*Carlos Bernardo González Pecotche
A Logosofia tem sustentado e sustenta que todo processo de melhoramento social haverá de fracassar, inevitavelmente, se antes não se encarar o problema do indivíduo, isto é, se não o forma sobre a base de uma disciplina interna que o eduque psicologicamente no sentido de prestar serviços à sociedade sem ser absorvido por ela, evitando assim, o truncamento de sua independência de juízo, concretizada em sua liberdade moral e espiritual.
O homem-massa – bem o sabemos – é um ser anulado, que deve obedecer cegamente às diretrizes de seu grêmio ou sindicato, que por sua vez obedece, como se vê em todas as partes, a diretrizes políticas. Em tais condições, como pode melhorar essa massa de homens presos às rígidas normas se individualmente não tem perspectivas nenhuma de melhoramento?
Sua única esperança está colocada no que a massa conquista. Mais à força de violências do que pelo esforço regulador da produção. É que o melhoramento indiscriminado de todos que integram a massa desalenta os capazes, os empreendedores que anseiam lavrar um porvir, e, naturalmente, o nivelamento dos salários produz, instantaneamente, uma diminuição no trabalho consciente dos melhores, incindindo esse fato no maior custo da mão-de-obra, que aumenta em consequência das demandas trabalhistas, mediante as quais, ilusoriamente, se pensa em escapar do inferno da inflação.
Destaque: A Logosofia começa por levar o homem à conquista de sua própria liberdade e independência.
*Carlos Bernardo González Pecotche – Autor da Logosofia – www.logosofia.org.br – rj-novaiguacu@logosofia..org.br
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