Alunos autistas recebem atenção especial em Meriti

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A fonoaudióloga Andrea Panaro Ramos Nóbrega exibe o material utilizado para estimular a comunicação dos alunos autistas Foto: Assimp Meriti/Luiz Alberto
A fonoaudióloga Andrea Panaro Ramos Nóbrega exibe o material utilizado para estimular a comunicação dos alunos autistas
Foto: Assimp Meriti/Luiz Alberto

Ampliar o atendimento aos alunos com autismo é uma das diretrizes da Escola Municipal Professora Mariza Azevedo Catarino. Dentro desta linha de ação, a unidade passou a oferecer o serviço de fonoaudiologia aos estudantes e conta o trabalho de duas profissionais na área: Andrea Panaro Ramos Nóbrega e Valéria Pessôa de Oliveira.
As fonoaudiólogas têm como objetivo fazer com que os alunos consigam realizar a interação com os professores e construir o aprendizado com eficiência em suas diversas formas de expressão, seja ela oral ou não. O autismo tem vários graus diferentes e cada indivíduo se desenvolve de acordo com as suas potencialidades, sempre respeitando suas limitações. Por isso, alguns estudantes conseguem aprender a ler e a escrever e outros não.
As profissionais identificam as possibilidades do aluno e fazem um trabalho específico de acordo com a capacidade de aprendizagem de cada um. “Nós usamos materiais que os estimulam a expressar qualquer tipo de comunicação. Seja para sinalizar uma dor, atender a uma necessidade fisiológica ou simplesmente dizer que estão com fome ou sede”, explica Andrea Panaro.
Por conta de sua experiência na área, Andrea estará à frente do curso “Contribuições para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Sala de Recursos” do Prosa em Meriti – Programa Municipal de Formação Continuada. O curso com uma fonoaudióloga como orientadora de estudos é um pedido da Rede de Ensino e da Divisão de Educação Especial, que vem observando o número crescente de alunos com Transtorno Funcional Específico matriculados na classe regular.
Por meio da formação continuada, os professores, que atuam na Sala de Recursos, estarão capacitados a atender esses alunos fazendo a complementação educacional necessária. Segundo Andrea Panaro, o curso irá contribuir com sugestões práticas para o cotidiano das aulas desses educadores.
Além da fonoaudiologia, em 2016, a Escola Professora Mariza Azevedo Catarino também acrescentou ao seu quadro atividades complementares: atendimento psicológico e fisioterápico. E vem ampliando o serviço de psicopedagogia. A psicopedagoga Ivana de Cássia da Silveira, mãe de filho autista, Bruno Nunes Machado, de 25 anos, e servidora da unidade, ressalta a importância dos acompanhamentos oferecidos no local.
“Quando o meu filho era criança, eu tive que auxiliar na alfabetização dele com as metodologias de estímulo ainda pouco usadas na época. Se o Bruno tivesse o tratamento que os alunos da Escola Mariza recebem atualmente, o desenvolvimento dele teria sido muito mais fácil e melhor para a sua aprendizagem”, acredita Ivana, que se especializou em psicopedagogia por influência do filho.
A psicopedagoga fez duas monografias sobre autismo e se orgulha dos resultados conquistados com Bruno. O rapaz se alfabetizou, formou-se no Ensino Médio, desenvolveu a linguagem e a leitura de forma satisfatória, gosta de música e é aficionado por automóveis. “Ele sabe tudo sobre o assunto. Lê todas as publicações sobre o tema e adora identificar carros na rua”, conta a mãe.
Ivana afirma que a melhor maneira dos pais criarem um filho com deficiência é trabalhar a sua autonomia desde cedo. “Quanto mais nova a criança começar a ser estimulada a realizar suas atividades cotidianas sozinhas, melhor ela irá se desenvolver até a fase adulta e estará apta a conviver e ser incluído na sociedade”, completa a psicopedagoga.

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