
Foto: Gilvan de Souza/Divulgação
A saída de Alexandre Wrobel do cargo de vice-presidente de futebol do Flamengo não teve nenhuma motivação política. Pelo menos é isso que garantem todas as partes envolvidas. Isso porque o dirigente já vinha planejando e organizando o desligamento da função há algumas semanas, mas atendeu a um pedido do presidente Eduardo Bandeira de Mello de encerrar algumas negociações que estavam em vigor.
Wrobel foi quem conduziu boa parte da negociação com o atacante peruano Paolo Guerrero, principal contratação do clube para a disputa do Campeonato Brasileiro, e também estava à frente das tratativas para contratar o atacante Emerson Sheik, outro fora dos planos do Corinthians. Com as duas negociações concluídas, o então vice-presidente de futebol se sentiu mais confortável de deixar o cargo.
Apesar da saída, Wrobel vai permanecer no conselho gestor, que inclusive delibera sobre assuntos do departamento de futebol quando solicitado. Este conselho conta ainda com os vice-presidentes Alexandre Póvoa e Rodolfo Landim, com o diretor-geral do Flamengo Fred Luz e o diretor-executivo de futebol Rodrigo Caetano, além de Eduardo Bandeira de Mello.
A saída de Wrobel gerou especulações de que ele poderia se candidatar à presidência do clube nas eleições do fim do ano, fato que ele negou. O dirigente demonstrou ainda muita confiança em Rodrigo Caetano.
“Não existe a menor possibilidade de isso acontecer. A chance é de zero por cento. A minha saída da função já estava programada e não tem nada a ver com o momento. A única ligação com momento é que estava esperando encerrar algumas negociações abertas a pedido do presidente. Mas sigo ajudando o Flamengo no que for preciso. O departamento de futebol está muito bem entregue, inclusive com o Rodrigo Caetano trabalhando muito bem”, disse Wrobel.
Wrobel optou por se desligar logo depois do time conseguir a primeira vitória no Campeonato Brasileiro, que aconteceu no sábado passado com o triunfo por 1 a 0 sobre a Chapecoense. O dirigente sai deixando um trabalho que está muito longe de ser elogiável, tendo, inclusive, se envolvido em algumas polêmicas, quando respondeu publicamente o técnico Vanderlei Luxemburgo quando o mesmo disse que o conselho gestor do clube não entendia de futebol.
















