Rafael Silva é bronze no judô e dá terceira medalha ao Brasil na modalidade

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da esquerda para direita; prata para Hisayoshi Harasawa, do Japão, ouro para o francês Teddy Riner e o bronze para o brasileiro Rafael Silva e Or Sasson, de Israel Foto: Getty Images/Elsa
da esquerda para direita; prata para Hisayoshi Harasawa, do Japão, ouro para o francês Teddy Riner e o bronze para o brasileiro Rafael Silva e Or Sasson, de Israel
Foto: Getty Images/Elsa

Depois de uma medalha de ouro carioca com Rafaela Silva e um bronze gaúcho com Mayra Aguiar, foi a vez do sul-mato-grossense Rafael Silva aumentar a contagem de medalhas do judô brasileiro no último dia de combates dos Jogos Rio 2016 com mais uma medalha de bronze e a quarta nos Jogos. Baby, como é mais conhecido, levou a bandeira nacional ao pódio na categoria acima de 100kg, repetindo o resultado que obteve em Londres 2012.
Baby, de 29 anos, conquistou sua segunda medalha Olímpica ao superar o uzbeque Abdullo Tangriev na disputa pelo bronze. O brasileiro dominou a luta e comemorou o resultado com a torcida, que fez contagem regressiva pela medalha nos segundos finais do combate.

Rafael Silva encaixa pegada contra Abdullo Tangriev, na disputa pelo bronze Foto: Reuters
Rafael Silva encaixa pegada contra Abdullo Tangriev, na disputa pelo bronze
Foto: Reuters

“Estou muito feliz. É muito bom ganhar uma medalha em casa. A torcida me apoiou bastante e ouvi tudo que eles gritaram me incentivando. Também preciso agradecer à minha equipe, que acreditou no nosso trabalho”, disse o brasileiro, relembrando as dificuldades enfrentadas no ciclo Olímpico. “Depois de uma lesão grave que tive em 2015 (tendão do músculo peitoral, problema que o tirou dos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015), precisei ter muita fé. Deus me ajudou bastante a me recuperar. Essa medalha veio para coroar este trabalho.”
Baby disse que difícil comparar sua conquista no Rio 2016 com o bronze conquistado em Londres 2012.”Lutei contra adversários diferentes, vim de uma recuperação (de contusão), então tem um gostinho a mais, e também por estar em casa, por causa da torcida. Era uma gritaria que me emocionava muito.”
O brasileiro venceu suas duas primeiras lutas, contra o hondurenho Ramon Pileta e o russo Renat Saidov, mas caiu diante do francês Teddy Riner nas quartas. Desde 2010, o francês, maior ídolo do judô da atualidade, não perde um combate. E o judoca, que em seu país tem muita popularidade por sua simpatia,  manteve a regra no Rio 2016 ao conquistar a medalha de ouro.   “Era difícil. Fui para tentar jogar (derrubar) ele. Sabia que no shidô ia ser difícil. É um adversário duro. Mas atrapalhei aí, dei uma canseira nele.É um privilégio fazer parte da geração desse cara.”
Rafael voltou à disputa pela medalha ao passar Roy Meyer, dos Países Baixos, na repescagem. Depois veio o combate contra Tangriev. “Estou feliz de desenvolver meu judô, de conseguir me colocar no tatame em uma competição importante como essa, de estar trabalhando, evoluindo, feliz de ter lutado bem.”

 

Fonte: rio2016.com

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