Texto contesta a decisão de Dias Toffoli que suspendeu investigações com base em dados fornecidos por órgãos de fiscalização sem autorização judicial prévia

Apesar de o recurso ecoar a indignação de promotores e procuradores de todo o País, que vociferaram contra a decisão, a Promotoria do Rio diz que os embargos de declaração apresentados pela PGR têm um ponto que pode dar tratamento diferenciado aos MPs estaduais em relação ao Ministério Público Federal (MPF). Isso porque Dodge pediu para Toffoli explicitar se os órgãos dos Estados têm direito a receber dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quando eles requererem a ampliação do período das informações “sem fundamentar esta pretensão e sem ter recebido indícios de movimentação atípica.”
Com isso, diz a nota da Promotoria, o Supremo também acabaria decidindo sobre o caso específico do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), cuja investigação conduzida pelo órgão do Rio foi a mais comentada após a decisão de Toffoli. Em fevereiro, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu que o STF não tinha competência para assumir o caso de Flávio, que era deputado estadual quando teria, segundo o MP-RJ, praticado os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.