Shell Eco-marathon Brasil recebe nova geração de estudantes

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Nesta segunda-feira (24), o Píer Mauá, no Centro do Rio, recebeu os mais de 500 estudantes de quatro países latino-americanos, que passarão os próximos três dias buscando superar os limites da energia. Eles fazem parte das quase 50 equipes da Shell Eco-marathon Brasil 2026, uma das maiores competições acadêmicas de eficiência energética do mundo. Ao contrário de uma corrida tradicional, em que o objetivo é ser mais rápido, na Shell Eco-marathon, vence o protótipo que percorre a maior distância possível utilizando a menor quantidade de energia, seja com bateria elétrica, combustão interna ou hidrogênio. A edição marca os dez anos da competição no país, realizada pela primeira vez em 2016, e estará aberta ao público dos dias 25 a 27 de agosto, das 9h às 17h. 

Ao todo, são 47 equipes do Brasil, Colômbia, México e Peru, que trazem na bagagem um ano inteiro de estudos, aplicações e inovações – além dos veículos projetados e construídos nas universidades. Os carros competem em duas categorias: Protótipo e Conceito Urbano, esta última com projetos mais próximos dos veículos atuais. No Brasil, os recordes são de 716 quilômetros com 1 litro de gasolina, alcançado em 2023, e de 381 quilômetros com 1 kWh, com motor a bateria elétrica, alcançado em 2024. 

O primeiro dia (24) é dedicado à organização dos boxes e à montagem e preparação dos carros.  A partir de terça-feira (25), os veículos iniciam sua jornada até o resultado final e passam pelas verificações técnicas e de segurança necessárias para entrar na pista. As primeiras voltas oficiais no circuito acontecem na quarta-feira (26), quando começam a ser registrados os resultados de eficiência energética. A quinta-feira (27) será o último dia de pista e definirá os campeões da edição. 

Norman Koch, Global General Manager da Shell Eco-marathon, destaca o crescimento da competição no Brasil, hoje um dos países com maior número de equipes ativas no programa global. Para ele, as transformações dos veículos acompanharam tendências dos setores automotivo e de energia. 

“A mudança técnica mais evidente está na aparência dos carros, que evoluíram de muitos veículos abertos para modelos frequentemente fechados e altamente aerodinâmicos”, observa Norman. 

Mobilidade em constante transformação 

A evolução da Shell Eco-marathon Brasil vai além do desenho dos veículos. A competição também incorporou novas categorias e tecnologias ao longo da década. Em 2022, os carros de Conceito Urbano passaram a fazer parte da competição brasileira, ampliando o desafio com projetos mais próximos de veículos urbanos. No ano seguinte, chegaram à pista os primeiros projetos movidos a hidrogênio.

Neste ano, os estudantes trabalham com três tecnologias: bateria elétrica, motores a combustão interna movidos a gasolina e célula a combustível de hidrogênio. Das 47 equipes inscritas, 30 usam bateria elétrica, 13 competem com combustão interna a gasolina e quatro com hidrogênio. 

Para Norman Koch, a presença expressiva dos veículos elétricos – aproximadamente 70% dos projetos – reflete o interesse, o investimento e a inovação das universidades nessa tecnologia. O hidrogênio, por sua vez, segue como uma das fronteiras técnicas mais desafiadoras da competição. 

“Estou particularmente interessado em acompanhar o desempenho das equipes de hidrogênio. Ainda é uma tecnologia relativamente nova, repleta de desafios que precisam ser ultrapassados. Neste ano, temos quatro equipes, mas espero que, gradualmente, as universidades adotem essa tecnologia tão empolgante quanto desafiadora e avancem continuamente em termos de confiabilidade e eficiência energética”, afirma. 

Sobre a Shell Eco-marathon

A Shell Eco-marathon é uma competição global que reúne estudantes universitários para projetar, construir e operar veículos com alta eficiência energética. Há mais de 40 anos, o programa incentiva soluções energéticas mais limpas, promovendo colaboração e inovação com foco na redução de emissões de carbono.

A competição conta com três categorias de energia: combustão interna (gasolina e etanol), bateria elétrica e hidrogênio, cada uma dividida em duas classes de veículos: protótipo e conceito urbano. Os veículos passam por inspeção técnica e percorrem um circuito buscando o menor consumo de energia possível. Vence a equipe que alcançar a maior distância com a menor quantidade de energia.

A edição de 2026 da Shell Eco-marathon Brasil será realizada de 25 a 27 de agosto, no Armazém 4 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Neste ano, a competição reúne 47 equipes e mais de 500 estudantes do Brasil, Colômbia, México e Peru. Para saber mais sobre a competição, clique aqui.

Edelman | Rio Office

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