Empresário assassinado no Caonze é enterrado em Mesquita

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
A namorada do empresário, Elen Cury (c), foi feita refém, mas não ficou ferida Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
A namorada do empresário, Elen Cury (c), foi feita refém, mas não ficou ferida
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Foi enterrado na manhã de ontem, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, o corpo do empresário Felipe Lavina Machado, de 27 anos. Vítima de latrocínio, o jovem foi executado a tiros no início da manhã de domingo, no Caonze, em Nova Iguaçu, após ser sequestrado. Em clima de grande comoção, parentes e amigos se despediram de Felipe, que era dono de uma academia na Chatuba.
Três homens armados entraram na casa de Felipe, no bairro Santa Terezinha, em Mesquita, e efetuaram um assalto. O empresário e a namorada, Elen Cury, foram feitos reféns. A jovem foi deixada em uma das ruas do bairro, e não ficou ferida. Os bandidos seguiram com Felipe no carro do irmão que teria sido levado na ação até a Rua Santa Maria, no bairro Caonze, em Nova Iguaçu. No local, os homens deram um tiro na cabeça do empresário, que foi encontrado vestindo apenas uma cueca. Felipe foi morto no dia da festa de nove anos de seu filho. O evento foi cancelado.
Ao chegar ao velório, Elen não quis dar declarações, disse apenas que amava muito o companheiro. Muito abalados, parentes e amigos ainda não acreditam no crime brutal. “Meu filho entrou para as estatísticas e espero que sirva de exemplo para os governantes. Essa nossa justiça está falida, morta, assim como meu filho. O que estou sentindo hoje, amanhã pode acontecer com qualquer pessoa”, lamentou Wilson Machado Filho, pai de Felipe. Ainda segundo Wilson, ele testemunhou a movimentação estranha pela fresta da porta, mas não pôde fazer nada. “Ele só sabia estudar e trabalhar. Tenho muito orgulho dele”, finalizou. Felipe estava terminando o curso de designer.

Felipe foi enterrado em clima de grande comoção pela família e amigos, que estão revoltados com o crime Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Felipe foi enterrado em clima de grande comoção pela família e amigos, que estão revoltados com o crime
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Segundo o tio da vítima, Valdecir Lavina, de 45 anos, apesar do requinte de crueldade, família não acredita que Felipe tenha sido morto por vingança. “Não imaginamos quem possa ter feito mal a ele. Nesse momento passam várias coisas pela nossa cabeça. A academia ficava em uma área de risco, e ele era uma pessoa bem conhecida na área”, contou Valdecir. Ainda segundo o tio de Felipe, três homens entraram na casa do sobrinho e um ficou do lado de fora. “Minha irmã, é mãe do Felipe, chegou a chamar a polícia quando eles foram embora, mas não adiantou. Os bandidos ainda levaram R$ 10 mil do cofre”, disse ele. O dinheiro seria para realizar o pagamento dos funcionários.
Sócio de Felipe na Academia Mega Physical, Felipe Braga desabafou durante o velório. “Alguns cachorros são mais humanos que algumas pessoas”, disse ele. Pelas redes sociais, Braga escreveu que não deixaria o sonho do amigo terminar. “Meu amigo onde estiver saiba que você foi um irmão e que seguirei nosso sonho com a ajuda de nossos amigos! Sentiremos sua falta, mas sei que estará sempre nos ajudando daí! Felipe Lavina não tenho como expressar tamanha tristeza!”, publicou.

Criminosos conheciam rotina da vítima

De acordo com informações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte de Felipe Lavina. A perícia já foi feita no local e agentes estão realizando diligências em busca de testemunhas e informações que ajudem nas investigações. Alguns familiares já foram ouvidos.
O delegado titular da unidade não quis comentar a linha de investigação. “O caso está andando muito bem. Não podemos falar muito agora para não assustar as testemunhas”, disse ele.
As investigações realizadas pela Polícia Civil mostram que os bandidos conheciam a rotina de Felipe. Eles chegaram à casa do empresário indo direto para o quarto e perguntando sobre o cofre de onde foram retirados R$ 10 mil. Além disso, dois dos homens mudavam a voz para não serem reconhecidos.
Por: Gabriele Souza (gabriele.souza@jornalhoje.inf.br)

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca nenhuma notícia importante. Assine nosso boletim informativo.

Publicidades

error: Conteúdo protegido!