Estudo da Deloitte: preocupações com recarga de elétricos
A consultoria de atuação global apresentou seu Estudo do Consumidor de Automóveis, encerrado no final do ano passado e agora divulgado. Relatório é longo, entrevistou 28.000 consumidores em 27 países e cobre vários aspectos em relação às premissas de quem vai adquirir um automóvel, abrangendo suas expectativas e preocupações. A pesquisa incluiu o Brasil e novas variáveis na hora de comprar ou trocar de carro.
Deloitte apontou a infraestrutura limitada de recarga como um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no País. Há preocupação em relação à sua disponibilidade. Indicou que 93% dos consumidores brasileiros – e 86% da média global – esperam recarregar os elétricos em residências ou locais de trabalho que ofereçam essa possibilidade. Esse fato evidencia a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender à demanda atual e futura.
Entretanto, também revelou um descompasso entre a intenção de recarregar os elétricos apenas em casa ou em condomínios residenciais. Além da preparação para isso e a depender de aprovação de outros moradores, persiste a falta de certeza de que será fácil encontrar sempre carregadores públicos suficientes e rápidos fora dos locais de trabalho. Isso abrange centros de compras e de lazer (shoppings).
Entre os brasileiros que desejam realizar a recarga residencial, 67% não possuem carregadores, percentual que é ainda maior no Japão, (75%), e menor na média global, (48%). Na China, pontos de recarga domiciliares estão bem difundidos: 88% dos entrevistados utilizam carregadores em casa. Porém, 42% deles demonstraram interesse por utilizá-los também no trabalho e em estações públicas, ou seja, mais opções.
Embora a enquete não tenha aberto outras possibilidades, a recarga em estradas é outro ponto importante. Em países de dimensões continentais, a exemplo do Brasil, trata-se de uma limitação existente e desafiadora nos próximos anos.
Mulheres mais bem protegidas em pesquisas de colisões
Há décadas os estudos para veículos mais seguros vêm sendo desenvolvidos e avaliados, em grande parte, com base em bonecos que representam na sua maioria um ocupante masculino médio. No entanto, as pessoas têm formas e tamanhos diferentes. Assim, sistemas e seus testes precisam visar a proteção de todos.
Agora está em execução, desde janeiro último, um novo projeto chamado Viva Plus com objetivo de aperfeiçoar as pesquisas sobre segurança automobilística e possibilitar testes virtuais neutros em termos de gênero. Para isso será criada uma biblioteca aberta de Modelos do Corpo Humano qualificados e certificados, o que tornará possível avaliar facilmente o desempenho da segurança nos veículos a partir de representações tanto masculinas quanto femininas.
Ao aprimorar a previsão de lesões em uma parcela mais ampla da população, os resultados poderão apoiar novos requisitos da segurança automobilística, decisões de projeto e medidas bem fundamentadas, que contribuirão, em última instância, para uma melhor proteção de todos os usuários dos veículos e das vias.
O projeto liderado pela Universidade de Tecnologia de Chalmers é financiado por um programa específico da Administração de Transportes da Suécia (equivalente ao Ministérios dos Transportes, no Brasil). A conclusão dos estudos está prevista para setembro de 2027.
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Coluna Fernando Calmon aborda temas de variado interesse na área automobilística: comportamento, mercado, avaliações de veículos, segredos, técnica, segurança, legislação, tecnologia e economia. A coluna semanal é reproduzida em mais de 80 sites, portais, jornais e revistas brasileiros. Começou em 1º de maio de 1999.
















