Enfermeira morta em assalto na Baixada tentava engravidar

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O assassinato da enfermeira Erica Feitoza, de 27 anos, em uma tentativa de assalto, na manhã de terça-feira (4), interrompeu a vida e o principal sonho dela e do analista de suporte Flavio Domingos, de 28: ter um filho. Os dois se relacionavam havia sete anos e moravam juntos havia cinco. O viúvo contou que entre tantos desejos que Erica tinha o maior deles era engravidar.

“O sonho dela era ter um filho. Ela estava fazendo tratamento para engravidar. A gente também fazia auto escola juntos. Estávamos correndo atrás dos nossos sonhos”, disse.

A enfermeira foi morta no bairro Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, enquanto aguardava o ônibus num ponto na Avenida Getúlio de Moura para ir ao trabalho. Ela foi abordada por dois criminosos. De acordo com Flavio, a dupla estava de carro e parou em frente à casa dela.

O suspeito que estava no banco do carona, sem sair do carro, puxou a bolsa de Erica. A enfermeira teria puxado de volta e corrido. O homem, então, desceu do carro e atirou duas vezes contra ela, segundo marido. Uma das balas acertou o tórax, pelas costas. Os criminosos fugiram sem levar nada.

De acordo com Flavio, Erica chegou viva ao hospital e ainda indicou o que deveria ser feito no atendimento. O marido contou que a enfermeira estava lúcida e chegou a tentar auxiliar os procedimentos que estavam sendo feitos nela. Erica acabou morrendo de hemorragia interna por volta das 10h. A bala atingiu o pulmão e ficou alojada.

Pós-graduação em cardiologia

O filho não era o único sonho de Érica. Ela estava investindo em sua formação. No fim do ano passado, concluiu uma pós-graduação voltada para área de cardiologia, no hospital Albert Einstein.

“Ela estava toda boba com isso. Foi um investimento de 40 mil (reais) na carreira dela. Ia pegar o certificado esse mês”, relatou Flavio.

Esta foi a segunda vez que Erica foi assaltada na mesma rua, em menos de cinco dias. Na sexta-feira, ela fez uma publicação no Facebook, afirmando que havia sido assaltada, por volta das 22h, quando chegava do trabalho, no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, Zona Norte do Rio. “Acabei de ser assaltada chegando do plantão praticamente na porta da minha casa. Por favor, me mandem por inbox o contato de vcs aviso quando o número for resgatado!”, escreveu.

 

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