Universitária meritiense participa de livro lançado em Cuiabá

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Danúbiah Mendes é coautora do capítulo Território, violência e adoecimento: reflexões para a saúde mental e a atenção básica
Danúbiah Mendes é coautora do capítulo Território, violência e adoecimento: reflexões para a saúde mental e a atenção básica

Uma moradora de São João de Meriti é a coautora do livro ‘Saúde Mental na Atenção Básica: política e cotidiano’, lançado em outubro, em Cuiabá, Mato Grosso. A obra de Mônica Nunes e Fátima Luna Pinheiro contou com a participação da meritiense Danúbiah Mendes, de 28 anos, que contribuiu com o capítulo ‘Território, violência e adoecimento: reflexões para a saúde mental e a atenção básica’.
O livro tem o objetivo de refletir criticamente sobre o projeto de desenvolvimento de ações de saúde mental na atenção básica, avaliando a direção e o alcance das mudanças, o que se quer e como se entende esse projeto político.
Danúbiah é aluna do 7º período do curso de Psicologia do Centro Universitário Uniabeu. Ela destaca que a redação do capítulo de número seis do livro, é um trabalho realizado pelo grupo de pesquisa da FIOCRUZ que ela integra. Segundo ela, a ideia foi sistematizar reflexões sobre saúde mental e atenção básica a partir da discussão dos resultados da pesquisa “Desinstitucionalização e abordagens psicossociais no território”.
“Nossa intenção é provocar a reflexão. Queremos que o encontro entre as propostas da territorialização em saúde e os processos de (des)institucionalização em saúde mental seja tema de questionamento”, conta Danúbiah. De acordo com a aluna pesquisadora, o capítulo aponta, no território, as práticas e as interações sociais e desvelam-se as formas singulares, e suas confluências de aspectos sociais da saúde, das condições de existência das pessoas, da organização espacial da vida e das possibilidades de intervenções terapêuticas.
Danúbiah explica que o capítulo sinaliza ao cuidado da saúde mental e da atenção primária. No entendimento dos autores, não medicalizar ou psicologizar fenômenos sociais que seriam mais bem explicados a partir de outros fatores condicionantes, o que não significaria eximir-se da corresponsabilização pelos numerosos casos de sofrimento psíquico produzido em decorrência dos fenômenos, como a violência urbana.
“Situamos a categoria território no centro da discussão das práticas de atenção básica e do cuidado em saúde mental, para buscar em seus múltiplos significados aqueles que se relacionam e dão sentido aos processos de construção de subjetividades e identidades, de vínculos, de acolhimento e de troca”, finaliza a universitária.

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