
Uma audiência pública para discutir o projeto do Escola Sem Partido reúne cerca de 200 pessoas na Câmara dos Vereadores de São João de Meriti, nesta sexta-feira. Se o projeto for aprovado, o município pode ser o primeiro do estado a implementar a lei.
Muitos manifestantes contrários ao projeto não conseguiram entrar na Casa. Isso gerou um princípio de tumulto. Policiais militares e guardas municipais fazem a segurança do espaço. Uma pessoa foi detida. Ainda não há identificação.
“Solicitamos a presença do Fernando Penna (professor da UFF e integrante do movimento Professores Contra Escola Sem Partido) e enviamos requerimento para saber quem iria compor a mesa. Não tivemos resposta. Os defensores do projeto chegaram mais cedo. A gente só conseguiu entrar depois de muita briga”, relatou o professor da rede estadual Vinícius Baião.
Outra insatisfação foi em relação à composição da mesa diretora. Dos sete presentes, apenas um é contrário ao projeto, o professor das redes estadual e municipal, Valter Matos.
O autor do projeto Escola Sem Partido e líder do movimento, Miguel Nagib, disse que partidos de esquerda são contrários ao projeto porque querem usar o sistema educacional no país:
“A doutrinação político-partidária nas escolas vem ocorrendo desde a década de 80 do século passado. O PT (Partidos dos Trabalhadores) e os partidos de esquerda são contrários porque o Escola Sem Partido vai tirar a galinha dos ovos de ouro, o sistema educacional, que usam para formar militantes.
Também compõem a mesa o sociólogo Tiago Cortez, o vereador e autor da lei municipal, Rony Ferraz (PHS); o presidente da Câmara, Didê (DEM); o deputado estadual Marcos Muller (PHS); o vereador e coautor da lei municipal, Leo Vieira (PTB).
Marta Moraes, coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de São João de Meriti (Sepe-Meriti), disse que o projeto trabalha com o senso comum:
“Defendemos a escola com liberdade, plural e que desenvolva no aluno a consciência crítica. Quando falam à população que defendem o Escola Sem Partido, trabalham com o senso comum. Esse projeto fere a constituição.
Apesar de a maioria das pessoas dentro do plenário serem favoráveis ao projeto Escol Sem Partido, o presidente da Casa, Didê, negou que tenha havido predileção:
“O critério para entrar foi a ordem. Aqui ninguém escolheu a dedo. Há pessoas que chegaram às 2h.
O prefeito Dr. João Ferreira (PR) informou que encaminhou o projeto de lei do Escola Sem Partido à Procuradoria Geral do Município para análise.
















