Especialistas debatem desenvolvimento urbano da Baixada Fluminense

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A mesa foi composta por Rosangela Belo, Cristina Penna, Guivanni Guidone, Vicente Loureiro e Paulo de Tarso Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
A mesa foi composta por Rosangela Belo, Cristina Penna, Guivanni Guidone, Vicente Loureiro e Paulo de Tarso
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Nova Iguaçu sediou na tarde de ontem as oficinas do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o  Modelar a Metrópole. O evento é uma iniciativa da Câmara Metropolitana e tem o objetivo de debater o diagnóstico sobre os problemas que mais afetam a região, além de criar uma visão sobre como a região metropolitana pode ser no futuro. O encontro aconteceu no Centro Social São Vicente (Patronato) e contou com a presença de diversas autoridades da Baixada Fluminense.
Na ocasião, foram discutidos os desafios e perspectivas relacionados aos seis eixos estruturantes para o desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio, como expansão econômica; patrimônio natural e cultural; mobilidade; habitação e equipamentos sociais; saneamento e meio ambiente; e reconfiguração espacial. Os debates reuniram secretários municipais, dirigentes de entidades empresariais, sociedade civil, conselheiros de diversas áreas de atuação, organizações não governamentais, empreendedores privados, representantes de concessionárias, professores de universidades locais, e poder público de municípios da Baixada e Leste Fluminense.
O diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, fez o discurso de abertura. “Nós estamos aqui para criar um diagnóstico das condições de vida dessa região e desenhar uma visão de futuro. Como nós podemos imaginar o futuro da Região Metropolitana em 2040? É para isso que convidamos representantes de toda a Baixada Fluminense. O nosso foco é o campo do desenvolvimento urbano com quatro grandes dimensões: o saneamento que inclui a água, esgoto, drenagem, lixo; a mobilidade urbana, incluindo o transporte das pessoas e mercadorias; o uso e ocupação do solo para organizar o território e a produção de habitação formal”.

Os debates reuniram representantes de diversos segmentos da sociedade civil e do poder público Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje
Os debates reuniram representantes de diversos segmentos da sociedade civil e do poder público
Foto: Ivan Teixeira/Jornal de Hoje

Loureiro disse ainda que em outra ocasião, essa reunião será feita separadamente com cada município. “Nós estamos preocupados com o desenvolvimento da metrópole enquanto cidade. Trouxemos os dados gerais para a construção desse diagnóstico. Assim todos terão uma noção do que pode ser essa metrópole. Queremos primeiro ouvir a todos para depois na fase seguinte tratar das proposições”, afirmou.
O economista e coordenador técnico do consórcio Modelar a Metrópole, Alexandre Weber, completou o discurso. “Estamos fazendo visitas em diversas áreas da região metropolitana para ouvir a sociedade e pautar todas as ações que a gente pretende implementar. Tudo sairá do que for discutido aqui. O plano integrado abrange vários elementos que são importantes para a melhoria da qualidade de vida. A economia, a mobilidade urbana, o local onde as pessoas trabalham e moram está diretamente ligado um ao outro. Nós trazemos preocupações históricas na região. A questão de alagamento é um problema sério. Então a drenagem é algo que deve sair da nossa proposta para trazer a solução. A proposta tem que ser construída junto com a sociedade. Isso é a importância agora”, garantiu Weber.
Em Julho deste ano termina a consolidação do diagnóstico para somente então começar em agosto o aprofundamento com a definição da estratégia de desenvolvimento das intervenções dos problemas citados. O processo em curso vai resultar, em julho de 2017, em um documento que passará a ser uma referência para orientar decisões governamentais pelos próximos 25 anos e um balizador para a sociedade fluminense.

Entenda o consórcio

O Modelar a Metrópole surgiu após a criação do Estatuto da Metrópole em janeiro de 2015. Com essa nova determinação o Estado começou a se estruturar para buscar formas de estudar a região e trazer as soluções devidas. Então foi criada a Câmara Metropolitana, foi feita a licitação para fazer o plano, que culminou com a vitória do Modelar a Metrópole. Os trabalhos começaram em janeiro e será consolidado em junho de 2017 com a versão final do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado.
Com financiamento do Banco Mundial, o  Modelar a Metrópole é uma iniciativa do Governo do Estado, através da Câmara Metropolitana, e executado por um consórcio formado pelas empresas Quanta Consultoria e Jaime Lerner Arquitetos Associados. O Plano conta com um Conselho constituído por representantes de organizações de classe, empresariais e da sociedade civil, instituições acadêmicas, lideranças e profissionais conhecidos pelo seu envolvimento na discussão metropolitana. Representantes de prefeituras e de secretarias municipais e estaduais também fazem parte da iniciativa.
Por: Erick Bello

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