Avaliação do Citroën Basalt Dark Edition 1.0 Turbo 200 CVT 2026

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Por Marcus Lauria (texto e fotos)

O Citroën Basalt chegou ao mercado brasileiro em outubro de 2024 com a missão de ampliar a presença da marca no segmento dos SUVs compactos e, ao mesmo tempo, oferecer uma proposta diferente dos utilitários esportivos convencionais. Produzido no Polo Automotivo Stellantis de Porto Real (RJ), o modelo foi desenvolvido com foco na América do Sul e tornou-se o primeiro SUV Coupé da Citroën fabricado na região. O projeto combina a altura em relação ao solo e a posição de dirigir elevada de um SUV com uma carroceria de linhas inclinadas na traseira, solução até então encontrada em modelos de categorias superiores. Desde sua chegada, o Basalt rapidamente passou a representar a maior parte das vendas da Citroën no Brasil, consolidando-se como o principal produto da fabricante francesa no país. Para a linha 2026, o modelo recebeu pequenas atualizações de acabamento, novos equipamentos de conectividade e a inédita versão Dark Edition, desenvolvida exclusivamente para o mercado brasileiro e posicionada como a configuração mais completa da gama.

CONFIRA NOSSO VÍDEO: https://youtu.be/_gWIMQ-80iQ?si=ua7ExJbxwlhXwlma

Durante o período de avaliação, a versão testada foi justamente a nova Citroën Basalt Dark Edition Turbo 200 CVT, lançada com preço sugerido de R$ 114.990. Ela ocupa o topo da linha e adiciona uma série de elementos exclusivos de acabamento sem alterar a parte mecânica em relação à versão Shine Turbo 200. A proposta é oferecer um visual mais esportivo e sofisticado por meio de detalhes escurecidos na carroceria e no interior, além de alguns itens exclusivos que reforçam a identidade da edição especial. A linha Basalt continua sendo composta pelas versões Feel equipada com motor 1.0 Firefly aspirado e câmbio manual, Feel Turbo 200 CVT, Shine Turbo 200 CVT e, agora, a Dark Edition Turbo 200 CVT. Dessa forma, o consumidor pode optar por configurações voltadas ao custo-benefício ou versões mais completas, mantendo sempre uma faixa de preço competitiva dentro do segmento.

Visualmente, o Basalt continua chamando atenção pela proposta de SUV Coupé, que o diferencia da maioria dos concorrentes diretos. A dianteira mantém a identidade mais recente da Citroën, com a nova interpretação do duplo chevron integrado à grade frontal e aos filetes horizontais que unem os faróis. A iluminação diurna em LED permanece posicionada na parte superior do conjunto óptico, enquanto os faróis principais ficam mais abaixo, solução já conhecida em outros modelos da marca. A carroceria apresenta linhas relativamente limpas, com vincos discretos e para-lamas levemente destacados, criando uma aparência equilibrada sem recorrer a muitos elementos decorativos.

Na Dark Edition, esse conjunto ganha personalidade própria graças ao acabamento predominantemente escurecido. O novo duplo chevron recebe pintura em preto brilhante, assim como os logotipos da marca, as rodas de liga leve de 16 polegadas, os skid plates dianteiro e traseiro e diversos detalhes externos. Outro elemento exclusivo está presente nas pequenas aplicações vermelhas em tom Andre Red na grade dianteira, na coluna C e também no aerofólio traseiro. A escolha da cor faz referência a André Citroën, fundador da fabricante francesa, e cria um contraste discreto sem comprometer a proposta mais sóbria da edição especial.

O perfil lateral evidencia uma das principais características do projeto. A linha de teto começa a cair de forma gradual após a coluna B e termina em uma traseira curta, formando o desenho típico dos SUVs Coupé. Apesar dessa solução normalmente comprometer o espaço interno, o Basalt conseguiu preservar um bom aproveitamento da cabine graças ao entre-eixos de 2,64 metros. As caixas de roda possuem molduras em plástico preto, enquanto as barras longitudinais no teto e a altura livre do solo reforçam o aspecto de utilitário esportivo. As rodas pretas exclusivas da Dark Edition complementam o conjunto e deixam a aparência mais uniforme em comparação às demais versões.

Na traseira, o destaque continua sendo a inclinação acentuada da tampa do porta-malas, característica que define a proposta estética do modelo. As lanternas possuem formato horizontal e utilizam elementos internos tridimensionais, enquanto o para-choque incorpora acabamento escurecido e o skid plate exclusivo da versão. O aerofólio integrado ao teto ajuda a equilibrar visualmente o desenho da parte traseira e recebe os detalhes vermelhos exclusivos da Dark Edition. O resultado final não transforma completamente o estilo do Basalt, mas acrescenta diferenciais suficientes para identificar a nova versão sem exageros.

A Citroën também ampliou as opções de personalização da linha 2026. A Dark Edition pode ser adquirida nas cores Preto Perla Nera, Cinza Grafito com teto preto e na inédita Cinza Sting Gray com teto preto, tonalidade criada especificamente para destacar os contrastes dos elementos escurecidos da carroceria. No lançamento da versão, o preço de R$ 114.990 refere-se à pintura Preto Perla Nera, enquanto as demais tonalidades podem variar conforme a política comercial da fabricante e da concessionária no momento da compra.

Ao observar o Basalt de perto, fica evidente que a Citroën priorizou uma combinação entre identidade visual própria e soluções voltadas ao custo de produção. Alguns componentes externos são compartilhados com outros modelos da família C-Cubed, como C3 e Aircross, estratégia comum dentro da Stellantis para reduzir custos industriais. Ainda assim, o conjunto apresenta proporções equilibradas e consegue transmitir personalidade própria, principalmente pela silhueta cupê, que permanece sendo um dos principais diferenciais do modelo frente aos SUVs compactos tradicionais disponíveis no mercado brasileiro.

Ao entrar no Basalt Dark Edition, a primeira impressão é de um ambiente mais sóbrio em relação às demais versões da linha. A Citroën concentrou as mudanças principalmente nos acabamentos internos, mantendo o desenho do painel já conhecido, mas adotando materiais e detalhes exclusivos que deixam a cabine mais uniforme. Predomina a cor preta em praticamente todos os revestimentos, enquanto as costuras vermelhas aparecem em pontos específicos para criar um contraste discreto. Não há alterações estruturais na arquitetura do interior, mas os novos elementos conseguem diferenciar a Dark Edition sem modificar a proposta original do veículo.

O painel mantém um desenho horizontal, privilegiando a sensação de largura da cabine. A parte superior recebe acabamento com textura macia ao toque em algumas áreas, enquanto as demais superfícies utilizam plásticos rígidos de boa montagem. A qualidade dos encaixes evoluiu em relação aos primeiros modelos da família C-Cubed e não foram observados ruídos internos durante o período de avaliação, mesmo em pisos irregulares. Ainda assim, percebe-se que alguns materiais continuam priorizando durabilidade e redução de custos, característica comum entre os SUVs compactos desta faixa de preço.

Os bancos também receberam atenção especial nesta versão. O revestimento premium em tecido na cor preta apresenta costuras aparentes em vermelho e oferece aspecto mais elaborado que nas demais configurações. O banco do motorista possui regulagem de altura e apoio de braço, permitindo encontrar uma posição de condução confortável com relativa facilidade. O volante, revestido em material premium, também traz costuras vermelhas e possui boa empunhadura, além de regulagem de altura. A ausência de ajuste de profundidade continua sendo um dos poucos pontos que podem limitar a ergonomia para alguns motoristas de maior estatura.

Os bancos dianteiros oferecem espuma de densidade intermediária, proporcionando bom equilíbrio entre conforto e sustentação lateral. Não possuem desenho esportivo, mas conseguem manter o corpo relativamente estável durante curvas sem comprometer o conforto em viagens mais longas. O espaço para motorista e passageiro é satisfatório, favorecido pela posição elevada de dirigir, característica valorizada por quem procura um SUV.

Na segunda fileira, o Basalt aproveita bem os 2,64 metros de entre-eixos. O espaço para as pernas é um dos destaques do modelo e acomoda dois adultos com bastante conforto, enquanto um terceiro ocupante consegue viajar sem grandes dificuldades em trajetos curtos ou médios. A queda do teto, que poderia comprometer a altura para a cabeça por se tratar de um SUV Coupé, foi bem trabalhada pelos engenheiros da Citroën. Mesmo passageiros próximos de 1,80 metro encontram espaço suficiente, resultado da forma como a linha do teto foi projetada.

Outro ponto positivo é o assoalho praticamente plano na região central, facilitando a acomodação do ocupante do meio. Os três apoios de cabeça possuem regulagem de altura e há fixações ISOFIX e Top Tether para cadeiras infantis. Para a linha 2026, a Citroën também adicionou duas entradas USB-C de carregamento rápido para os passageiros traseiros, complemento importante para um segmento onde a conectividade passou a ser um item bastante valorizado.

O porta-malas continua sendo um dos maiores argumentos do Basalt frente aos concorrentes. São 490 litros de capacidade pelo padrão VDA, volume superior ao encontrado em diversos SUVs compactos e até mesmo em alguns utilitários de categoria superior. A tampa possui ampla abertura, facilitando o carregamento de malas e objetos maiores. Durante o uso cotidiano, esse espaço faz diferença para famílias ou para quem costuma viajar com frequência, permitindo transportar bagagens sem necessidade de rebater os bancos traseiros. Quando necessário, os encostos podem ser rebatidos para ampliar ainda mais a área destinada à carga.

Em relação à tecnologia embarcada, a linha 2026 recebeu pequenas atualizações. A central multimídia Citroën Connect permanece com tela de 10,25 polegadas, mas passa a contar com moldura em preto brilhante mais estreita, proporcionando aparência mais integrada ao painel. O sistema continua oferecendo espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, funcionamento intuitivo e boa velocidade de resposta aos comandos. Durante os testes, o pareamento com smartphones ocorreu rapidamente e a estabilidade da conexão permaneceu satisfatória.

O painel de instrumentos utiliza uma tela digital TFT de sete polegadas. As informações são apresentadas de forma clara, incluindo velocímetro, computador de bordo, consumo, autonomia e demais dados do veículo. Embora não tenha o mesmo nível de personalização encontrado em modelos de categorias superiores, o conjunto atende bem à proposta do Basalt e facilita a leitura durante a condução.

A lista de equipamentos da Dark Edition é bastante completa para sua faixa de preço. Entre os principais itens estão o ar-condicionado automático e digital, direção elétrica, controlador e limitador de velocidade, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, monitoramento da pressão dos pneus, assistente de partida em rampas, retrovisores elétricos, vidros elétricos nas quatro portas com função one touch e antiesmagamento, volante multifuncional revestido, painel com acabamento soft touch, seis alto-falantes, iluminação do porta-luvas e do porta-malas, além de bancos com revestimento premium.

A versão também incorpora diversos detalhes exclusivos, como as soleiras personalizadas Dark Edition, pedaleiras esportivas, tapetes específicos, acabamento escurecido para o porta-objetos do painel, logotipos exclusivos e rodas de liga leve de 16 polegadas pintadas em preto. São itens que não alteram a funcionalidade do veículo, mas contribuem para reforçar a identidade visual da edição especial.

No campo da segurança, o Basalt mantém um pacote compatível com sua proposta. Estão presentes quatro airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sistema ISOFIX para cadeiras infantis, câmera de ré, sensores traseiros de estacionamento e monitoramento da pressão dos pneus. Entretanto, alguns recursos de assistência à condução disponíveis em concorrentes mais recentes, como frenagem autônoma de emergência, alerta de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo, continuam indisponíveis no modelo. Essa ausência não compromete o uso diário, mas representa um dos aspectos em que o Basalt ainda pode evoluir frente aos rivais mais modernos.

Outro ponto importante é que a Dark Edition não oferece pacotes opcionais. Todo o conteúdo disponível já vem incluído de fábrica, restando ao consumidor apenas a escolha da cor da carroceria. Essa estratégia simplifica a configuração do veículo e evita a necessidade de adquirir equipamentos adicionais, algo que muitos compradores valorizam pela transparência na composição do preço final.

Posicionado entre os SUVs compactos de entrada e os utilitários esportivos mais equipados, o Citroën Basalt disputa um segmento bastante competitivo no mercado brasileiro. Apesar da proposta de SUV Coupé ser um diferencial visual, seus principais concorrentes são modelos tradicionais da categoria que oferecem níveis semelhantes de espaço, motorização e faixa de preço. Entre eles estão o Fiat Fastback Turbo 200 CVT, comercializado a partir de aproximadamente R$ 119.990, o Volkswagen Nivus Comfortline 200 TSI, com preços em torno de R$ 146.000, o Renault Kardian Première Edition, próximo de R$ 145.990, o Fiat Pulse Impetus Turbo 200 Hybrid, acima de R$ 146.000, além do Nissan Kicks Sense e do Chevrolet Tracker LT Turbo, ambos posicionados na faixa entre R$ 120 mil e R$ 155 mil, dependendo da versão. Mesmo sem oferecer o pacote mais completo de assistências à condução entre esses rivais, o Basalt procura compensar essa diferença por meio do espaço interno, do amplo porta-malas e, principalmente, pelo preço significativamente inferior em comparação com diversas versões equivalentes da concorrência.

Desde seu lançamento, o desempenho comercial do Basalt pode ser considerado positivo para a Citroën. O modelo rapidamente passou a representar mais da metade das vendas da marca no Brasil, tornando-se seu principal produto. Durante os primeiros meses de comercialização, manteve presença constante entre os SUVs compactos mais vendidos e contribuiu para ampliar a participação da fabricante francesa no mercado nacional. Em 2024, mesmo tendo sido lançado apenas no último trimestre, acumulou pouco mais de 6 mil unidades emplacadas. Já em 2025, até o fechamento de agosto, o Basalt somava aproximadamente 12,6 mil unidades comercializadas, mantendo ritmo superior ao registrado no início de sua trajetória e consolidando-se como o veículo mais vendido da Citroën no país. Somando os resultados desde a chegada às concessionárias, o SUV Coupé já ultrapassava a marca de 18 mil unidades vendidas, número importante para um projeto desenvolvido especificamente para mercados emergentes e que ainda busca ampliar sua presença entre os líderes do segmento.

Na parte mecânica, a Dark Edition utiliza o conhecido conjunto Turbo 200 da Stellantis. Trata-se do motor 1.0 turboflex de três cilindros, equipado com injeção direta de combustível e comando variável de válvulas na admissão por meio da tecnologia Multiair III. Com etanol, são entregues até 130 cv de potência, enquanto com gasolina a potência chega a 125 cv. O torque permanece em 200 Nm independentemente do combustível utilizado, característica que favorece respostas consistentes em diferentes condições de uso. O funcionamento do propulsor é conhecido por privilegiar o torque em baixas rotações, reduzindo a necessidade de acelerações intensas durante retomadas ou ultrapassagens.

O sistema Multiair III continua sendo um dos diferenciais técnicos desse conjunto mecânico. Em vez de utilizar apenas comandos convencionais para controlar a abertura das válvulas de admissão, o sistema realiza esse gerenciamento de forma eletro-hidráulica, variando continuamente o tempo e o levantamento das válvulas conforme a carga do motor e a solicitação do acelerador. Na prática, isso resulta em respostas mais rápidas ao acelerador, melhor aproveitamento do torque em baixas rotações e redução no consumo de combustível, além de contribuir para menores emissões de poluentes.

A transmissão é uma automática do tipo CVT, que simula sete marchas quando selecionado o modo manual. O conjunto ainda oferece o modo Sport, que altera o gerenciamento eletrônico do acelerador e da transmissão para manter rotações mais elevadas durante as acelerações. Embora um câmbio CVT normalmente priorize conforto e eficiência, a calibração adotada pela Stellantis consegue reduzir parcialmente o conhecido efeito de “emborrachamento” típico desse tipo de transmissão, especialmente durante acelerações intermediárias.

A suspensão utiliza arquitetura McPherson independente na dianteira e eixo de torção na traseira, configuração amplamente empregada entre os SUVs compactos. O conjunto recebeu calibração voltada para o conforto, característica tradicional dos modelos da Citroën. Na dianteira, os amortecedores absorvem bem irregularidades de pequeno e médio porte, enquanto a traseira demonstra boa capacidade para lidar com pisos urbanos deteriorados sem transmitir impactos excessivos aos ocupantes. O acerto não busca comportamento esportivo, mas entrega equilíbrio compatível com a proposta familiar do veículo.

A direção elétrica apresenta assistência relativamente leve em baixas velocidades, facilitando manobras e estacionamento. Conforme a velocidade aumenta, o sistema reduz gradualmente essa assistência, transmitindo maior sensação de estabilidade em rodovias. Ainda assim, o retorno de informações ao volante permanece limitado, característica comum em sistemas de assistência elétrica voltados ao conforto.

Segundo os dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV/Inmetro), o Basalt Turbo 200 registra consumo próximo de 8,3 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol. Quando abastecido com gasolina, os números ficam em torno de 11,9 km/l em ciclo urbano e 13,7 km/l em rodovias. São resultados competitivos dentro da categoria, favorecidos pelo baixo peso do veículo e pela eficiência do conjunto formado pelo motor de três cilindros e pela transmissão CVT.

Na prática, o desempenho confirma os números divulgados pela fabricante. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em aproximadamente 9,6 segundos com etanol, desempenho suficiente para o uso cotidiano e também para viagens. O torque disponível em baixas rotações facilita bastante as retomadas de velocidade e reduz a necessidade de reduzir marchas manualmente em ultrapassagens. Em situações de trânsito urbano, o motor trabalha frequentemente abaixo das 2.000 rpm, contribuindo para níveis reduzidos de ruído e menor consumo de combustível.

Durante a condução na cidade, o Basalt mostra um comportamento bastante adequado ao ambiente urbano. A suspensão absorve bem valetas, lombadas e remendos do asfalto, transmitindo conforto sem apresentar movimentos excessivos da carroceria. A posição elevada de dirigir proporciona boa visibilidade à frente, enquanto o diâmetro de giro relativamente reduzido facilita manobras em vagas apertadas. A resposta inicial do acelerador é progressiva e permite condução suave em congestionamentos, sem arrancadas bruscas. Em contrapartida, quando o motorista exige acelerações mais intensas, o câmbio CVT mantém o motor em rotações elevadas por alguns segundos, comportamento típico desse tipo de transmissão e que pode gerar maior percepção sonora dentro da cabine.

Na estrada, o Basalt mantém um comportamento previsível e coerente com sua proposta. O motor Turbo 200 trabalha em rotações baixas durante velocidades de cruzeiro, favorecendo o consumo e reduzindo o nível de ruído. As retomadas são satisfatórias para um SUV equipado com motor 1.0 turbo, principalmente graças aos 200 Nm de torque disponíveis desde baixas rotações. O modo Sport deixa as respostas do acelerador mais rápidas e mantém o motor em rotações mais elevadas, melhorando o desempenho em ultrapassagens, embora aumente o consumo de combustível.

A suspensão privilegia o conforto sem comprometer a estabilidade em velocidades de rodovia. A carroceria apresenta inclinação moderada em curvas, comportamento esperado para um SUV dessa categoria, enquanto a direção elétrica transmite segurança suficiente nas mudanças de trajetória. O isolamento acústico poderia ser melhor em pisos mais ásperos, principalmente devido ao ruído de rodagem dos pneus, mas isso não chega a comprometer o conforto durante viagens. Os freios apresentam bom desempenho, com respostas progressivas e atuação eficiente mesmo em frenagens mais fortes.

Entre os principais pontos positivos do Basalt Dark Edition estão o amplo espaço interno, o porta-malas de 490 litros, o bom desempenho do conjunto Turbo 200, o consumo competitivo, o conforto da suspensão e a relação custo-benefício, especialmente considerando seu preço inferior ao de boa parte dos concorrentes diretos. O visual exclusivo da Dark Edition também acrescenta identidade ao modelo sem alterar sua proposta original.

Por outro lado, o SUV ainda deixa espaço para evolução em alguns aspectos. A ausência de recursos mais avançados de assistência à condução, como frenagem autônoma de emergência, piloto automático adaptativo e assistente de permanência em faixa, faz diferença frente a alguns rivais mais recentes. Além disso, alguns materiais internos continuam simples para uma versão topo de linha e o câmbio CVT mantém o comportamento característico desse tipo de transmissão em acelerações mais intensas.

No balanço geral, o Citroën Basalt Dark Edition amplia os atrativos de um modelo que já vinha apresentando bom desempenho comercial desde seu lançamento. A edição especial entrega um visual diferenciado, acabamento interno mais elaborado e mantém o conjunto mecânico já conhecido, que oferece bom equilíbrio entre desempenho, conforto e eficiência. Não é o SUV mais tecnológico da categoria, mas entrega exatamente aquilo que se propõe: espaço, praticidade, bom porta-malas, desempenho suficiente para o uso diário e preço competitivo.

Desde o lançamento, o Basalt já acumula mais de 18 mil unidades vendidas no Brasil. Após registrar cerca de 6 mil emplacamentos em 2024, o modelo superou 12,6 mil unidades comercializadas nos oito primeiros meses de 2025, consolidando-se como o veículo mais vendido da Citroën no país e um dos principais responsáveis pelo crescimento da marca no segmento de SUVs compactos.

*FICHA TÉCNICA:

Motor: 1.0 Turbo Flex (Turbo 200) de 3 cilindros

Potência: 125 cv (Gasolina) / 130 cv (Etanol) a 5.750 rpm

Torque: 20,4 kgfm a 1.750 rpm (ambos os combustíveis)

Transmissão: Automática CVT (simula 7 marchas), tração dianteira

Aceleração 0 a 100 km/h: ~10 segundos

Direção: ElétricaSuspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambor na traseira

Dimensões e Capacidades

Comprimento: 4,02 mLargura: 1,76 mAltura: 1,57 m

Distância entre-eixos: 2,64 m

Porta-malas: 490 litrosTanque de combustível: 47 litros

Peso em ordem de marcha: 1.191 kg

ConsumoCidade: 8,4 km/l (Etanol) | 11,8 km/l (Gasolina)

Estrada: 9,6 km/l (Etanol) | 13,8 km/l (Gasolina)

*Dados do fabricante

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