os mapas de linhas afixados dentro dos trens, por exemplo, são retirados indevidamente e colados sobre as portas, para impedir que elas sejam abertas quando o trem chega às estações. Do total de trens que passa pelas oficinas para manutenção, 35% sofreram vandalismos contra materiais de comunicação visual.
Os cabos de sinalização também são alvos de criminosos: em janeiro, a SuperVia registrou 23 ocorrências de furtos. A ausência desses cabos pode provocar desde atrasos na circulação dos trens devido à necessidade de operação manual da sinalização até a interrupção temporária do tráfego por medida de segurança para que as condições de circulação sejam restabelecidas.
Cabos de energia são outro tipo de material vandalizado no sistema ferroviário. O caso mais recente aconteceu na última segunda-feira (30/01), quando furtaram cabos da estação Maracanã, afetando iluminação do mezanino e das plataformas, o sistema de áudio, o funcionamento das bilheterias, das catracas e dos elevadores. Técnicos da SuperVia trabalharam incessantemente nos reparos, que levaram cerca de 48h e foram concluídos na madrugada desta quarta-feira (01/02).
Na manhã do último domingo (29/01), antes do jogo entre Vasco e Fluminense, no Engenhão, cerca de 100 torcedores arrombaram um cadeado de portões de acesso na estação Presidente Juscelino (ramal Japeri), em Nova Iguaçu. No mesmo dia, na estação Quintino (ramal Deodoro), outro cadeado foi arrombado por torcedores, que ainda quebraram a placa indicativa de plataforma, uma câmera de monitoramento e um vaso de planta. A SuperVia solicitou apoio do Grupamento Especial de Patrulhamento em Estádios (GEPE) e do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer).