Crianças com dificuldade no aprendizado recebem atenção especial

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Estudantes que apresentam bloqueio para aprender podem sinalizar sintomas sociais, biológicos e até neurológicos Foto: Gláucio Burle/ Assimp Meriti
Estudantes que apresentam bloqueio para aprender podem sinalizar sintomas sociais, biológicos e até neurológicos
Foto: Gláucio Burle/ Assimp Meriti

Criança desatenta em sala de aula e com dificuldade de concentração, até pouco tempo poderia ser vista banalmente como preguiçosa. Mas, para um grupo de profissionais em São João de Meriti, aluno com bloqueio para aprender pode sinalizar alguns sintomas sociais, biológicos ou mesmo neurológicos.
Preocupados com o desenvolvimento dos alunos, os coordenadores do ‘Programa Saúde na Escola’ (PSE), Sara Coe, da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e lazer, e o dentista Alexandre Lima, pela Secretaria de Saúde, uniram as pastas para criar um grupo de trabalho intersetorial, com o objetivo de estudar casos relacionados a deficiência da saúde mental, principais causadoras da evasão escolar, por conta da dificuldade no aprendizado. O Programa conta com o apoio da coordenadora do CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantil) municipal, Suely Alves de Carvalho. “Algumas professoras já vinham nos sinalizando para o problema. Logo, começamos a estudar caso a caso, e chegamos à conclusão que estes podem estar relacionados com fatores sociais, físicos, educacionais, nutricionais e até de problemas mentais. Estamos trilhando alguns caminhos e buscamos respostas”, explicou Alexandre Lima.
Por enquanto, segundo Sara Coe, a pesquisa está recolhendo dados para ampliar o trabalho. “Esse estudo, da forma como estamos conduzindo, com a participação das Secretarias de Saúde e de Educação, mais o apoio de pessoas ligadas ao Estatuto da Criança, do Jovem e do Adolescente, nunca foi feito em São João de Meriti. Esse trabalho é pioneiro aqui”, assegura Sara.

Foco na sala de aula

A ideia de discutir a saúde das 22 mil crianças das escolas municipais vai além da preocupação bucal e clínica, e busca detectar também enfermidades como tuberculose, diabetes, obesidade e que afetem a saúde mental. “Estamos criando uma rede de proteção social para as crianças de São João de Meriti”, garante a coordenadora de Educação.
Segundo a secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Eneila de Lucas, e o secretário de Saúde, Walter Wilmes, o convênio entre as duas pastas têm surtido bons resultados. “O programa atinge todas as escolas de ensino fundamental das 49 escolas do município e, nós trabalhamos com uma porcentagem de 20 a 30 por cento de crianças que apresentem com qualquer tipo de vulnerabilidade social. Essas crianças são encaminhadas aos orientadores pedagógicos e depois enviamos para o ‘Mais Educação’ que dá acesso a todos os programas como o ‘Mais Cultura’, ‘Mais Educação’, o PSE e, assim, podemos criar a rede de proteção infantil”, lembra.
As análises que as Secretarias de Educação e Saúde vêm fazendo são as primeiras realizadas no município. “Esses estudos são muito importantes. Tanto eu quanto a Eneila sempre estimulamos e demos liberdade aos funcionários, para que, de forma democrática, façam pesquisas que nos auxiliem a encontrar soluções para melhorar a qualidade de vida da população”, disse Wilmes.

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine nosso boletim informativo.

Publicidades

error: Conteúdo protegido!