
O juiz titular da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Alexandre Guimarães Gavião Pinto, decidiu submeter Sailson José das Graças, que confessou ter matado 43 pessoas na Baixada Fluminense, a julgamento pelo Tribunal do Júri. O réu foi pronunciado em dois processos pelos homicídios de Fernanda da Silva Hazelman, de seu filho, o bebê Pedro Hazelman dos Santos, e de Paulo Vasconcellos. Neste último crime, Sailson teria sido ajudado por sua companheira, Cleusa Balbina de Paula, que também foi pronunciada para ir a júri.
No processo que responde pelas mortes de Fernanda e do bebê Pedro, ocorridas em fevereiro de 2010, Sailson confessou que seguiu a vítima, entrou em sua residência, no bairro de Santa Rita, em Nova Iguaçu, e a matou por asfixia. Como o bebê começou a chorar, ele decidiu matá-lo aplicando 14 facadas.
Já no processo em que foi denunciado junto com Cleusa pelo assassinato de Paulo Vasconcellos, morto em novembro de 2011, no bairro do Amaral, também em Nova Iguaçu, os dois são acusados de terem praticado o crime por causa de uma dívida de R$ 40,00 que a vítima teria com a Cleusa.
Ainda não há data definida para realização do julgamento dos acusados, que estão presos e podem recorrer da decisão.
Serial killer promete voltar a matar
Sailson foi preso em dezembro do ano passado por agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense. Na época, o serial killer disse à polícia que sentia prazer no momento em que tirava a vida das suas vítimas e que os sucessivos assassinatos se tornaram um vício. “A primeira mulher que eu matei foi estrangulada com as mãos. Sentia prazer, gostei! Tinha um desejo muito forte. Já matei umas 38 mulheres, tinha vício”, afirmara o homem, demonstrando muita frieza e nenhum arrependimento. “Saindo da cadeia, voltaria a matar novamente outras 38 mulheres”, garantiu.
















