Firjan apresenta “Propostas para um Rio de Futuro” e aponta prioridades para a Baixada

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Agenda com 45 medidas, destaca segurança, energia e infraestrutura entre os principais desafios da região –  A Firjan entregou ao candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes a agenda estadual “Propostas Firjan para um Rio de Futuro”, que reúne 45 medidas voltadas à construção de um estado mais competitivo e preparado para os próximos anos. A entrega foi realizada durante encontro da série Discussões sobre o Rio que Queremos, que reuniu cerca de 200 industriais fluminenses. 

Elaborada a partir da escuta de 520 empresários, a publicação integra os diagnósticos econômicos da federação e aponta caminhos para enfrentar desafios estruturais da Baixada Fluminense nas áreas de segurança pública, fornecimento de energia e infraestrutura. 

“O Estado do Rio reúne vocações econômicas e vantagens estratégicas capazes de sustentar uma nova trajetória de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, ainda enfrenta desafios estruturantes que limitam sua competitividade, encarecem investimentos e dificultam a expansão das empresas”, afirmou o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano. 

Além dos desafios regionais, a agenda também destaca a necessidade de fortalecer a competitividade tributária do Rio de Janeiro. A escuta empresarial apontou a complexidade das regras fiscais e a instabilidade na concessão de incentivos como entraves para o setor produtivo. Segundo o estudo Custo Rio, os custos adicionais associados à tributação chegam a R$ 93 bilhões por ano, o equivalente a 6,8% do PIB fluminense.  

Entre as propostas, a Firjan defende uma política tributária capaz de aproximar a competitividade do Rio de Janeiro dos demais estados do Sudeste, com a concessão de incentivos setoriais compatíveis com os praticados por estados vizinhos. A agenda também propõe rever os critérios do Tratamento Tributário Especial para possibilitar novas adesões e ampliar a interiorização de investimentos no estado. 

Segurança para proteger quem produz e circula 

Na Baixada, um dos problemas mais críticos é a segurança nos corredores de circulação de mercadorias. Duque de Caxias concentrou 36% dos roubos de carga registrados no estado em 2025. As áreas da 59ª DP (Centro) e da 60ª DP (Campos Elíseos) lideraram as ocorrências no Rio de Janeiro, com 399 e 287 casos, respectivamente. Em Nova Iguaçu, foram registrados 103 roubos de carga no mesmo período. 

No eixo de Segurança Pública, a agenda propõe combater o roubo de cargas e os mercados ilegais, ampliar a capacidade investigativa e garantir estratégias de reocupação territorial com foco em corredores industriais e eixos logísticos. 

O tema ganhou destaque na fala do próprio candidato durante o encontro: “O tema de roubo de cargas precisa de ações efetivas. De cada dez cargas roubadas no Brasil, quatro são em nosso estado. E mais: 80% das cargas são roubadas em 82 km de rodovias da Baixada. Falta autoridade e política de segurança pública do Estado”, declarou Eduardo Paes. 

Energia confiável para produzir e crescer 

Outro desafio apontado na agenda é a qualidade do fornecimento de energia elétrica. O diagnóstico da Firjan mostra que, para a indústria, mesmo interrupções ou oscilações de curta duração podem paralisar máquinas e exigir o acionamento de geradores, gerando custos adicionais. Em Nova Iguaçu, falhas recorrentes no fornecimento têm mobilizado moradores, empresários e autoridades. 

A agenda propõe um plano de expansão e modernização da infraestrutura elétrica do estado, a ampliação da capacidade de atendimento e a melhoria da qualidade do serviço, além de ações firmes para combater perdas e ligações irregulares. 

Infraestrutura para transformar localização em vantagem 

Entraves estruturais custam R$ 274,8 bilhões por ano à economia do estado — o equivalente a 20,2% do PIB fluminense. Desse total, R$ 40,6 bilhões estão associados a problemas de infraestrutura, incluindo R$ 30,7 bilhões em custos logísticos. 

A Baixada ocupa posição estratégica por ser cortada por rodovias como a BR-040, a BR-116 e o Arco Metropolitano. Para transformar essa localização em vantagem competitiva, a agenda propõe melhorias na integração entre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de uma política integrada de mobilidade metropolitana. 

A Firjan reforça que essas melhorias são essenciais para destravar projetos e conectar a região aos cerca de R$ 41 bilhões em investimentos previstos para o Rio entre 2026 e 2028. 

A publicação completa “Propostas para um Rio de Futuro” está disponível no Observatório Firjan. 

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