Operações da PRF registram aumento de prisões e apreensões de maconha e ecstasy

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PRF também registrou aumento considerável nas apreensões de drogas como maconha e ecstasy
Fotos: Divulgação / PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) aumentou em 323% o número de prisões este ano no Rio, de janeiro a outubro, comparado com o mesmo período do ano passado. As apreensões de drogas, como maconha (22%) e ecstasy, além de dinheiro em grandes quantias sem comprovação de origem, inclusive moeda estrangeira (Euro), também aumentaram consideravelmente.
Este ano foi contabilizado 3.255 mil presos, contra 769 em 2015. O aumento no número de prisões se deu, em grande parte, no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quando houve um acréscimo no efetivo de policiais rodoviários federais atuando no Rio. O número de presos envolve crimes diversos, como tráfico de drogas, foragidos da justiça, contrabando, crimes ambientais, roubo de cargas, assaltos a ônibus, uso de documento falso e crimes de trânsito.
Já apreensão de maconha, que registrou 11 toneladas apreendidas, em 2015 foram 9,1 toneladas recuperadas pela polícia. Já de ecstasy, o número impressiona ainda mais. (1.816 unidades em 2016 e 22 unidades em 2015).
Nos dez primeiros meses deste ano, agentes da PRF apreenderam no Rio, R$ 1,2 milhão + € 20 mil (euros). No ano passado, foram R$ 651 mil.
Nem ex-policiais militares e milicianos escaparam das ‘garras’ dos agentes da PRF. No dia 25 de outubro, um ex-PM foi preso por transportar máquinas de caça-níquel, em uma abordagem na Rodovia Washington Luiz (BR-040), em Duque de Caxias. Os policiais rodoviários federais do Grupo de Patrulhamento Tático faziam uma ronda na BR-040, quando suspeitaram de um indivíduo em um Prisma Joy prata e decidiram abordá-lo. Durante a fiscalização no interior do veículo, foram encontradas três máquinas de caça-níquel e de posse do condutor havia a quantia de R$3.723.70.
Um mês antes, um homem foi preso pela Polícia Rodoviária Federal por porte ilegal de arma, em uma abordagem na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Nova Iguaçu. Ele é suspeito de chefiar um grupo miliciano que atua na região. Policiais rodoviários federais do Grupo Tático da 1ª Delegacia (Duque de Caxias) faziam uma ronda na pista sentido Rio, quando suspeitaram de dois indivíduos numa Pajero preta e decidiram abordá-los. Durante a abordagem, a equipe verificou que a documentação do automóvel estava atrasada, o que aumentou a desconfiança. Em uma revista, os policiais encontraram um revólver calibre 38, com a numeração raspada, e seis munições. Além disso, havia a quantia de R$ 10 mil em espécie.
O motorista apresentou-se como candidato a vereador no município. Ele estava acompanhado do pai, que possuía um mandado de prisão em aberto. Entretanto, após algumas consultas, a equipe verificou que o mandado já havia sido cumprido. O suspeito já havia sido preso anteriormente pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e comercialização ilegal de TV a cabo, mas acabou sendo preso novamente.

 

por Diego Valdevino
diego.valdevino@jornalhoje.inf.br

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